top of page
Garanta o seu exemplar.png

Capítulo 0944 - A Ordem Silenciosa

[Capítulo patrocinado por Wesley José de Azevedo. Muito obrigado pela contribuição. 


ATENÇÃO: LINK ATUALIZADO. Venham fazer parte da nossa comunidade no Telegram! https://t.me/+tuQ4k5fTfgc1YWY5


ATENÇÃO: OS EXEMPLARES FÍSICOS E DIGITAIS DO PRIMEIRO LIVRO DE O ÚLTIMO HERDEIRO DA LUZ JÁ ESTÃO DISPONÍVEIS NAS MAIORES LIVRARIAS DO BRASIL E DO MUNDO. APOIE O NOSSO TRABALHO E GARANTA JÁ UM EXEMPLAR TOTALMENTE REESCRITO E REVISADO, E COM TRECHOS INÉDITOS.


Quer ver um mangá de O Último Herdeiro Da Luz? Então, a sua ajuda é muito importante para que possamos alcançar novos limites!


Para patrocinar um capítulo, use a chave PIX: 31988962934, ou acesse https://www.ultimoherdeirodaluz.com/patrocinarcap para outros métodos de pagamento, que podem ser parcelados em até 3x sem juros.


Para ver as artes oficiais da novel, que estão sendo postadas diariamente, siga a página do Facebook https://www.facebook.com/Herdeirodaluz


Ou a página do instagram https://www.instagram.com/herdeirodaluz/


Todas as artes e outras novidades serão postadas nas nossas redes sociais, e vêm muitas outras por aí, então siga as nossas páginas e não perca a chance de mostrar à sua mente qual é o rosto do seu personagem favorito!


Ps: Link do Telegram atualizado!


Tenham uma boa leitura!]


-----------------------


O som quebrou o silêncio da câmara subterrânea como o tilintar de um vidro prestes a estilhaçar.


A voz de Zao Tian reverberou pela pedra úmida, conduzida pelo amuleto de transmissão: "Yanor… Eu encontrei alguns ratos que já se esconderam por tempo demais."


Do outro lado da conexão, houve um instante de silêncio. Um respiro. Uma pausa necessária para engolir o peso daquela frase. Yanor sabia exatamente o que isso significava.


"Entendido." Ele respondeu, com a mesma voz fria de sempre.


Zao Tian manteve o amuleto próximo aos lábios, mas não falou de imediato. 


Ele observava os três casulos imóveis, agora mais parecendo túmulos do que prisões. Os corpos estavam estáveis. A energia espiritual dos três havia sido restaurada o suficiente para mantê-los vivos, e apenas isso. Nenhum deles podia mover um músculo. Nenhum conseguia ouvir ou ver. A única coisa que sentiam… era o peso do fracasso.


"Você vai precisar manter as aparências." Zao Tian disse por fim.


"Explique." A voz de Yanor veio rápida, direta.


"Esses três não podem morrer." A resposta de Zao Tian foi intransigente, como uma lâmina descendo sem piedade: "Nem aqui. Nem em lugar algum. Nem pelas suas mãos. Nem por acidente."


Do lado de fora, em meio ao caos controlado da reconstrução de Niflheim, Yanor caminhava entre as colunas de pedra, entre os acampamentos e construções. A maioria dos trabalhadores nem notava sua presença. Mas os líderes de cada setor tremiam só de vê-lo passar.


"Por quê?" Ele perguntou, como se já soubesse que a resposta não seria simples.


"Porque o Olho marca os seus subordinados." Zao Tian explicou, ainda com os olhos fechados, sentindo as pulsações das raízes abaixo de seus pés: "Marcas espirituais invisíveis, sutis. Elas não apenas identificam… Elas transmitem."


"Transmitem o quê?" Yanor questionou, parando de andar.


"As últimas lembranças." Zao Tian respondeu antes de explicar: "O momento da morte, captado em fragmentos e enviado diretamente para a Trindade. É assim que eles identificam traições. Descobrem localizações, falhas. E... punem."


Yanor não respondeu. Mas seus olhos estreitaram-se por causa daquela informação.


"Se um deles morrer agora, a Trindade saberá onde estão. Saberá que falharam. E saberá que estamos chegando perto." A voz de Zao Tian soou mais baixa, como um segredo passado de geração em geração: “Eu poderia quebrar a conexão, mas isso também iria alertá-los.” 


"E o que quer que eu faça?" Yanor perguntou, mais sério agora.


"Termine a missão deles." Zao Tian respondeu: "Mas do nosso jeito."


"Destrua o laboratório sob a sala do trono. Todos os equipamentos. As matrizes de contenção, os extratores de alma. Tudo." Zao Tian terminou.


"Quer que eu os leve comigo?" Yanor questionou.


