Capítulo 0901 - Guerra Psicológica
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Nas planícies devastadas do continente Hill, o chão estava pintado de vermelho e o céu parecia chorar sobre o que restava da divisão militar. A cena era desoladora… Corpos espalhados, equipamentos destruídos, o cheiro de queimado e sangue impregnando o ar. Soldados feridos gritavam por socorro, enquanto médicos locais, sobrecarregados e exaustos, lutavam para estabilizar quem ainda tinha chances de sobrevivência.
Foi nesse cenário que Cruz, Singrid, Ragnar, Gu Ren, Gins e Ye Yang chegaram, com suas expressões mudando de preocupação para horror ao perceberem a extensão do massacre. Cruz foi o primeiro a descer ao solo, com seu semblante carregado de raiva e frustração.
“Isso é… Um verdadeiro inferno.” Ele murmurou, olhando ao redor enquanto apertava os punhos. Apesar de não pertencer àquela divisão ou sequer àquele exército, Cruz, um dia, foi membro da Guarda de Turop, e, de certa forma, ele defendia Hill assim como aqueles soldados. Ele podia estar em uma situação diferente na época, sob a jurisdição de um território muito menor, mas ele lutava para defender os mesmos princípios pelos quais aqueles homens e mulheres morreram para proteger.
Singrid veio logo depois e tocou no ombro de Cruz enquanto assentia em lamento, com sua expressão endurecida, mas mantendo a calma necessária para lidar com a situação.
Assim como Cruz, Singrid era nativa de Hill. O clã dos Filhos de Thor nasceu naquelas terras, gozou da estabilidade daquele continente e teve as condições necessárias para florescer com tranquilidade até se transformar no que é hoje. A dor que ela sofria era igual a de Cruz. Era como se amigos e parentes tivessem caído ali, perecido sob a crueldade e as artimanhas de um inimigo deplorável.
Ragnar pousou ao lado dos dois e seu coração partiu só de ver a cena, mas os gritos que chegavam aos seus ouvidos não lhe permitiam sofrer pelos outros, pelo menos, não ainda, porque havia esperanças para alguns: “Não temos tempo para lamentar. Precisamos ajudar quem ainda pode ser salvo.”
Gu Ren, com sua presença naturalmente prestativa e sempre priorizando resolver os problemas antes de pensar em outros, já estava agachado ao lado de um soldado gravemente ferido, verificando os sinais vitais: “Esse aqui está vivo, mas vai precisar de tratamento urgente. Vamos precisar de ajuda externa, de muita ajuda.”
“Eu vou contatar o Clã da Graça.” Gins disse, ativando seu próprio amuleto de transmissão sonora enquanto caminhava pelo campo de batalha e reconhecia: “Eles têm os melhores médicos de Hill. Se alguém pode nos ajudar a salvar essas pessoas, são eles.”
Gins não perdeu tempo. Assim que ativou seu amuleto de transmissão sonora e fez o contato com o Clã da Graça, ele imediatamente começou a organizar o caos ao seu redor. Suas mãos, olhos e corpo se moviam de forma quase sobrenatural enquanto ele inspecionava os feridos, identificando quem tinha as maiores chances de sobrevivência e priorizando os tratamentos.
“Tragam uma maca para cá, agora! Imobilizem ele e administrem duas destas pílulas de uma em uma hora! Mantenham-no completamente imobilizado, se não a coluna dele ficará debilitada para sempre!” Ele ordenou, com sua voz firme e inquestionável. Os médicos locais, que inicialmente hesitaram, logo perceberam a autoridade natural e os talentos de Gins e começaram a obedecê-lo sem questionamentos.
Em um determinado momento, ele se ajoelhou ao lado de um soldado cujo tórax estava perfurado, com sangue jorrando de uma artéria vital. Sem hesitar, Gins colocou a mão sobre o ferimento, canalizando sua energia espiritual diretamente no corpo do homem. Uma luz verde suave emanou de suas mãos, fechando a ferida em questão de segundos. O soldado, que antes estava à beira da morte, abriu os olhos e respirou com mais facilidade, como se a vida tivesse sido devolvida a ele.
Um dos médicos locais, ao ver aquilo, exclamou: “Isso é… Milagroso! Como você conseguiu fazer isso?”
“Não é milagre, é técnica.” Gins respondeu enquanto passava para o próximo ferido sem sequer precisar de algum reconhecimento, porém, para evitar que as suas habilidades ironicamente atrapalhassem os trabalhos, devido aos outros médicos ficarem observando-o em vez de trabalhar, ele alertou: “Observe e aprenda, mas, por agora, siga minhas instruções. Vocês precisam ser rápidos e profissionais, ou perderemos mais vidas.”
Enquanto Gins liderava o esforço de salvar os feridos, os outros membros do grupo dividiam suas atenções entre ajudar os sobreviventes e tentar entender o que havia acontecido.
