Capítulo 0916 - Familiar
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O auditório de Gard mergulhou em tremendo caos. A transmissão do Olho havia atingido exatamente o que eles queriam.
A desconfiança estava semeada, e os líderes regionais estavam abalados. Tudo o que aquela reunião representava foi simplesmente esquecido após o ataque psicológico e inteligente do Olho.
Os segredos revelados para que todos pudessem ver, as imagens de suas casas e sedes, e o ataque à cidade, que foram mostrados na projeção, eram uma mensagem clara: o Olho não estava apenas observando, eles estavam agindo. E enquanto as pessoas tentavam se unir, eles atacavam de forma sorrateira.
Nenhum lugar estava seguro. Com essa mensagem sendo incutida dentro dos corações de cada um dos presentes, se ausentar de suas terras se tornou um arrependimento, uma ideia que eles não queriam repetir de novo.
Os líderes estavam alvoroçados, buscando a saída do auditório, para por um fim naquela reunião e cuidar do que realmente importava e precisava deles… Os seus lares. Hakim, no entanto, não se permitiu vacilar enquanto o desespero dominava o resto do ambiente. Ele ergueu ambas as mãos e sua aura espiritual explodiu em ondas firmes e sufocantes, forçando os líderes a se abaixarem por medo e se acalmassem, pelo menos em relação à última cartada do Olho.
“Fechem o Palácio das Areias! Ninguém entra, ninguém sai!” Hakim ordenou, com sua voz reverberando pelo auditório com uma imposição de autoridade que causava calafrios. E apesar do medo que ele gerou inicialmente, no fim, com aquela imposição, ele acabou incutindo ordem no meio da desordem: “Se eles invadiram esta reunião, então isso significa que estão esperando que vocês retornem para as suas casas e provavelmente pretendem emboscá-los no caminho. Por mais que estejam preocupados e queiram conferir com seus próprios olhos se está tudo bem em seus territórios, eu preciso afirmar que está tudo sob controle!”
“Ninguém deve sair desta sala! Ninguém deve apontar o dedo para aquele ao seu lado e acusá-lo de qualquer coisa, porque tudo o que eles querem é que vocês continuem agindo como cordeiros sendo pastoreados por eles!”
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“Fiquem calmos e confiem no anfitrião de vocês! Tudo o que vocês precisam e querem fazer, já estava sendo providenciado muito antes dessa reunião começar!”
Enquanto Hakim dizia aquilo, Jaha, com seu olhar afiado, varria o ambiente enquanto tentava captar os resquícios do sinal emitido pela projeção do Olho, as posições dos cristais, as pessoas mais próximas dele, aquelas que passaram pelo local ao longo do dia, e quem parecia estar menos surpreso quando a projeção apareceu.
De fato, as chances de existir alguém ali que já estava comprometido com o Olho muito antes daquela reunião ser pensada eram muito grandes. Seria ingênuo pensar que todos ali eram inocentes e que ninguém trabalhou para que todo o barulho feito pelo Olho, invadindo uma reunião tão grande, fosse obra de agentes externos à multidão que ali estava.
Jaha estava buscando na sua mente, no que via e no que escutou, e processando as informações em tempo real, para chegar aos suspeitos mais plausíveis possível.
“Ye Yang, o que você vê aí?” Jaha, enquanto pensava, chamou, e o seu amigo de olhos incandescentes respondeu.
Lá fora, do alto de um prédio com visão panorâmica, Ye Yang estava com seus olhos brilhando como tochas, absorvendo as minúcias de energia residual que pairavam por toda a região.
A ‘poluição’ das energias diversas que existiam nos quatro cantos de Gard criavam um arco íris no mundo diante dos seus olhos, mas ele, depois de treinar aquela habilidade até levá-la ao limite de suas capacidades, conseguia enxergar com clareza, mesmo que o cenário parecesse caótico para qualquer um que tivesse em seu lugar.
O mundo que Ye Yang enxergava era completamente diferente de tudo o que as pessoas comuns podiam ver. Era caótico, nebuloso e poluído a ponto de levar a maioria das pessoas à loucura se elas vivessem alguns dias em sua pele. Contudo, acostumado a viver assim e treinando para aumentar ainda mais esse nível de caos, que para ele era como enxergar códigos únicos de cada indivíduo, ele era capaz de fazer coisas que extrapolaram em muito as capacidades humanas.
