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Capítulo 0930 - Dilacerado

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De forma tão repentina quanto as ondas de poder que Shara’kala, Cruz e Yang Chao sentiram, o céu acima de Decarius clareou de forma antinatural.


Era noite, mas o firmamento estava rasgado por fendas brilhantes que pulsavam em 

tons dourados e vermelhos. Não eram auroras ou fenômenos atmosféricos comuns. Eram explosões de energia espiritual em seu estado mais puro, tão intensas que faziam a própria realidade vibrar em ondas.


As árvores ao redor deles se curvavam como se temessem o que estava por vir. As montanhas à distância pareciam tremer. O ar ganhava um peso invisível, sufocante e quente. E o mais perturbador de tudo era que não havia som, apenas a pressão silenciosa de algo colossal acontecendo além da compreensão dos mortais.


Cruz, Yang Chao e Shara’Kala já estavam reunidos sobre uma elevação rochosa, olhando para cima enquanto tudo acontecia. As roupas de patrulheiros imperiais que usavam já haviam sido deixadas para trás. A missão silenciosa de infiltração tinha chegado ao fim.


Agora, pelo que tudo indicava, havia apenas a guerra.


“Isso não é uma simples luta…” Shara’Kala comentou, com os olhos voltados para o céu, onde as nuvens se dissipavam como poeira diante de cada novo impacto no espaço: “Essas energias… Vocês têm certeza de que o homem que buscamos está ali?”


Quando fez aquele questionamento, Shara’Kala tinha uma expressão de aviso no rosto, porque se não fosse Yang Hao naquela luta colossal que estava acontecendo, eles entrariam em algo que não tinha volta, contra dois seres muito poderosos. 


Cruz concordou com a cabeça e apontou para o ponto onde os feixes dourados e carmesins se cruzavam como lanças em conflito eterno.


“Eu contei cinco colisões… Cinco, em menos de um segundo. Seja lá quem está lutando lá em cima… Nós não conseguiremos nos aproximar sem nos envolver!” Cruz avisou.


Yang Chao estava em silêncio. O vento balançava seus cabelos enquanto seus olhos estavam fixos no horizonte, ou melhor, acima dele. Sua expressão era sombria. Impressionada. E extremamente perturbada.


“É ele!” Ele disse, com a voz pesada.


Shara’Kala virou-se para ele e perguntou:  “Você tem certeza disso?”


“É o Imperador!” Yang Chao respondeu, sem tirar os olhos do céu: “As chamas… Essa aura… Ele está lá!”


Cruz arqueou uma sobrancelha, mostrando confiar no julgamento de Yang Chao, e respondeu num tom irônico: “Eu queria que o nosso encontro acontecesse em circunstâncias mais favoráveis, eu diria… Mas… Se é isso que temos no momento, então vamos encontrar como o imperador!”


Yang Chao assentiu, mas demonstrou uma certa preocupação enquanto falava de volta: “Eu reconheço aquela energia flamejante. Mas… há algo errado. A energia dele está… diferente. Não… é mais do que diferente. Está... caótica.”


E ele estava certo.



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Acima do planeta, envoltos em camadas de vácuo distorcido, duas figuras dançavam entre a luz e o fogo.


De um lado, Zaki, o Monarca da Luz, flutuava com a serenidade de um deus e o peso de uma arma nuclear. Seu corpo estava envolto em um manto branco-dourado que reluzia com a luz das estrelas. Em suas mãos, ele empunhava duas armas celestiais, verdadeiros tesouros divinos: Uma lança longa e vibrante como um raio congelado no tempo estava na sua mão esquerda e uma espada dourada, feita de pura condensação solar estava na sua mão direita.


Enfrentando Yang Hao, Zaki era como uma aberração que nasceu para lutar. Sua movimentação era quase invisível. Seus golpes, cirúrgicos. Seus olhos, vazios de emoção.


Do outro lado… estava Yang Hao. Ou o que restava dele.


