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Capítulo 0885 - Dois Mil Quilômetros

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Tenham uma boa leitura!]


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A caminhada começou como um martírio para Momoa. Cada passo era um desafio, um teste que parecia zombar de sua determinação. Ele ainda estava fraco, com seus músculos protestando contra qualquer movimento, e sua regeneração lenta quase não fazia diferença. Gold caminhava à frente, com seus passos firmes e despreocupados contrastando com o esforço extenuante de Momoa.


Gold não dizia uma única palavra ao longo do caminho. Seu silêncio era ensurdecedor, pesado como o ar ao redor. Momoa, por outro lado, travava uma batalha interna a cada passo. Seus pulmões ardiam, ainda afetados pelo colapso parcial, e suas pernas tremiam como se fossem ceder a qualquer momento. Mas ele não parou. Ele não podia parar.


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200 quilômetros…


Momoa começou a perceber pequenas melhoras acontecendo. A dor que antes era insuportável começava a ceder levemente, e suas pernas, embora ainda instáveis, mostravam sinais de adaptação. Sua regeneração, embora ainda lenta, estava começando a lidar com as lesões menos graves.


Ele olhava para Gold, que caminhava sem nem ao menos virar a cabeça para trás, e usava aquela figura como uma corda invisível que o arrastava pelo caminho. A figura imponente à frente dele parecia intocável, inalcançável. Contudo, isso apenas reforçou a determinação de Momoa em seguir em frente.


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500 quilômetros…


A respiração de Momoa estava mais estável agora, e ele conseguia manter um ritmo constante de passos. Seus ossos, antes rachados e deslocados, estavam quase completamente alinhados. Mesmo com os músculos ainda doloridos, ele conseguia sentir a energia em seu corpo começando a fluir de maneira mais eficiente.


“Mais rápido.” Ele murmurou para si mesmo, forçando suas pernas a se moverem com mais vigor. Mesmo que Gold não dissesse nada, Momoa sabia que não podia ficar para trás.


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800 quilômetros…


Agora, seus passos eram firmes. A regeneração, que finalmente estava alcançando um ritmo natural, tratava das lesões internas mais profundas. A dor persistente na coluna estava desaparecendo, e seu sistema nervoso começava a se estabilizar. Ele sentia seu corpo retornando ao estado que deveria estar, mas a lembrança do que Halfkor fizera ainda pairava em sua mente.


“Isso não é nada.” Momoa sussurrou, sentindo a raiva o impulsionar adiante enquanto ele olhava para Gold, que em momento algum diminuiu ou acelerou o ritmo, caminhando com uma serenidade que era quase irritante.


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1000 quilômetros…


Foi nesse ponto que Momoa finalmente sentiu sua regeneração plena retornar. Agora, sua energia espiritual fluía livremente, e seu corpo estava quase completamente curado. Ao sentir-se tão bem em comparação a antes, ele parou por um momento, respirando fundo enquanto uma onda de alívio e força renovada percorria seu corpo.


“Eu consigo…” Ele murmurou, sentindo-se mais forte a cada segundo. Depois, seus pés deixaram o chão, e ele começou a flutuar levemente, antes de finalmente se lançar ao ar. Ele alcançou Gold em um instante, flutuando ao lado do homem que ainda caminhava.


Gold levantou uma sobrancelha, mas não disse nada. Ele apenas apontou para o horizonte.


“Para lá.” Ele disse, seco, enquanto continuava andando como se nada tivesse mudado.


Momoa olhou na direção apontada e viu algo ao longe. Um lugar familiar estava bem distante, mas visível para ele.


O Mar dos Monstros, com suas águas brilhando sob a luz do sol, parecia um oásis em meio à desolação que Momoa acabara de passar.


*Vuuuuuuuuuup..* Sem esperar por Gold, Momoa disparou na direção indicada. Sua energia estava completamente restaurada, e ele voou para lá com uma velocidade que tentava superar até o seu melhor em perfeito estado.


Gold apenas olhou e ergueu uma sobrancelha enquanto Momoa desaparecia, em alta velocidade, no horizonte.


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Chegada ao Mar dos Monstros… 2000 quilômetros…

  

Momoa nem olhou para trás enquanto seguia em frente, e quando finalmente chegou ao destino, ele pousou na areia macia à beira da água. O lugar era diferente de tudo o que ele já havia visto. Criaturas de todas as formas e tamanhos conviviam harmoniosamente. Bestas Demoníacas gigantes nadavam nas águas cristalinas, enquanto humanos, mais bestas demoníacas, e outras raças caminhavam livremente pelas margens, conversando e rindo.


À beira do mar, sentada em uma rocha que quase tocava a água, estava Moira. Ela era a dona de uma beleza estonteante e imponente, com longos cabelos que se moviam como ondas, e olhos tão profundos quanto o oceano. Ao ver Momoa, ela sorriu levemente, e ele até chegou a pensar que aquele sorriso era para ele, mas antes que pudesse dizer algo, Gold apareceu ao lado dele, sem qualquer esforço aparente em sua expressão.


“Você está atrasado.” Moira disse, com um tom irônico, enquanto seus olhos brilhavam com diversão: “O ser mais rápido do universo, atrasado? Nunca pensei que viveria para ver isso.”


Gold suspirou em pesar e cruzou os braços com uma expressão entediada.


“A culpa é dele.” Ele disse, apontando para Momoa com o polegar, como se o gigante fosse um peso morto.


Moira manteve o sorriso irônico enquanto estudava Momoa de cima a baixo. Havia algo nele que parecia fora do lugar, mas ela não conseguia identificar exatamente o quê. Quando finalmente desviou o olhar para Gold, sua expressão mudou para uma mescla de confusão e reprovação.


