Capítulo 0908 - Frente Ampla
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Depois de avisar e acordar às funções dos seus principais peões, a execução do plano em Decarius começou a se desenrolar com uma precisão meticulosa. As movimentações políticas e estratégicas estavam em andamento, e cada peça no tabuleiro assumia seu papel designado. Gard estava se preparando para a reunião de líderes regionais, criando a ilusão de vulnerabilidade que forçaria o Olho a reagir. Enquanto isso, Zao Tian rumava para Niflheim e Daren se deslocava para reforçar a presença humana entre os orcs, consolidando sua figura como um símbolo de dissuasão.
No coração de Gard, o Palácio das Areias fervilhava com a chegada de líderes de diversas regiões do mundo, enquanto Hakim e Jaha trabalhavam incansavelmente para tornar o encontro o mais convincente possível. O discurso era claro: a necessidade de descentralizar a defesa de Decarius, permitindo que os líderes regionais assumissem papéis estratégicos em suas próprias áreas.
Isso dava-lhes uma grande responsabilidade, mas também lhes concedia mais poderes, influência e salvaguardas.
Enquanto a reunião era divulgada ao mundo, Jaha observava, de uma varanda alta do palácio, as chegadas dos líderes regionais que atenderam ao chamado imediatamente, calculando cada possibilidade.
"Se o Olho for esperto, vai perceber que estamos armando uma armadilha…" comentou Jaha para Hakim.
Hakim, com os braços cruzados, respondeu com um tom frio e calculista: "E se forem arrogantes, vão cair direto nela. Se há algo que eles não podem permitir, é uma coalizão regional forte sem seu controle. Eles precisarão reagir, e quando o fizerem, estaremos prontos."
Enquanto os dois ficavam naquela posição por querer, para mostrar a todos suas localizações, a movimentação de forças nos bastidores era sutil, mas tudo era observado atentamente pelos estrategistas de Gard. Pequenas mudanças de posição, reforços discretos e um esquema de vigilância reforçado estavam sendo implementados sem chamar atenção. Era necessário manter a ilusão de vulnerabilidade, mas sem de fato estarem despreparados para o confronto.
Os líderes regionais eram um enorme alvo para o Olho, e proteger todos não era uma tarefa nem um pouco fácil. Eles não sabiam que estavam fazendo parte de um plano diferente e maior do que lhes foi informado, então, com exceção daqueles naturalmente mais desconfiados, muitos ali estavam com a guarda mais baixa do que o normal, confiando nas proteções e hospitalidade de Gard.
Desconfiados ou não, todos os líderes rumaram para Gard de forma quase irresistível. Eles precisavam de mais respostas sobre os clones, de uma forma de lidar com eles, e de segurança para seus domínios. E Gard se ergueu como pilar de sustentação de uma reunião onde todos poderiam ter algumas respostas e direções.
Muitos ali não precisavam de proteção. Eram artistas marciais decentes que sabiam se virar sozinhos, afinal, naquele mundo onde os fracos não tinham vez, haviam exceções que chegavam ao poder sem ser através de uma demonstração de força, mas isso não era a regra. A regra era ser forte para conquistar, proteger e tomar. Contudo, mesmo entre os fortes, sem saber o que o Olho poderia mandar, havia vulnerabilidade.
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Enquanto Gard se preparava para sua reunião estratégica, Daren cruzava o espaço com um propósito singular: deixar sua presença ser sentida sem precisar proferir uma única palavra. Sua missão ali não era a diplomacia, tampouco o combate… Ele não precisava convencer ninguém e, na verdade, esperava não ter que lutar. Seu objetivo era muito mais simples… Era ser um aviso vivo e poderoso de que qualquer tentativa hostil contra os humanos e seus aliados terminaria em aniquilação.
A vastidão do cosmos entre os mundos dos orcs e os domínios dos aliados dos humanos era um território perigoso e se tornou muito mais tenso após os eventos recentes. Vários planetas estavam ocupados por tribos agressivas, facções independentes e, em alguns casos, colônias que os orcs haviam tomado à força de outras raças menores. Ciente disso, Daren movia-se entre esses sistemas sem se ocultar, sem se apressar, deixando cada um dos seus movimentos ser notado pelos habitantes dessas regiões. Ele era como uma supernova contida que podia explodir a qualquer momento. Seu mero deslocamento causava calafrios, era sufocante e pesava sobre todos como se a gravidade sobre eles não fosse mais a dos seus respectivos planetas, mas, sim, de Daren.
Daren, mesmo de longe, parecia ser o novo centro dos sistemas solares. Algo que não devia estar ali, mas que estava. Algo que não fazia parte e não cabia naquele espaço, mas estava lá, em carne, osso e energia, para todos verem e sentirem.
Voar em uma rota ao redor dos mundos foi o seu primeiro ato, mas Daren não ficaria voando indeterminadamente por aí. Ele ficaria em algum lugar, para ser enxergado. E ao atravessar a atmosfera rarefeita de um dos planetas na fronteira, ele pousou sobre um desfiladeiro rochoso, onde sua mera presença fez com que guerreiros de uma pequena colônia orc se mantivessem afastados e escondidos, observando de longe, sem ousar se aproximar.
Daren não precisava provocar ou ameaçar. Nem seu nome precisava ser dito. Sua presença já era suficiente para dizer tudo o que precisava ser dito.
O olhar dos orcs revelava a tensão daquele momento. Sussurros percorreram a colônia que se erguia adiante, enquanto os espiões do Olho, infiltrados entre os orcs, certamente haviam tomado conhecimento de sua presença.
