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Capítulo 0924 - Assumindo o Risco

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Tenham uma boa leitura!]


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Depois de falar com sua esposa, Zao Tian se afastou do palácio de gelo e permaneceu parado no topo de uma montanha congelada de Niflheim, observando as luzes etéreas das auroras que dançavam no céu escuro. O silêncio da paisagem desértica e fria contrastava com a tempestade constante que sempre existia dentro de sua mente. Ele sabia que não podia se dar ao luxo de parar por muito tempo, mas, por um breve momento, permitiu-se uma reflexão. 


Desde o instante em que pisou no caminho do cultivo, tudo o que conhecia era urgência. Aliás, ele entrou nesse caminho justamente pela urgência que tinha de fugir daqueles dois garotos que queriam machucá-lo ou pior, matá-lo a troco de nada.


Depois disso, Zao Tian quase viu a morte, mas praticamente retornou dos mortos para renascer como um cultivador único em todo o universo. Contudo, nada havia mudado.


Ele estava sempre fugindo, se antecipando, se defendendo e preocupado com alguém que queria fazer algum mal a ele ou àqueles que ele amava. 


O seu jeito de ser era cativante e angariou aliados por onde que ele passou, mas, no fim, os inimigos aumentavam aos montes e os perigos ficavam cada vez maiores enquanto o tempo corria na mesma velocidade… Rápido demais para tudo que ele precisava fazer.


O tempo nunca esteve ao seu lado. Cada passo que dava, cada inimigo que enfrentava, cada limite que quebrava, tudo parecia estar em um ritmo insano, como se ele estivesse tentando alcançar algo que sempre escapava de suas mãos. 


Em sua mente, flashes de sua jornada surgiam como ecos distantes. O garoto ingênuo que ele foi um dia já não existia. A fome por poder, que antes era apenas uma questão de sobrevivência, agora se tornava uma necessidade absoluta. E tudo começou com o homem que moldou cada fibra de sua existência: Gold. 


Gold nunca foi um mestre comum. Ele viveu o que, talvez, foi a história mais marcante de toda a existência. E por isso, ele nunca ensinou com paciência, nunca ofereceu palavras de encorajamento, nunca pegou leve. Treinar com Gold era caminhar constantemente na beira do precipício. O homem não aceitava nenhum tipo de fraqueza. Ele não treinava Zao Tian para ser forte… Ele o treinava para ser invencível. Para ser alguém que não apenas sobrevivesse, mas dominasse qualquer ambiente, qualquer batalha, qualquer desafio que surgisse em seu caminho.


As memórias dos treinamentos eram, em sua maioria, lembranças de dor, exaustão e terror absoluto. Gold não lhe dava escolha. Ele forçava Zao Tian a atravessar os limites da sanidade, a lutar contra instintos que qualquer ser vivo teria para preservar seu próprio corpo. O medo e a dor eram apenas partes do processo. Gold não via sentido em treinamentos que apenas simulavam dificuldades. Para ele, o único treinamento real era aquele que levava o corpo e a mente à beira da destruição.


E foi por isso que Zao Tian sobreviveu a tudo que foi jogado nele até agora.


Ele não apenas avançou rapidamente em seu cultivo; ele atropelou as etapas mais difíceis como se aquelas barreiras não fossem nada além de poeira em seu caminho, acelerando de forma espantosa um processo que levaria séculos para outros. Mas a um custo brutal. Seu corpo foi quebrado inúmeras vezes, sua mente testada ao extremo, seu espírito empurrado a um nível de resiliência que poucos poderiam compreender. 


Aquela noite no salão do trono de Niflheim foi uma prova viva disso. Ele permaneceu oculto, a poucos metros de seres poderosos, guerreiros que podiam remodelar a paisagem com um único golpe, e nenhum deles sequer suspeitou de sua presença. Ele estava ali, silencioso, invisível, atento, com sua energia espiritual completamente apagada, como se fosse apenas uma sombra entre as sombras.


Nenhuma dessas raças era fraca. Orcs, krovackianos e elfos eram guerreiros de elite, treinados desde o nascimento para perceber ameaças e caçá-las antes que pudessem crescer. Mas nenhum deles o viu. Nenhum deles o sentiu. 


Porque, ao contrário deles, ele não aprendeu a se esconder. Ele aprendeu a ser um fantasma.


E agora, ao se lembrar de Hanzo e da Tríade, ele se perguntava se havia outros fantasmas como ele. O Olho tinha segredos, e Hanzo era um deles. Mas a questão era: esse segredo agora pertencia a eles ou era uma armadilha? 


Zao Tian respirou fundo e fechou os olhos por um instante. O tempo ainda não estava ao seu lado. Nunca esteve. 