Cruz aproximou-se de um soldado com um braço fraturado e hematomas no rosto, que não estava em um estado de maior gravidade, e perguntou: “Você pode falar? Pode nos contar o que aconteceu aqui?”
O homem assentiu, embora sua voz estivesse fraca e muito assustada: “Eles vieram… Sem aviso. Do céu… Yang Yin… Yang Fen… E aquele monstro, Hakim. Eles não deram chance para a gente. Foi como… Como se quisessem nos exterminar.”
Singrid, que estava ao lado de Cruz, apertou os punhos, sentindo um misto de raiva e frustração enquanto perguntava: “Você sabe para onde eles foram depois?”
“Não… Eles desapareceram tão rápido quanto chegaram.” O soldado respondeu, fechando os olhos como se revivesse o terror daquele momento.
Enquanto isso, Gins continuava a operar milagres. Ele usava sua energia espiritual para regenerar tecidos, parar hemorragias e estabilizar aqueles que estavam à beira da morte. E cada vez mais médicos locais começaram a ajudá-lo, seguindo suas ordens como se fossem soldados em um campo de batalha.
“Você, mantenha pressão aqui.” Gins indicou um ponto específico no tórax de um ferido para um médico atônito: “E você, traga mais vitalidade para essa área, agora. Eu não posso fazer tudo sozinho.”
Os médicos, inicialmente desconfiados, começaram a perceber que Gins sabia exatamente o que estava fazendo. Sua precisão e habilidade superavam tudo o que eles já haviam visto. Em pouco tempo, ele havia estabilizado dezenas de feridos, algo que parecia impossível minutos atrás.
Quando o Clã da Graça finalmente chegou, trazendo um grande contingente de médicos e suprimentos, Gins já havia transformado o caos inicial em um sistema organizado. E ele se levantou brevemente para cumprimentar os amigos que chegavam e passou a coordenar os esforços junto com eles.
“Vocês chegaram na hora certa.” Ele disse a Youssef, o atual líder do clã: “Ainda há muitos que podemos salvar, mas precisamos agir rápido. Eu já estabilizei alguns, mas muitos precisam de atenção contínua.”
Youssef acenou em concordância enquanto olhava para Gins com respeito e admiração, se lembrando de Zao Tian, como se o jeito dele fosse algo contagiante para qualquer um que convivesse com ele: “Você fez mais do que qualquer um poderia esperar, Gins. Estamos aqui para seguir suas ordens.”
Com os reforços finalmente no local, Gins continuou liderando os esforços enquanto Cruz, Singrid, Ragnar e os outros se concentravam em coletar mais informações dos sobreviventes. O impacto da brutalidade de Hakim e dos Guardiões Imperiais estava claro em cada relato, mas o grupo sabia que aquele massacre não era o objetivo final.
Cruz, olhando para o horizonte manchado de vermelho pelo pôr do sol, murmurou para si mesmo: “Isso é só o começo… Eles querem nos dividir, nos enfraquecer. Mas não vamos deixar.”
O massacre em Hill seria um marco sombrio na história recente, mas também um chamado à ação para aqueles que estavam dispostos a lutar pelo futuro de Decarius.
Ragnar e Ye Yang, ajudando Gins enquanto tentavam obter informações, começaram a organizar os sobreviventes, guiando os feridos menos graves para áreas onde poderiam receber primeiros socorros. Os dois trabalhavam em silêncio, com ações rápidas e eficientes, mas com o peso da destruição ao redor visível em seus rostos.
Cruz e Gu Ren, por sua vez, continuaram a falar com os soldados que ainda tinham força para responder. Aproximando-se de um jovem que tinha um corte profundo no ombro, mas que ainda estava consciente, Cruz perguntou: “Você viu para onde foram?”
O soldado balançou a cabeça fracamente, e em lamento, respondeu: “Não… Eles desapareceram… Depois de nos esmagarem. Foi como se tivessem vindo só para… Para destruir.”
Cruz se levantou, esfregando o rosto com uma das mãos enquanto assimilava as informações e comentava com Gu Ren: “Eles não só atacaram. Eles queriam mandar uma mensagem.”
Gu Ren concordou, com sua voz grave enquanto analisava: “Esse foi um movimento calculado. Eles sabiam exatamente o impacto que isso causaria em Hill e em toda Decarius. No momento em que estamos tentando manter o pânico controlado e a história sobre os clones em sigilo, eles nos jogam em uma situação na qual ou admitimos que mentimos, escondendo informações do povo, ou nós assumimos que Gard e a Dinastia Yang participaram do ataque e começamos uma guerra.”
Gu Ren respirou fundo, cruzando os braços enquanto olhava para a cena devastadora à sua frente. Sua mente trabalhava rápido, juntando os fatos com o que ele já sabia sobre a situação dos clones.