Daren permaneceu ali por algumas horas, contemplando o horizonte sem dizer nada. Para qualquer um que estivesse observando, sua simples estagnação parecia carregar um peso descomunal. Ele não atacava, não se escondia. Apenas estava lá, inabalável, como um presságio de destruição caso alguém decidisse agir de maneira precipitada.
Depois de certo tempo, ele se ergueu no ar novamente, atravessando o espaço sem um destino fixo, mas sempre permanecendo visível o suficiente para que sua presença fosse um assunto constante entre os povos que estavam sendo observados pelo Olho.
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Nos bastidores da sociedade orc, a movimentação de Daren causava um efeito devastador. Líderes tribais convocavam conselhos emergenciais, tentando decifrar se aquilo era uma ameaça iminente ou apenas um aviso. Os mais impetuosos queriam testar sua força contra ele, mas os anciãos e guerreiros experientes sabiam o que Daren representava. Nenhuma tropa, nenhum exército poderia enfrentá-lo diretamente e sair vitorioso.
Assim como Shara'Kala sentiu quando se encontrou com Daren pela primeira vez, os outros Khans ficavam claramente intimidados. A única coisa que passava pelas suas mentes era: ‘Eu não posso vencer essa coisa!’
Os espiões do Olho, infiltrados entre os orcs e até outras raças aliadas, tentavam interpretar sua estratégia. Para eles, era difícil saber se Daren realmente não interviria ou se estava apenas esperando por um pretexto para destruir qualquer resistência antes que ela tivesse tempo de se organizar. Mas a pior parte para o Olho era a incerteza. O jogo deles sempre se baseou no controle e na previsibilidade, mas a existência de alguém como Daren, uma força que sequer precisava agir para ser temida, era uma peça imprevisível demais para ser ignorada.
Enquanto Daren estava em Decarius, o resto do cosmos estava livre para ser manipulado, mas agora, as coisas estavam nubladas. Não dava para enxergar através daquele movimento de forma clara e assertiva.
Assim, como esperado por todos, a mensagem de sua presença começou a se espalhar entre os aliados humanos. Para os líderes que apoiavam Decarius, Daren era um farol de segurança. Para aqueles que hesitavam, ele era um argumento vivo para permanecerem do lado certo. E sem dizer nada, sem derramar uma única gota de sangue, Daren fazia exatamente o que precisava ser feito. Ele não forçava acordos. Ele não fazia ameaças. Ele simplesmente existia, e isso era o suficiente para manter a guerra sob controle… Por enquanto.
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Nas profundezas de um espaço mais distante, Zao Tian cruzava o vazio estelar com velocidade absurda, com seu corpo envolto por uma aura energética que cortava as distâncias como um cometa. Seu destino: Niflheim, o reino dos gigantes, onde Yanor, o novo rei gigante, consolidava seu poder.
Chegando lá, ao se aproximar da imensa fortaleza de gelo e pedra que abrigava a capital de Niflheim, Zao Tian pôde sentir a mudança no ambiente. A aura de poder que emanava do planeta era mais intensa do que antes. Yanor não estava apenas consolidando sua liderança, ele estava moldando seu povo para um novo caminho.
Ao pousar nos portões da cidadela, ele foi recebido por um grupo de guerreiros gigantes que, ao vê-lo, seus olhares cautelosos logo se transformaram em respeito ao reconhecê-lo.
Zao Tian teve uma passagem livre até a fortaleza, recebendo reverências como se fosse o próprio rei gigante.
"Zao Tian!" De repente, uma voz profunda ecoou, e da escuridão dos corredores gigantescos, surgiu Yanor, com sua figura colossal preenchendo o ambiente: "Veio cobrar um favor?"
Zao Tian sorriu de canto e sacudiu a cabeça enquanto respondia num tom casual: "Eu estou aqui apenas lembrar que temos um inimigo em comum. E que, quando chegar a hora, precisarei de você ao meu lado, Rei Yanor."
Yanor assentiu em respeito, e olhando para Zao Tian, respondeu de imediato: "Você ajudou a salvar Niflheim. Meu povo não esquece seus débitos. Eu não esqueço os meus débitos!”
“Diga-me… o que está por vir?"
Zao Tian deu um passo à frente, com sua expressão tornando-se mais séria, e respondeu: "O mesmo que viu aqui há pouco. O caos que enfrentamos em Decarius pode chegar até aqui mais rápido do que imagina. O Olho está manipulando as peças para nos dividir antes mesmo de lutarmos. Estou aqui para garantir que quando a guerra inevitável chegar, estaremos do mesmo lado."
Yanor assentiu lentamente, ponderando enquanto concordava: "Eu entendo. Meu pai trouxe esse problema a Niflheim, então a sua luta é a nossa luta. Fique em Niflheim por um tempo. Quero entender melhor a situação… E quero que meu povo o veja como um aliado verdadeiro, não apenas como uma lenda. Se o destino nos levar à guerra, os gigantes lutarão sem hesitação depois de conhecê-lo."
Zao Tian aceitou o convite com um aceno. Ele sabia que sua presença ali fortaleceria as alianças. Contudo, ele pediu: “Rei Yanor… Enquanto eu estiver aqui, gostaria de investigar algo, tudo bem para você?”
Yanor acenou de volta, concordando, e respondeu: “Niflheim estará à sua disposição! Se precisar de qualquer coisa, é só me dizer que terá!”