Coberto de cicatrizes, feridas expostas e uma aura flamejante instável que oscilava entre o controle absoluto e a combustão total, o Imperador da Dinastia Yang do futuro se mantinha de pé por pura obstinação. Seus olhos ardiam com a intensidade de mil sóis, mas suas roupas estavam esfarrapadas, e seu corpo, mutilado.


Sua arma, a Ressurreição Ardente, parecia fundida ao seu braço direito. A lâmina ardia com uma chama vermelha escura, e a cada vez que ele era perfurado ou mutilado, o fogo absorvia a dor, cicatrizava os músculos, e o tornava momentaneamente intangível.


Mas havia um limite mesmo para uma arma tão poderosa.


E ao longo de tantos ciclos repetindo aquela insanidade, aquele limite já havia sido ultrapassado inúmeras vezes.


Seu corpo, antes símbolo de perfeição marcial e imperial, era agora um campo de batalha ambulante. A carne, exposta em certas regiões, ainda ardia com chamas instáveis. Ossos quebrados já haviam sido reconstituídos tantas vezes pela Ressurreição Ardente que algumas partes do seu corpo pareciam feitas de fogo condensado e não mais de carne.


A cada respiração, ele rangia os dentes, como se puxar o ar fosse um castigo. Mas ele não parava. Não podia.


Porque parar... era morrer.


Zaki, pairando à frente com sua lança dourada erguida, era a antítese de tudo o que Yang Hao havia se tornado.


Enquanto o Imperador parecia um guerreiro devastado por eras de guerra, o Monarca da Luz era o retrato da ordem celestial: Limpo, preciso, imaculado. Seus movimentos não desperdiçavam nem uma partícula de energia. Cada passo, cada golpe, cada impulso… tudo era friamente calculado. Apesar daquele ser o homem mais rápido que o Imperador já viu na vida, não havia pressa em nada que ele fazia. Zaki não estava ali para matar.


Estava ali para corrigir.


Ele era como uma força inevitável, destinada a apagar a fagulha teimosa que insistia em não desaparecer.


*Swoosh.* Sem se concentrar em nada além do homem à sua frente, Yang Hao rangeu os dentes ao sentir o espaço ao seu redor ser cortado. Zaki avançava em sua direção.


A lâmina de luz veio de cima, certeira e rápida como um raio. Yang Hao girou sua espada flamejante e bloqueou o golpe, mas o impacto o arremessou para trás, fazendo sua pele rachar e cuspir sangue incandescente. O fogo ao redor de seu corpo chiava como uma chama ao vento, oscilando entre resistência e colapso.


O Imperador não atacava como no primeiro ciclo em que inocentemente subestimou Zaki e acabou literalmente morrendo, sendo revivido pela sua única e última Pedra do Regresso. Ele se defendia, porque ele já não lutava para vencer.


Ele lutava para durar.


Para aguentar mais um segundo, mais um movimento, mais um pensamento.


A Cada ciclo, a luta começava assim.


Depois que eles se encontravam, Zaki o caçava. Não importava onde Yang Hao tentasse se esconder depois de ser gravemente ferido, Zaki estava sempre em cima dele.


Na verdade, aquilo não era algo que retratava bem uma caçada. Nem era uma punição. Era algo além da compreensão.


Zaki ficava obcecado em acabar com o que começou.


E Yang Hao, em sua arrogância inicial, achava, tolamente, que podia vencê-lo. Que podia esmagá-lo como fez com tantos outros inimigos.


Mas o tempo e os ciclos o ensinaram que ele não estava enfrentando um cultivador comum.


Ele estava enfrentando um projeto supremo.


Um homem lapidado pelas mãos do maior cultivador de todos os tempos e armado, motivado e apoiado pelos deuses.


*Clang…* Mais uma vez, como em um déjà vu, a lança de luz atravessou o ombro de Yang Hao, o jogando de costas no espaço. Seu sangue escuro se espalhou pelo caminho, evaporando antes de formar gotas.


Antes que o fogo pudesse reagir, a espada de Zaki cortou o ar novamente. Yang Hao, por puro reflexo, virou-se em rotação, permitindo que a lâmina passasse de raspão por sua cintura.