“A energia não veio de dentro do auditório!” Ye Yang avisou, com seus olhos tremeluzindo conforme seguia os resquícios deixados pela transmissão: “Foi retransmitida de outro ponto da cidade. A assinatura é fraca... Mas posso encontrar.”
Jaha assentiu, e pediu: “Então faça. Gu Ren, Ragnar, Kyon, Joster, Ming Xue, Cruz, Hildeval, Singrid e Ryuuji... Vocês vão com ele. Não sabemos quem está lá, então precisamos ir com tudo para cercar a fonte e conter a ameaça antes que tenham chance de fugir.”
“Não podemos perder essa chance. E lembrem-se… Nós precisamos desse maldito vivo!”
Espalhados por Gard, escondidos até aquele momento, os convocados não hesitaram. Assim que Jaha terminou o chamado, eles se dividiram e partiram de imediato, com Ye Yang liderando o caminho enquanto seguia os traços de energia espiritual, que ainda estavam dispersos no ar.
Enquanto se deslocava, o grupo se movia como sombras pela cidade, silenciosos e precisos, convergindo na mesma direção.
Conforme atravessavam Gard, as evidências se tornavam mais claras. O sinal fora mascarado, mas não o suficiente para enganar olhos tão treinados e especiais quanto o de Ye Yang. O Olho queria que a mensagem fosse entregue, mas também queria testar os limites da resposta de Hakim. Contudo, Ye Yang ainda era uma incógnita para eles, uma peça do tabuleiro cuja extensão de suas habilidades ainda não eram claras.
Mesclando rapidez com furtividade, Ye Yang finalmente parou em uma construção abandonada na extremidade da cidade. Suas pupilas se dilataram naquele momento, ajustando-se ao fluxo de energia residual que estava concentrado naquele barracão.
Não havia dúvidas. Era dali que o sinal estava sendo transmitido.
“Aqui!” Ye Yang parou e murmurou, e os outros imediatamente se posicionaram ao redor da estrutura.
O céu foi fechado, a terra sob a casa foi selada, e todas as saídas do lugar estavam bloqueadas pelo grupo, que ainda não tinha feito nenhum tipo de parlamentação.
Ryuuji, quando tomou posição, junto de Gu Ren, na porta da frente da casa, estreitou os olhos por alguns instantes, sentindo algo estranho na energia que emanava do local, ou melhor, de quem estava lá dentro. Havia algo familiar, mas ao mesmo tempo... errado.
O cerco ao barracão abandonado estava completo. Um verdadeiro grupo de elite tinha cercado o ativo do Olho e mantinha posições estratégicas ao redor do local. No céu, Ye Yang permanecia atento, com seus olhos incandescentes captando qualquer fluxo anormal de energia espiritual na área. A única saída possível para quem estivesse dentro daquela construção era passar por eles.
O silêncio era perturbador. A tensão era quase palpável. Entre a multidão que havia se espalhado pelas ruas ao ver o cercando o prédio, olhos discretos espreitavam da penumbra. Membros do Olho, camuflados entre civis assustados, aguardavam qualquer sinal para agir. Eles sabiam que aquele era um momento crucial, que foram pegos de surpresa e que qualquer movimento errado poderia custar-lhes muito.
Gu Ren, posicionado diante da entrada principal, observou a porta carcomida à sua frente. Seu olhar afiado analisou as estruturas frágeis do barracão antes de ele erguer uma das mãos.
Então, ele bateu duas vezes com os nós dos dedos na madeira e murmurou, em tom zombeteiro: "Toc, toc."
*Craaaaaaaaaaaaaaaaaaash…* Num piscar de olhos, Gu Ren disparou uma rajada de vento cortante que simplesmente criou um córtice à frente. A força devastadora rasgou o ar e atingiu a construção com brutalidade, levantando destroços e poeira em todas as direções. A estrutura do barracão explodiu em minúsculos pedaços, sendo carregada pelo ar como um amontoado de poeira e serragem, e revelando o que estava oculto dentro dela.
