Capítulo 0895 - O Massacre do Círculo Escarlate
[Capítulo patrocinado por Thiago Rodrigues Guinsberg. Muito obrigado pela contribuição!!!
ATENÇÃO: Um grupo de leitores no grupo do Telegram está organizando uma vaquinha para patrocinar os capítulos, de forma que muitos possam contribuir e ter capítulos diários. Se você não pode ajudar patrocinando um capítulo, entre no grupo do Telegram e ajude com o que puder, porque quanto mais pessoas aderirem, menor é o valor para todos. Venha para a nossa comunidade! https://t.me/+UWRgnawu5qP0xYzMx
ATENÇÃO: OS EXEMPLARES FÍSICOS E DIGITAIS DO PRIMEIRO LIVRO DE O ÚLTIMO HERDEIRO DA LUZ JÁ ESTÃO DISPONÍVEIS NAS MAIORES LIVRARIAS DO BRASIL E DO MUNDO. APOIE O NOSSO TRABALHO E GARANTA JÁ UM EXEMPLAR TOTALMENTE REESCRITO E REVISADO, E COM TRECHOS INÉDITOS.
Quer ver um mangá de O Último Herdeiro Da Luz? Então, a sua ajuda é muito importante para que possamos alcançar novos limites!
Para patrocinar um capítulo, use a chave PIX: 31988962934, ou acesse https://www.ultimoherdeirodaluz.com/patrocinarcap para outros métodos de pagamento, que podem ser parcelados em até 3x sem juros.
Para ver as artes oficiais da novel, que estão sendo postadas diariamente, siga a página do Facebook https://www.facebook.com/Herdeirodaluz
Ou a página do instagram https://www.instagram.com/herdeirodaluz/
Todas as artes e outras novidades serão postadas nas nossas redes sociais, e vêm muitas outras por aí, então siga as nossas páginas e não perca a chance de mostrar à sua mente qual é o rosto do seu personagem favorito!
Ps: Venha participar do nosso grupo no Telegram!
Tenham uma boa leitura!]
-----------------------
“Uaaaaaaaah…” O grito do líder orc ecoou pelo deserto, e os cinquenta guerreiros do Círculo Escarlate avançaram como uma onda esmagadora sobre Hatori, com suas energias espirituais explodindo em cores vibrantes que pintavam o céu rubro do planeta. Machados flamejantes, lanças revestidas de gelo, e mãos gigantescas cobertas de terra endurecida surgiram como um arsenal destruidor, pronto para desintegrar tudo em seu caminho.
A cena era, no mínimo, exagerada. Todo aquele aparato, aquela quantidade de pessoas e artistas marciais convergindo para um único ser.
Enquanto sua figura parecia estar prestes a ser engolida pela onda de aniquilação que se aproximava, Hatori apenas permaneceu imóvel. Seus olhos, frios como as lâminas que ele adorava como seu Deus, estavam fixos na horda que avançava em sua direção.
“Huuff…” Ele respirou profundamente, sentindo o vento ao seu redor e ouvindo o rugido da batalha que vinha em sua direção, ou melhor sobre ele.
“Vocês escolheram esse destino...” Ele murmurou, com uma calma que beirava o desprezo.
Hatori era alguém que, por força de sua cultura e aversão à derrota, nunca subestimava um inimigo. Ele tinha que, por hábito, sempre começar no grau máximo da sua força e de suas capacidades com a espada. Contudo, daquela vez, ele parecia estar um pouco despreocupado. Muitos poderiam confundir aquilo com soberba, mas para o samurai, aquilo era apenas um instinto natural de alguém que não conseguia temer quem não podia fazer-lhe mal algum.
*Thump.* Quando o primeiro orc o alcançou e se lançou contra ele, um guerreiro enorme com uma maça flamejante que brilhava como magma derretido, Hatori finalmente se moveu. Ao som de uma batida de seu coração, foi como se o tempo tivesse parado.
*Krrrrrrrrr…* A Sourigawa deixou sua bainha, emitindo um um brilho prateado que revelava seu esplendor, enquanto o ar ao redor da lâmina parecia se partir. O próprio ar, quando era cortado pela espada, uivava como se sentisse uma dor profunda.