Mesmo assim, a dor foi lancinante.


Ele urrou, mas sua voz não ecoava em lugar algum. Apenas seu espírito podia ouvir.


A Ressurreição Ardente entrou em ação mais uma vez, envolvendo a ferida com chamas e forçando os músculos a se regenerarem. Mas cada vez que aquilo acontecia, a espada tremia, suas mãos fraquejavam e seu brilho diminuía. Ela também parecia estar cansada. Exausta de consertar o mesmo corpo tantas vezes.


Yang Hao flutuou, arfante. Seus olhos procuraram por Zaki na imensidão do espaço, mas, como se fosse um fantasma, o inimigo já havia desaparecido de sua visão.


Então, ele sentiu. Atrás dele.


“Você é previsível.” A voz de Zaki soou como um sopro de luz dentro de sua mente: “Você luta como se tivesse algo a provar… Mas isso aqui não é mais um duelo de vontades. É a execução de um erro.”


Yang Hao não respondeu.Ele não podia, porque seu pulmão esquerdo ainda estava regenerando.


Ao invés disso, ele girou no ar e girou a espada em um arco completo, liberando um mar de chamas escarlates em uma rajada que consumiu tudo à frente.


Zaki se defendeu com a lança girando em alta rotação, criando uma barreira luminosa que dissipou as chamas com facilidade.


“Suas chamas… Elas não podem queimar o sol.” Disse ele.


Yang Hao se afastou no vazio do espaço, arfando enquanto pensava em promessa a si mesmo: “Eu não quero queimar mais forte… eu só quero durar… mais um segundo…”

“Mais um segundo…”


“Mais uma rodada…”


“Mais uma chance de entender o que diabos esse monstro é…”


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Yang Hao resistia enquanto Zaki não o matava simplesmente porque não precisava.


Parecia que ele queria quebrá-lo. O olhar determinado de Yang Hao parecia trazer à tona lembranças que Zaki queria esquecer.


Zaki estava enfrentando algo além de Yang Hao. Ele enfrentava e tentava quebrar algo mais profundo. Yang Hao era apenas o catalisador de uma batalha interna.


E por mais que tudo aquilo não fosse diretamente direcionado a Yang Hao, Zaki, aos poucos… estava conseguindo.


Não restava arrogância em Yang Hao. Não havia ambição. Nem mesmo orgulho.


Havia apenas o instinto de sobrevivência. O desejo de aprender. A fome por uma fagulha de poder que o permitisse, um dia, ser apenas digno de estar na sombra daquele homem.


Não ultrapassá-lo.


Apenas… encará-lo sem morrer.


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Zaki avançou novamente, e Yang Hao se ergueu, mesmo com o peito aberto, o rosto ferido e uma perna latejando. Ele girou sua espada, se preparando para a próxima sequência de golpes que não poderia evitar.


Enquanto isso, muito abaixo daquela luta apocalíptica, Cruz, Yang Chao e Shara’Kala atravessavam os limites da atmosfera.


E quando Yang Chao, pela primeira vez, viu o verdadeiro estado do Imperador que ele tanto admirava, seu corpo estremeceu.


“Ele…” Yang Chao murmurou em espanto: “Eu nem o reconheço mais.”


Cruz acenou com a cabeça e concordou, completando: “É porque o homem que você conhecia… ficou pra trás no primeiro ciclo em que tentou enfrentar aquele homem.”


Quanto terminou de falar, Cruz apontou para Zaki.


Shara’Kala, por sua vez, observava a aura selvagem e dilacerada que Yang Hao emitia, e mesmo com sua natureza combativa, sentiu um calafrio subir pela espinha: “Ele está perdendo.”


Cruz balançou a cabeça e corrigiu: “Não. Ele já perdeu. Só está tentando perder devagar.”


Enquanto isso, a Ressurreição Ardente rugiu mais uma vez. E Yang Hao sobreviveu a mais um golpe.



O ÚLTIMO HERDEIRO DA LUZ -UHL | NOVEL

© 2020 por Rafael Batista. Orgulhosamente criado com Wix.com

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