Depois de abrir os olhos, Zao Tian permaneceu ali, observando as luzes no céu, enquanto sua mente vagava entre o passado e o futuro. Ele sabia que o tempo não parava, que cada segundo perdido era uma nova oportunidade para seus inimigos agirem, mas, por mais que tentasse seguir em frente sem hesitação, havia momentos em que a reflexão era inevitável.


Ele havia enfrentado inimigos que poucos ousariam sequer desafiar. Derrotou deuses, destruiu fortalezas intransponíveis, desmantelou organizações que governavam nas sombras há milênios. Mas, por mais que vencesse, sempre havia algo maior surgindo logo em seguida. A guerra nunca acabava. O perigo nunca cessava. E, ultimamente, ele começava a se perguntar: isso algum dia teria fim?


As batalhas contra os deuses eram apenas uma fração da tempestade que se aproximava. O Olho estava por toda parte, infiltrado em mundos, corrompendo civilizações inteiras. Agora, com a Tríade revelando sua existência, ele percebia que havia forças ocultas ainda mais complexas e perigosas do que imaginava. Quem eram eles? O que realmente estavam fazendo? Como haviam se mantido invisíveis por tanto tempo, até mesmo para outros membros do Olho?


Eles eram literalmente inimigos invisíveis, sombras escondidas em sombras, operando em um nível que ele ainda não compreendia completamente. Isso era o que mais o preocupava. Desde que se tornara um cultivador, ele aprendeu a lidar com ameaças diretas – golpes, emboscadas, batalhas brutais. Mas esses novos inimigos eram diferentes. Eles não precisavam de exércitos ou poder bruto. Eles manipulavam as marionetes certas, puxavam os fios certos, transformavam aliados em espiões e em armas contra ele.


Isso o fazia nos clones.


Zao Tian apertou os punhos, frustrado. Os clones eram uma dor de cabeça constante, um problema que ainda não havia solucionado completamente. Ele já havia enfrentado e eliminado alguns, mas quantos ainda existiam? Quem mais estava sendo manipulado sem saber?


Ele nunca subestimou seus inimigos, mas havia algo nos clones que o incomodava profundamente. Eles não eram apenas cópias descartáveis de guerreiros poderosos. Não, aquilo ia muito além disso. O Olho não faria algo assim sem um propósito maior. E o que quer que fosse, Zao Tian sabia que precisava descobrir antes que fosse tarde demais.


Zao Tian suspirou profundamente, sentindo o ar gélido de Niflheim preencher seus pulmões. As auroras no céu pareciam cintilar de maneira mais intensa à medida que seus pensamentos se aprofundavam, como se o próprio universo estivesse refletindo sua inquietação. Ele precisava tomar uma decisão – e rápido.

Nessa hora, era inevitável pensar na Singularidade.


Não havia dúvida de que a melhor chance de encontrar e confirmar a identidade de Yang Hao era enviando alguém para dentro daquele ciclo temporal. Mas o risco de entrar em uma Singularidade dentro de outra Singularidade uma segunda vez era algo que nenhum deles compreendia completamente. O que aconteceria? Os efeitos colaterais seriam catastróficos? Seria possível sair de lá sem perder a sanidade ou, pior, sem perder a própria existência?


Zao Tian sabia que ele mesmo era o único com experiência e um conjunto de habilidades suficiente para encarar uma tarefa tão insana. Ele já havia se aventurado lá e podia se reconstruir, caso necessário. Ele sobreviveu ao impossível tantas vezes que até mesmo o conceito de limites se tornava algo abstrato para ele.


Mas o problema era que a luta precisava dele do lado de fora.


No "mundo real", o caos continuava a se desenrolar. Se ele desaparecesse por tempo indeterminado dentro da Singularidade, o que aconteceria do lado de fora? O Olho, a Tríade, os clones, os deuses… Eles não esperariam. A guerra não pausaria por sua ausência. Na verdade, isso seria uma vantagem para seus inimigos.


Além disso, mandar qualquer um para dentro daquela anomalia temporal sem o preparo certo era praticamente uma sentença de morte. Apenas aqueles que já haviam passado e superado algo semelhante tinham alguma chance real de sobreviver. Ele, Ming Xue, Gu Ren, Ming Xiao e os outros do grupo principal… 

Todos eles tinham experiência com a Singularidade e sabiam lidar com suas regras. Mas todos estavam profundamente envolvidos na guerra, indispensáveis em suas frentes de batalha.


Ele precisaria encontrar alguém que pudesse entrar sem comprometer as forças do lado de fora. Alguém com uma conexão forte o bastante com Yang Hao para ganhar sua confiança e convencê-lo a cooperar.

Zao Tian ponderou bastante.


Ye Yang poderia ser a resposta para a identificação dos outros clones. Sendo ele mesmo um clone de Yang Hao que havia se juntado ao grupo muito antes da crise atual, suas memórias, seus instintos e sua ligação genética poderiam servir como um detector natural para os outros. Mas ele também era um risco. Ele era um ativo que, assim como Yang Hao, era indispensável para solucionar a crise dos clones.


