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Capítulo 0846 - Sedentos por Sangue

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Tenham uma boa leitura!]


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Enquanto Niflheim passava por um processo de renovação e libertação, em Uhr'Gal, o julgamento de Cruz estava prestes a começar. 


Ao amanhecer, exposto ao público e cercado por uma atmosfera tensa e marcada por hostilidade, Cruz permanecia dentro jaula de metal, localizada no centro de uma praça pública. A audiência era composta por milhares de orcs, todos ansiosos por justiça, e, para muitos deles, justiça significava a execução de Cruz por seus supostos crimes.


Yang Chao, o defensor de Cruz, estava cercado por uma pressão avassaladora. Sendo o único humano que restou naquele planeta e pego de surpresa pelo anúncio apressado do julgamento, ele sabia que a situação era delicada e que a Khan, Shara'Kala, a verdadeira autoridade de Uhr'Gal, estava ausente, o que o incomodava profundamente. 


O julgamento não deveria ter começado sem a aprovação da Khan, mas os anciãos decidiram levar o julgamento adiante, com ou sem a sua presença. Isso deixava Yang Chao em uma posição difícil, pois qualquer passo em falso poderia significar a condenação à morte de Cruz.


Do outro lado da praça, os anciãos de Uhr’Gal, responsáveis pela acusação, mantinham suas posições firmes, com suas expressões rígidas e severas, refletindo a fúria acumulada após os supostos atos de Cruz e provável corrupção da Khan. A multidão de orcs, já agitada e faminta por justiça, era mantida sob controle apenas pela presença dos líderes. Mas era evidente que a paciência deles estava acabando e o clamor por sangue ganhava vida nos gritos furiosos deles.


Yang Chao, o único ali que estava do lado do acusado, se aproximou da jaula, onde Cruz, pálido e desesperado, o observava com olhos suplicantes. Sem sua força , que estava sendo suprimida pelos orcs que mantinham a matriz de selos funcionando, o próprio Cruz parecia ter perdido toda a esperança, sabendo que o tribunal não estava a seu favor e que, sem Shara'Kala presente, suas chances de defesa eram mínimas.


“Preciso que você mantenha a calma, Cruz…” Yang Chao sussurrou, tentando transmitir alguma confiança ao homem encarcerado: “Ainda há uma chance, mas temos que ser inteligentes e cuidadosos.”


Cruz assentiu lentamente, mas o pânico em seus olhos traía sua concordância. Ele sabia que seu destino estava quase selado e que mesmo que eles o tirassem dali contra a vontade dos orcs, um banho de sangue viria logo após isso.


Por ter começado a sentir aquelas coisas profundas e fortes por Shara'Kala, Cruz estava se importando com o povo dela… Talvez, não por eles em si, mas pelo que ela iria sentir caso algo acontecesse com os orcs de Uhr'Gal.


Enquanto Cruz refletia, Yang Chao se virou para encarar os anciãos, endireitando-se com toda a autoridade que conseguia reunir. Sua voz cortou o ar pesado da praça enquanto ele se dirigia ao tribunal e fazia um último apelo: “Anciãos de Uhr'Gal! Este julgamento não pode prosseguir sem a presença da Khan! Shara'Kala deveria estar aqui para garantir que a justiça seja feita de forma adequada e honrada. Se continuarmos assim, estaremos violando os princípios do seu povo!”


Um murmúrio atravessou a plateia. A notícia de que o julgamento estava acontecendo sem a anuência da Khan já tinha se espalhado antes e muitos orcs sabiam que Yang Chao estava certo, mas a sede de vingança deles era forte demais para que recuassem tão facilmente. Então, tendenciosos para condenar alguém, eles fecharam os olhos para esse fato tão importante.


Vor’Gul, com olhos severos, imediatamente deu um passo à frente. Ele olhou para Yang Chao com desprezo e respondeu, com sua voz reverberando pela praça: “O julgamento de Cruz já foi adiado por tempo suficiente, Yang Chao. Shara'Kala escolheu se ausentar e entrar em uma briga nos confins de Niflheim, e é nosso dever prosseguir com ou sem ela. Este homem que você defende cometeu crimes graves e merece ser punido! Cada dia a mais que ele respira é um insulto aos nossos mortos!”


“Uaaaaaaaaaaaaah…” Os gritos de apoio vindos da multidão ecoaram pelas paredes da praça. Era evidente que os anciãos haviam instigado a raiva do povo, e a vontade de ver Cruz condenado era palpável.


Yang Chao, sentindo a tensão crescer, tentou argumentar mais uma vez: “Não estamos aqui para saciar o desejo de vingança, estamos aqui para garantir que a justiça prevaleça! Deixar de lado o julgamento justo é o que realmente enfraquecerá o seu povo!”


Ele apelava para a racionalidade, mas as palavras de Yang Chao pareciam cair em ouvidos surdos. Os anciãos mantinham-se firmes, e a multidão estava prestes a explodir.