Por causa da poeira que subiu em uma nuvem densa, obscurecendo a visão por alguns instantes. O grupo permaneceu atento, prontos para qualquer ataque surpresa, mas nenhum veio. Quando a poeira finalmente assentou, uma única figura emergiu do meio dos escombros.
Era ele. E ele estava de pé, imóvel, como se nada tivesse acontecido. Seu traje escuro contrastava contra a camada de poeira, a máscara metálica ainda cobria seu rosto, e suas mãos estavam relaxadas ao lado do corpo, como se não tivesse sido surpreendido. Seu corpo também não exibia nenhuma tensão aparente, nenhum sinal de medo ou hesitação.
Mesmo naquela situação desfavorável, o homem olhou ao redor calmamente, ignorando a hostilidade do grupo que o cercava. Seu tom de voz era baixo, mas carregado de uma confiança gélida enquanto ele falava de forma casual: "O plano não era esse. Eu deveria continuar escondido aqui até que a poeira baixasse… enquanto o resto do mundo pegava fogo."
Após falar, ele respirou fundo, como se refletisse por um instante, e então deu um leve sorriso por trás da máscara.
"Mas está tudo bem. A Trindade me mandou para cá justamente porque esperava que algo assim pudesse acontecer." Ele falou, como se tudo fosse parte do plano ou de uma das vertentes dele.
Depois de dizer aquilo, com um movimento lento e calculado, para mostrar que não atacaria, ainda, ele ergueu as mãos até a lateral da máscara e, sem hesitar, removeu-a.
O tempo pareceu congelar quando seu rosto foi revelado. O impacto visual foi imediato para todos.
No rosto do homem… A semelhança com Momoa era inegável, mas ele definitivamente não era um clone. Os traços eram semelhantes, mas não idênticos. Seu queixo era um pouco mais anguloso, os olhos carregavam um brilho diferente, e a expressão era mais contida, serena, menos selvagem. Ele não parecia uma fera incontrolável, mas sim um predador paciente.
O rosto do homem foi um choque que perturbou todos ali. No entanto, o que mais chamou a atenção foi algo ainda mais perturbador. Algo que foi imediatamente detectado por um dos membros do grupo.
A forma como ele se portava… A maneira como se mantinha em guarda sem parecer ameaçador ou sequer tocar em suas armas… Seu equilíbrio perfeito, a respiração calma, a presença quase espectral…
E, acima de tudo, as duas katanas que repousavam em sua cintura.
Ryuuji, que observava atentamente desde o início, deu um passo à frente, com seu coração batendo mais forte a cada instante. Havia algo muito familiar ali, algo impossível de ignorar. Seus olhos se arregalaram conforme a realização se abateu sobre ele. As memórias inundaram sua mente, comparando aquelas características. Ele já tinha visto aquela postura, aquele olhar determinado, frio e intimidador, aquele jeito quase metódico de se posicionar em batalha. Mas isso era impossível… O que formava aquele homem não era apenas uma herança genética, mas a sua devoção e dedicação incansável ao caminho que decidiu seguir.
O homem mascarado então virou o olhar para ele, e um silêncio pesado pairou no ar. Por um breve momento, Ryuuji viu algo que jamais pensou que veria em outra pessoa. Ele sentiu um arrepio percorrer sua espinha, com seu corpo instintivamente assumindo uma postura defensiva, como se reconhecesse um adversário do passado, alguém muito perigoso.
Ele respirou fundo, tentando se acalmar enquanto mantinha seu olhar fixo no estranho.
"Isso não pode ser..." Ele murmurou, com sua voz carregada de incredulidade.
O homem permaneceu calado, mas seus olhos brilharam levemente sob a luz e ele sorriu. Um sorriso e um brilho no olhar que Ryuuji conhecia bem.
O tempo parecia ter desacelerado para ele. O vento ainda carregava a poeira ao redor deles, mas nenhum dos dois se moveu. O mundo ao redor se tornou irrelevante por um instante. Apenas o reconhecimento silencioso entre os dois importava.
Ryuuji sentiu sua boca secar. Ele engoliu em seco, com suas mãos tremendo levemente enquanto ele dizia, quase num sussurro: "Hatori...?"
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