Mandar Ye Yang seria estupidez.


Yang Chao era outra opção. Ele era próximo de Yang Hao, tanto quanto se poderia esperar de alguém que a quem foi confiado o posto de Guardião Imperial e de regente temporário da Dinastia Yang. Mas Yang Chao era um subordinado, e a personalidade de Yang Hao antes da Singularidade era um gênio indomável. Se ele precisasse arrastar Yang Hao de volta, o plano poderia ser um desastre. Ele precisaria de alguém para ajudá-lo.


Alguém que pudesse não apenas lidar com os perigos do lugar, mas também garantir que, mesmo que a missão se arrastasse por um tempo que era limitado para eles, poderia trazê-los de volta.


Foi então que uma voz ressoou em sua mente.


"Moleque, você está pensando demais."


Zao Tian foi arrancado de seus pensamentos. Ele conhecia aquela voz melhor do que ninguém. Era uma presença que ele não sentia com tanta frequência ultimamente, mas que nunca havia desaparecido completamente.

Gold.


A entidade, o mentor, o tormento constante que moldou Zao Tian no guerreiro que era hoje. A voz de Gold sempre soava afiada, como se pudesse cortar através dos pensamentos de Zao Tian sem esforço algum.


"Se quer alguém que possa entrar lá sem perder a cabeça, alguém que possa lidar com todos e ainda garantir que a missão seja cumprida, você já sabe quem deve ir."

Zao Tian franziu o cenho. Ele já tinha uma ideia do que Gold estava prestes a dizer.

"O moleque biruta. Ele já é maluco o suficiente para ser afetado por qualquer outra loucura."


Zao Tian cerrou os olhos por um instante ao ouvir as palavras de Gold ecoando em sua mente. Ele já esperava uma resposta como aquela. Afinal, Cruz era, de longe, a pessoa mais caótica e imprevisível do grupo. Um esquizofrênico com múltiplas personalidades, um gênio da batalha e o único ser vivo que conseguiu, de alguma forma absurda, burlar as regras da Singularidade e trazer algo de lá.


Um problema gigantesco. Mas, ao mesmo tempo, a única solução viável.

Cruz já havia feito o impossível antes. A Singularidade, com todas as suas leis intransponíveis, não deveria permitir que nada fosse retirado de dentro dela. Tudo o que acontecia ali ficava preso no ciclo de 37 dias, sendo destruído e refeito indefinidamente. E, no entanto, Cruz encontrou um jeito de contornar isso, decifrado as regras ocultas que nem mesmo Daren, o criador da Singularidade, conseguiu prever.


Era isso que o tornava tão perigoso.


Se Cruz podia trazer algo da Singularidade para o presente, então, em teoria, ele também poderia trazer alguém. Um ser do passado, alguém que deveria estar esquecido na linha do tempo, poderia ser puxado para o presente e mudar tudo. Isso poderia significar um desastre sem precedentes.


Mas também significava que, se algo desse errado dentro da Singularidade, ele seria a única esperança de trazer todos de volta antes que o tempo se esgotasse.


"Moleque, escuta aqui." A voz de Gold soou novamente, impaciente: "Ele é um lunático, mas até um lunático sabe quando segurar a faca pelo lado certo. Se tem alguém que pode mexer com a Singularidade e sair vivo, é ele."


Zao Tian abriu os olhos lentamente, observando as auroras dançando no céu escuro. Ele odiava admitir, mas Gold estava certo. Havia riscos absurdos em deixar Cruz entrar na Singularidade, mas havia ainda mais riscos em deixar qualquer outro ir sem uma garantia de retorno.


O maior problema não era apenas o que Cruz poderia fazer. Era o que o Olho faria se descobrisse que ele podia burlar a Singularidade. Se essa informação vazasse…

Mas havia outra questão.


Se Cruz fosse para dentro da Singularidade, quem iria com ele?

Yang Chao era o mais óbvio. Ele era da Dinastia Yang e um dos poucos que poderiam lidar diretamente com Yang Hao. Seu nome e sua posição garantiam que, pelo menos, ele conseguiria ter uma conversa com o Imperador dentro do ciclo temporal da Singularidade. Mas isso não significava que seria fácil.

Contudo, não havia escolha.


"Cruz e Yang Chao." Ele finalmente murmurou: "Serão eles."


“Muito bem… Então informe a sua decisão aos outros e comece a tomar as rédeas dessa luta que já está me dando nos nervos!” Gold respondeu, impaciente: “Ervas daninhas devem ser extirpadas, arrancadas pela raíz e queimadas para que não voltem mais.”


O ÚLTIMO HERDEIRO DA LUZ -UHL | NOVEL

© 2020 por Rafael Batista. Orgulhosamente criado com Wix.com

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