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Enquanto isso, em Decarius, Ragnar e Kyon tentavam desesperadamente entrar em contato com Uhr'Gal. Eles sabiam que Catarina, a única testemunha capaz de inocentar Cruz, era a peça-chave que faltava. Mas toda comunicação com Uhr'Gal havia sido cortada. E a angústia tomava conta de Ragnar, que andava de um lado para o outro, com o semblante fechado.


“Não conseguimos falar com ninguém lá!” Kyon exclamou, com a frustração evidente em sua voz: “Algo está bloqueando nossas transmissões.”


“Não podemos simplesmente esperar!” Ragnar respondeu, parando de andar e encarando Kyon com firmeza: “Se não conseguimos entrar em contato, a única solução é irmos até lá com Catarina. Não temos mais tempo!”


Kyon assentiu de imediato, sabendo que cada segundo perdido poderia significar a morte de Cruz. Aquela dificuldade de comunicação não era uma simples coincidência.


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Enquanto isso, o julgamento de Cruz prosseguiu em Uhr'Gal com uma sequência de testemunhas sendo chamadas para relatar o massacre que ele supostamente havia promovido. Cada uma delas olhou para Cruz com ódio e o reconheceu como o responsável pela destruição e pelas mortes. 


A cada testemunho trágico e traumatizado, os orcs, sedentos por vingança, não deixavam margem para dúvidas.


Yang Chao, por sua vez, tentou explicar o conceito dos clones do Olho, revelando a verdade oculta e defendendo Cruz como vítima de manipulação. No entanto, essa explicação foi recebida com incredulidade e fúria pelos orcs. O conceito de clones parecia ridículo demais para que eles acreditassem. Para eles, Cruz estava ali, em carne e osso, o mesmo homem que havia dizimado seus parentes e amigos. 


A multidão, que já estava impaciente, começou a gritar mais alto depois da tentativa de defesa de Yang Chao, exigindo a condenação imediata.


“É isso que você tem a dizer, Yang Chao?” Tharak’Thul perguntou com desdém: “Clones, truques mentais, mentiras… Tudo para salvar a pele deste assassino!”


Yang Chao tentou mais uma vez argumentar, sentindo o peso da situação se agravar. Sua voz, mesmo sendo firme e carregada de verdade, parecia desaparecer no mar de gritos furiosos da multidão.


“O Olho manipulou Cruz! Ele foi pego em uma teia de mentiras e armações, assim como muitos de nós fomos!” Yang Chao bradou, antes de pedir: “Não estou pedindo que ignorem o sofrimento, mas sim que enxerguem a verdade!”


Yang Chao tentava, .as os orcs não estavam dispostos a ouvir. Gritos de "executem-no!" ecoavam mais alto, inflamando ainda mais a atmosfera de hostilidade. A multidão estava à beira de um colapso, e cada vez mais os orcs começavam a pressionar os anciãos por uma resposta imediata.


Cruz, de dentro de sua jaula, olhava para a multidão com um misto de pavor e indignação. Ele sabia que as chances de escapar daquele destino eram mínimas e que foi ele que se colocou naquele nível de vulnerabilidade. 


Yang Chao, percebendo o sofrimento de Cruz, continuava lutando por ele, mesmo que suas palavras caíssem em ouvidos surdos.


Eldara teve que erguer a mão em um determinado momento, silenciando temporariamente os gritos da multidão, para dizer: “O que este homem diz é absurdo. Clones? Truques do Olho? Não há provas sendo apresentadas, apenas desculpas. O que temos diante de nós é o mesmo homem que destruiu nossas famílias e nossa terra. Não podemos tolerar isso. A morte de Cruz será a justiça que buscamos!”


Quando viu até a anciã Eldara falar pela execução de Cruz, Yang Chao apertou os punhos, com sua raiva e frustração visíveis.


“Shara'Kala nunca aprovaria um julgamento como este!” Yang Chao gritou, antes de acusar:” Ela é a verdadeira líder, e a Khan jamais permitiria que esse processo injusto fosse levado adiante!”


“Vocês não querem mudar de ideia! Esse julgamento não tem sentido, porque todos vocês já decidiram que ele deve ser o culpado!”


“Vocês estão com medo, sofrendo, e acham que matá-lo a sangue frio vai fazer isso parar, que salvará a honra dos seus entes que se foram… E isso os cega para a verdade!”


“Uhr'Gal não quer enxergar! Uhr'Gal não quer justiça! Vocês querem apenas um bode expiatório! Alguém para machucar e descarregar toda essa raiva!”


Yang Chao encerrou as suas palavras duras e verdadeiras, falando não só com os líderes, mas com toda a multidão. Contudo, os anciãos não o escutaram como deveriam. Para eles, a justiça que buscavam estava próxima, e a liderança de Shara'Kala não importava mais quando se tratava daquele julgamento.


O ÚLTIMO HERDEIRO DA LUZ -UHL | NOVEL

© 2020 por Rafael Batista. Orgulhosamente criado com Wix.com

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