*Splaaaaaaaaaaaaaaaash…* Antes que o orc pudesse atingir Hatori, sua maça se desintegrou em pedaços perfeitamente divididos, seguida pelo braço que a segurava. Em um período inferior a um piscar de olhos, a lâmina de Hatori não só acabou com a arma e o braço, como também atravessou o corpo do orc, dividindo-o ao meio de cima a baixo. Sangue e vísceras explodiram em todas as direções, enquanto o corpo sem vida do guerreiro colapsava no chão, com cada metade dele caindo em lados opostos à posição de Hatori, que voltou a não se mover.
“Vuuuuuuuuuuuuuu…* O vento rugiu como um lobo faminto, sedento por mais sangue após experimentar a sua primeira amostra.
Os orcs inevitavelmente hesitaram por um instante ao verem o companheiro cair tão rapidamente, Todos ali conheciam aquele guerreiro e sabiam da extensão de sua força, mas ele caiu diante de Hatori como se não fosse capaz de sequer oferecer alguma resistência ao humano.
O medo começou a nascer nos corações daqueles orcs, porém, eles logo retomaram o ataque.
Agora, um grupo de cinco guerreiros tentou cercar Hatori, com suas energias espirituais convergindo em ataques coordenados e versáteis que se combinavam de forma louvável.
Lâminas de fogo cortaram o ar, estacas de gelo surgiram do chão e do céu, e imensos pilares de pedra avançaram para esmagá-lo.
Hatori, contudo, permanecia demais, com uma expressão que não mostrava esforço algum.
Cercado pelos ataques combinados, ele girou Sourigawa com leveza, e o mundo ao seu redor mudou.
*Vuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuup…* Uma pancada de vento assaltou os arredores enquanto um campo de energia espiritual invisível se expandiu a partir de Hatori, criando um raio de devastação absoluta ao seu redor.
*Swing. Swing. Swing. Swing. Swing…* Dentro daquele espaço, tudo era cortado de forma minuciosa e simultânea, como se Hatori possuísse milhares de mãos e espadas. As lâminas de fogo desapareceram em faíscas; As estacas de gelo foram fragmentadas antes mesmo de tocar o solo; E os pilares de pedra explodiram em fragmentos enquanto o vento cortante dançava como espadas invisíveis ao redor de Hatori.
*Splaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaash…* Além de suas técnicas, os cinco orcs foram destroçados antes de entenderem o que estava acontecendo. Seus corpos resistentes, que já sobreviveram a inúmeras batalhas em um ambiente tão hostil quanto o que cresceram, foram retalhados em dezenas de pedaços, com cada corte tão limpo que parecia ser obra de um artesão. Sangue jorrou como fontes escarlates, tingindo o chão negro com um vermelho brilhante e, ao mesmo tempo, móbido.
“Dentro do meu domínio...” Hatori declarou, com sua voz ressoando como o próprio vento: “Vocês não têm como se defender.”
“Aaaaaaaaaaaaaaaaaargh…” O líder parou por um instante, finalmente parando para pensar e compreender se não tinha feito uma estupidez colossal. Contudo, os guerreiros restantes rugiram em fúria, intensificando seus ataques e avanços contra Hatori. O chão tremeu quando cultivadores da terra invocaram colunas de pedra gigantescas e moldaram o solo às suas vontades, tentando esmagar Hatori em meio ao caos. Correntes de água também surgiram como serpentes, girando ao redor das pedras e disparando jatos pressurizados altamente perfurantes. As chamas, alimentadas pelo ódio dos orcs, consumiram o ar, criando uma tempestade de fogo infernal que cobriu o céu e ofuscou as estrelas.
Os orcs queriam cercar, esmagar e acabar com o humano por todos os lados, impedindo-o de se mover sem que houvesse um grupo de orcs em seu caminho, mas Hatori era o vento. Ele não podia ser contido.
*Swiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiing…* Com um movimento de sua katana, ele partiu as colunas de pedra ao meio, e a rocha se dividiu como manteiga, com seus pedaços colossais caindo no chão com estrondos ensurdecedores. As correntes de água foram cortadas em milhares de gotas, que pareciam evaporar instantaneamente ao entrar em contato com a energia intensa que emanava dele. E as chamas? Elas foram extintas com um único movimento do braço de Hatori, que disparou um turbilhão de vento tão intenso que foi como se o próprio ar tivesse decidido negá-las.
Mais um cerco foi frustrado, e, dessa vez, o alvo tinha desaparecido.