“Outro discípulo?” Moira perguntou, levantando-se lentamente da rocha onde estava sentada. Sua voz estava carregava um tom de choque, mas também de curiosidade: “Gold, não me diga que você realmente aceitou outro… Depois de tudo?”


“Humph.” Gold, ainda com os braços cruzados, bufou com impaciência. E por todo tempo, seu olhar manteve-se fixo em Moira, como se ele estivesse se divertindo com a incredulidade dela.


“Por que essa reação, Moira? Parece até que eu não sou conhecido por tomar decisões questionáveis.” Ele disse, com um sorriso sarcástico, antes de completar: “Mas, sim, o chimpanzé júnior aqui agora é oficialmente meu discípulo.”


Moira piscou algumas vezes, processando a informação, antes de voltar sua atenção para Momoa. Seus olhos, profundos e perspicazes, pareciam perfurá-lo, como se tentassem desvendar os mistérios escondidos em sua alma.


“Você parece ter escolhido alguém bem… Incomum.” Ela comentou, com a sobrancelha arqueada, antes de questionar Momoa: “E quem exatamente é você, garoto?”


Momoa tentou abrir a boca para responder, mas antes que pudesse soltar uma palavra, Gold ergueu a mão, interrompendo-o.


“Ele é irrelevante por enquanto.” Gold disse, casualmente, como se estivesse descartando a existência de Momoa, antes de completar: “Ele é apenas um pedaço de merda, esperando para se transformar em argila que está esperando para ser moldada.”


Momoa apertou os punhos, tentando controlar a raiva que subia em seu peito. Ele sabia que retrucar Gold seria inútil e perigoso, mas a maneira como era constantemente ignorado e diminuído o corroía por dentro.


“Isso é muito estranho, mesmo para você, Gold.” Moira continuou, ignorando completamente a expressão frustrada de Momoa: “Depois de tudo o que aconteceu… Depois daquele moleque…” Ela parou, com a voz tornando-se um pouco mais baixa e grave: “Você realmente acha que faz sentido aceitar alguém novo?”


Gold deu de ombros, mantendo a expressão despreocupada.


“Eu não sou conhecido por fazer sentido, Moira.” Ele respondeu, com um leve sorriso: “Além disso, o chimpanzé júnior aqui é mais interessante do que parece. Ele tem uma história hilária.”


“Não é possível…” Moira murmurou, cruzando os braços e inclinando levemente a cabeça para o lado: “Você realmente acredita nisso, ou está apenas tentando irritá-lo?”


Gold estreitou os olhos por um momento, mas o sorriso em seu rosto permaneceu intacto. Havia uma tensão sutil em sua postura agora, algo que não estava lá antes.


“Cuidado com suas palavras, Moira.” Ele disse, com uma calma que parecia mascarar algo mais profundo: “Você sabe tão bem quanto eu que ninguém substitui ninguém. Cada discípulo meu tem seu próprio destino. E o chimpanzé júnior…” Ele lançou um olhar de canto para Momoa: “Bem, ele pediu por isso.”


Moira respirou fundo, como se estivesse ponderando algo, antes de dar um passo à frente.


“E aquele moleque?” Ela perguntou, com um tom que misturava preocupação e frustração: “Você o deixou sozinho, não foi? Ele ainda está tentando completar aquela missão impossível que você deu a ele?”


Gold não respondeu imediatamente. Ele desviou o olhar por um momento, como se considerasse as palavras dela, antes de voltar a encará-la.


“Ele sabia no que estava se metendo. E eu nunca disse que iria treiná-lo. Eu só queria mantê-lo calado e longe de mim!” Gold respondeu, com um tom indiferente: “E, honestamente, eu espero que ele fracasse. Porque, se ele não fracassar, significa que ele é tão tolo quanto eu mensurei.”


Moira estreitou os olhos, estudando Gold com uma expressão de desaprovação evidente. Ela abriu a boca para dizer algo, mas parou ao perceber a intensidade no olhar de Gold e o balançar de sua cabeça. Ele, sem precisar dizer nada, estava negando um pedido que parecia ser insistente de Moira, um pedido que ele provavelmente já tinha recusado muitas vezes.


Momoa, por outro lado, estava completamente perdido na conversa. Cada menção daquele “moleque” era como uma faca em sua curiosidade. Quem era ele? Qual era essa missão impossível? E por que parecia que Gold tinha uma mistura de arrependimento e desdém ao falar disso?


“E quanto ao chimpanzé júnior aqui?” Moira perguntou, apontando para Momoa: “De todos os que você adotou como discípulos, ele é o único que parece ter alguma força e maturidade, mas você acha que ele vai conseguir sobreviver ao que você tem planejado para ele?”


Gold riu novamente, mas dessa vez o som era mais curto, quase amargo.


“Isso depende dele.” Ele respondeu, com um tom finalizador: “Se ele for esperto o suficiente, forte o suficiente, ele pode até me surpreender. Mas, se não for… Bem, Moira, você sabe como é. Todos nós podemos morrer a qualquer momento…”


Moira balançou a cabeça, claramente insatisfeita, mas não disse mais nada. Em vez disso, ela voltou seu olhar para Momoa, que estava quieto, mas visivelmente incomodado.


“Espero que você saiba no que está se metendo, garoto.” Ela disse, com um tom que parecia tanto um aviso quanto um desafio: “Porque, com Gold, o preço sempre é alto. Muito alto.”


O ÚLTIMO HERDEIRO DA LUZ -UHL | NOVEL

© 2020 por Rafael Batista. Orgulhosamente criado com Wix.com

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