“Isso foi planejado de maneira calculada.” Ele começou, com sua voz grave cortando o ar tenso ao redor: “O Olho sabia exatamente o que estava fazendo ao colocar um clone de Hakim neste ataque. Não só pela destruição que causou, mas pela mensagem implícita. Eles querem nos forçar a revelar a verdade sobre os clones.”
Cruz se virou para Gu Ren, com os punhos cerrados e a expressão carregada de indignação enquanto dava seguimento: “E se fizermos isso, perdemos toda a credibilidade. Como você explica algo assim para as pessoas sem destruir qualquer senso de confiança? Eles não vão saber em quem confiar.”
Singrid, que estava próxima, limpando sangue das mãos após ajudar um soldado, entrou na conversa: “Se mantivermos isso em segredo, estamos jogando no jogo deles. Eles sabem que quanto mais tentarmos esconder, mais pesado será o impacto quando a verdade finalmente vier à tona.”
Ragnar, parado ao lado de Ye Yang enquanto distribuía suprimentos médicos aos sobreviventes, falou, com sua voz firme e direta: “Mas revelar isso agora, sem provas concretas e uma solução para identificar os clones, seria desastroso. As nações começariam a desconfiar umas das outras, e qualquer aliança que tivermos seria comprometida. Eles querem exatamente isso.”
Cruz, ainda visivelmente frustrado, esfregou a têmpora antes de perguntar: “Então, o que fazemos? Sabemos que o verdadeiro Hakim nunca faria algo assim. Ele é o maior inimigo do Olho. E é por isso que eles o escolheram para clonar.”
Gu Ren assentiu, com seus olhos fixos no horizonte enquanto dizia: “Exatamente. Hoje, Hakim é o líder mais forte e respeitado da história de Gard. Ele é estratégico, leal, e, acima de tudo, o que mais busca destruir o Olho, mas foi lá que a organização nasceu. Cloná-lo e usá-lo para causar uma destruição como essa era o movimento perfeito para desestabilizar tudo.”
Ye Yang que estava apenas escutando e, mesmo que não fosse por obra do Olho, também era um clone, finalmente se pronunciou, com sua voz calma, mas carregada de urgência: “Precisamos encontrar Yang Hao e desenvolver uma maneira de identificar os clones. E rápido. Se não fizermos isso, não importa o quanto tentemos manter a situação sob controle, o Olho continuará vencendo. Eles estão mais um passo à nossa frente, e enquanto continuarem assim, seremos apenas peças no jogo deles.”
Gins, que havia se aproximado enquanto continuava a supervisionar os feridos, falou enquanto limpava o suor da testa: “Se há alguém que pode ajudar com isso, é Zao Tian. Ele conhece o corpo humano melhor que qualquer outro. Se alguém pode encontrar um padrão ou uma fraqueza nos clones, é ele.”
Singrid concordou, mas sua expressão mostrava a preocupação com o tempo limitado que tinham: “Mas Zao Tian está em Andros e ainda nem decidimos quem vai buscar Yang Hao na Singularidade. E enquanto ele investiga os novos Yang Yin e Yang Fen, não podemos simplesmente esperar que ele resolva tudo sozinho.”
Gu Ren olhou para ela, com um brilho calculado nos olhos, e respondeu: “Não. Não vamos esperar. Vamos agir. O que podemos fazer agora é reunir provas. Encontrar sobreviventes que possam testemunhar sobre o comportamento do clone de Hakim, sobre como ele agiu de forma diferente do verdadeiro. Precisamos compilar tudo o que pudermos antes de decidir o próximo passo. Também precisamos falar com o verdadeiro Hakim, para que ele nos ajude a provar que não foi ele que participou deste ataque.”
Cruz assentiu, finalmente controlando sua frustração.
Gins olhou ao redor, vendo que o Clã da Graça já havia assumido grande parte do trabalho médico. Ele fez um gesto para Youssef, que acenou com a cabeça, entendendo que Gins confiava a eles o restante do cuidado com os sobreviventes.
“Eu não vou poder ir com vocês.” Gins declarou, com sua voz firme: “O meu trabalho aqui ainda não acabou.”
Gu Ren concordou. Mesmo com o Clã da Graça lá, ainda havia muito trabalho que necessitava de alguém como Gins para fazer.
“Fique aqui.” Gu Ren falou em um tom de permissão e agradecimento ao mesmo tempo, antes de finalizar: “Eu vou me encontrar com o seu irmão! Talvez, ele consiga encontrar uma maneira de nos tirar dessa situação ou pelo menos minimizar os danos.”
Gins acenou, logo antes de responder: “O Jaha está com o Hakim agora, então ele já deve estar ciente da situação e provavelmente já tem alguma coisa em mente.”