*Swiiiiiiiiiiiiiiiing…* O vento parecia ter carregado o humano e sua presença, mas sem que eles pudessem sequer perceber, Hatori surgiu entre dois orcs que se preparavam para lançar ataques a esmo. Antes que os dois pudessem reagir, mesmo que por instinto, a Sourigawa já estava em ação. Ela deslizou pela garganta de um deles, cortando a carne e os ossos como se fossem papel. O sangue jorrou em um arco, banhando o segundo orc, que tentou contra-atacar.
Foi em vão.
*Splaaaaaaaaaaaaaaaaaaaash…* Hatori girou, e a katana cortou horizontalmente o torso do orc, dividindo-o em dois. As entranhas do guerreiro caíram no chão após ele soltar um último grito sufocado.
Um grupo de sete orcs avançou em seguida, tentando sobrepujá-lo com números. Mas Hatori, envolto em seu domínio, era imbatível. Ele esquivava de golpes como se antecipasse cada movimento, e cada contra-ataque seu era mortal. Um braço foi decepado aqui, uma cabeça rolou ali, e o solo antes árido tornou-se um rio de sangue.
Os gritos de batalha dos orcs orgulhosos e ferozes se transformaram em gritos de dor e terror de um grupo que estava sendo massacrado de forma implacável e humilhante.
“Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaarrrgh…” O líder do Círculo Escarlate, que viu seus irmãos morrendo um após o outro, avançou com seu machado brilhando em chamas violetas. E ele berrou, liberando uma onda de energia espiritual que parecia dobrar o espaço ao seu redor.
“Eu vou esmagar você, humano miserável!” O líder gritou, investindo contra Hatori com a força de um meteoro.
*Claaaaaaaaaang…* Hatori, entretanto, permaneceu calmo. E quando o machado desceu, ele ergueu Sourigawa, bloqueando o golpe com uma precisão impecável. A onda de choque resultante varreu os destroços e o sangue ao redor, mas Hatori não se moveu um centímetro.
“O erro de vocês...” Hatori murmurou enquanto olhava para o orc, e antes de desviar o golpe e contra-atacar, ele explicou: “Foi achar que suas crenças sobrepõe a realidade.”
*Splaaaaaaaaaaaaaaaaaaash…* Após aquelas palavras, a katana cortou diagonalmente, rasgando a armadura do líder e deixando um rastro de sangue profundo em seu torso. O orc urrou em agonia, mas Hatori não lhe deu tempo para se recuperar. Ele girou a lâmina novamente, desta vez mirando nas pernas do oponente.
*Swiiiiiiiing…* O golpe foi limpo, cortando ambas as pernas, abaixo dos joelhos.
*Poof.* O líder caiu de joelhos na frente de Hatori, com o sangue jorrando de seus membros decepados, enquanto o samurai o encarava de cima, impassível.
“Vocês falharam…” Hatori disse, com sua voz fria como o vento da morte: “Você não conseguiram me matar e recusaram a oportunidade que lhes dei de desistir. Agora, pagarão por isso.”
O líder do Círculo Escarlate, agora ajoelhado e mutilado, olhava para Hatori com olhos cheios de raiva e desespero. O sangue escorria de suas pernas decepadas, formando poças escuras no chão árido, mas ele se recusava a desviar o olhar.
“Você... Você acha que isso é uma vitória?” Ele murmurou, com sua voz cheia de ódio, mas fraca pela dor: “Você não entende... Não importa o que faça aqui. Outros continuarão nossa luta. O sangue dos nossos irmãos não será esquecido!”
Hatori inclinou ligeiramente a cabeça, olhando para o orc com uma expressão que misturava indiferença e desprezo.
“Tolos sempre existirão. Mas todos os que ousarem seguir por este caminho terão esse mesmo destino.” Ele disse, com sua voz fria como o vento cortante que girava ao seu redor.
Depois de dizer aquilo, Hatori então ergueu Sourigawa e, sem hesitar, desceu a lâmina em um único golpe, separando a cabeça do líder de seu corpo. O machado flamejante do orc caiu ao lado de seu cadáver com um som metálico abafado, e o silêncio reinou por um breve momento.
Os poucos orcs restantes, que já estavam visivelmente abalados, começaram a hesitar. Aquele que um dia foi seu líder agora estava morto, e o humano que o enfrentou permanecia incólume, como se não tivesse feito esforço algum para derrotá-lo e destruir quase todos os cinquenta guerreiros que vieram com ele.
“Retirada!” Um dos orcs finalmente gritou, com sua voz revelando o pânico. E após gritar aquilo, ele deu meia-volta e lançou-se ao céu, disparando em alta velocidade para longe.
“Corram! Salvem-se!” Outro gritou, seguindo o primeiro, enquanto outros poucos guerreiros, que já não possuíam mais a confiança de que poderiam sequer encostar em Hatori, começavam a voar, deixando o campo de batalha para trás.
Hatori, por sua vez, não se moveu. Ele permaneceu no chão, observando com uma calma quase perturbadora enquanto os últimos orcs do Círculo Escarlate tentavam fugir. Seus olhos, frios e calculistas, acompanharam cada movimento dos inimigos em retirada, como se o assunto entre eles ainda não tivesse terminado.
“Vocês escolheram este destino...” Ele murmurou para si mesmo, enquanto a ponta de Sourigawa brilhava com uma luz prateada intensa, ressoando com sua energia espiritual.
*Tap.* Hatori então deu um passo à frente, e o vento ao seu redor uivou de forma estrondosa. Seu domínio, antes concentrado ao seu redor, começou a se expandir, varrendo o campo de batalha com um alcance impensável.
Os orcs que voavam em fuga sentiram algo estranho naquele momento, mas não conseguiam compreender de imediato. Era como se o ar ao seu redor estivesse mais denso, mais afiado, como se estivessem na palma da mão de alguém. Eles voavam cada vez mais rápido, tentando escapar do alcance do humano, mas suas tentativas eram em vão.
*Swiiiiiiiiiiiiiiiiiiing…*
Hatori balançou sua lâmina uma única vez, mas foi o suficiente. O efeito cortante, carregado pela energia de seu domínio, espalhou-se pelo céu em todas as direções.
No início, os orcs não perceberam. A adrenalina do medo os fazia focar apenas na fuga. Mas, pouco a pouco, um a um, eles começaram a sentir algo terrivelmente errado.
“Meu braço...” Um deles murmurou, olhando para baixo e percebendo que seu braço havia sido cortado sem que ele sequer sentisse o golpe. Sangue começou a jorrar de seu ombro, e ele perdeu o controle de seu voo.
Outro, mais à frente, sentiu o corpo estranhamente leve, até perceber que suas pernas haviam sido cortadas. Ele gritou em agonia enquanto despencava, girando no ar como uma folha morta.
“Não... Não...!” Um terceiro orc tentou gritar, mas sua voz foi cortada quando sua cabeça se separou de seu corpo, que continuou voando por alguns metros antes de cair inerte.
Os orcs estavam morrendo, todos eles. E de longe, o cenário era grotesco.
Pequenos cubos de carne começaram a despencar do céu, como uma chuva macabra. Membros decepados, armas partidas, e sangue espalhado em gotículas tingiram o ar acima do planeta estéril. Cada orc que tentava fugir era cortado em pedaços minúsculos, retalhado por lâminas invisíveis e precisas de Hatori.
Aqueles que ainda podiam pensar, mesmo que por um breve momento antes de sua morte, foram consumidos pelo arrependimento e pelo desespero. Eles perceberam que não tinham chance contra Hatori e quiseram nunca ter seguido aquele líder orc, porque agora, eles eram apenas vítimas de sua tempestade.
“Por que...” Um orc sussurrou enquanto seu corpo era cortado em pedaços: “Por que achamos que podíamos enfrentá-lo?”
As palavras dele não foram ouvidas por ninguém. E seu corpo foi reduzido a fragmentos antes que pudesse atingir o solo.
Aquilo durou por alguns segundos, mas foi uma eternidade para as vítimas, e quando o último dos orcs caiu, o vento ao redor de Hatori começou a se acalmar. O campo de batalha, antes caótico, agora era um cenário de pura destruição e carnificina. O solo, que outrora era negro, estava encharcado de sangue, coberto por pedaços de corpos e armas quebradas.
Hatori embainhou Sourigawa com um movimento suave, com o som da lâmina, satisfeita, retornando à bainha e ecoando no silêncio. Ele olhou ao redor, observando os restos do Círculo Escarlate espalhados pelo chão e pelo céu.
“Eu te disse Grok… Muitos irão morrer…” Hatori murmurou em pesar, com sua voz baixa, antes de virar as costas e começar a se afastar e deixar para trás uma brisa suave, agora desprovida da violência que havia tomado conta daquele lugar minutos antes.