"Não." Zao Tian disse. "Mantenha-os onde estão. Escondidos. Enterrados nas raízes. Eles estão selados. E, até segunda ordem, não representam risco. Mas se voltarem para o Olho, ou forem descobertos vivos por seus aliados… ainda podemos usá-los como forma de manipulação."


Yanor assentiu do outro lado da conexão, mesmo sabendo que Zao Tian não o via.


"Você confia mesmo que eles estão completamente contidos?" Yanor perguntou.


Zao Tian soltou um pequeno sorriso seco e respondeu: "Eles não são mais pessoas, Yanor. Eles são parte das raízes agora."


--------------------------------------------------


Enquanto a transmissão se encerrava, Yanor olhou para o céu nublado de Niflheim. 


A luz era pálida, cortando o dia em tons de gelo e fumaça. Ele então entrou no palácio, ignorando os cumprimentos formais dos trabalhadores. Caminhou com passos firmes e silenciosos até os fundos da sala do trono.


Ali, sem hesitar, ele desceu as escadas esculpidas em pedra negra.


Yanor avançou com tranquilidade, mas sem tirar a mão da espada.


Quando chegou ao laboratório, ele parou.


Luzes vermelhas piscavam nos cristais de contenção. Cilindros flutuavam com líquidos estranhos.

.

A sala cheirava a podridão.


"Eles sempre foram nojentos." Yanor murmurou.


Com um único gesto, ele invocou sua aura e estendeu a mão direita. Uma lança de gelo de quase três metros formou-se em sua palma.


Ele olhou para cada uma das estruturas.


"Estou limpando mais um de seus erros, Jhora!" Yanor murmurou com nojo do próprio pai por ter deixado o Olho construir aquilo em Niflheim.


E então… Yanor cravou a lança no chão.


O impacto foi silencioso. Mas o que veio depois, não.


Uma onda de energia gélida se espalhou pelo laboratório, como uma implosão silenciosa. Cada cristal rachou. Cada ligação espiritual foi desfeita. As paredes tremeram. As luzes se apagaram uma a uma, como se a própria sala estivesse sendo sufocada até a morte.


Tudo rachou, antes de se despedaçar em fragmentos minúsculos que varreram qualquer chance de alguém de fora ter sequer a noção do havia dentro daquela câmara há alguns segundos.


------------------------------------------------


Zao Tian sentiu o colapso do laboratório mesmo à distância.


A destruição era completa.


Nenhum item restava. Nenhum traço de energia das experiências.


"Feito." A voz de Yanor ecoou no amuleto segundos depois.


"Perfeito." Zao Tian respondeu, distanciando-se de Niflheim como uma sombra na escuridão.


"Agora... você precisa fingir que nada aconteceu." Ele disse.


"Você quer que eu mantenha a fachada?" Yanor perguntou.


"Sim." Zao Tian respondeu com firmeza: "Continue agindo como se tudo estivesse sob controle. Mantenha a reconstrução fluindo. Evite qualquer movimentação súbita entre os grupos. E principalmente… continue deixando que acreditem que você é o gigante mais ocupado do planeta."


Yanor suspirou do outro lado.


"É fácil." Ele respondeu: "Porque eu estou."


Zao Tian esboçou um sorriso, e logo respondeu: "A qualquer sinal de movimento incomum, me avise."


"Agora que sabemos onde estão alguns dos grandes nomes do Olho… não podemos nos precipitar." Zao Tian alertou.


"Algum plano em mente?" Yanor perguntou.


"Sim." Zao Tian respondeu: "Mas ele vai demorar."


"Quanto tempo?" Yanor questionou.


"Tempo o suficiente para eles acreditarem que venceram." A voz de Zao Tian soou mais baixa, mais densa: "Quero que o Olho pense que estamos nos reorganizando. Que a destruição da câmara foi feita conforme o planejado… e que não descobrimos nada."


Yanor assentiu.


Enquanto isso, Zao Tian rasgava o vazio do universo como uma lança viva, envolta em um casulo de energia espiritual que suprimia sua presença por completo. 


Nenhuma onda espiritual escapava. Nenhum traço de aura. Ele não voava, ele cortava a realidade com a precisão de quem já não fazia parte dela.


Atrás de si, Niflheim desaparecia como uma lembrança distante. Mas Zao Tian não olhou para trás.


Seu foco estava à frente. E o nome daquele foco era Decarius.


O planeta rebelde. A semente da resistência. O último reduto onde a liberdade ainda não fora totalmente esmagada por deuses, impérios ou organizações.


Ali estavam seus aliados. Seus irmãos de guerra. E o início de um movimento que mudaria o curso de toda a existência.


Zao Tian se afastou o suficiente para não ser detectado por nenhuma alma próxima a Niflheim. E então, com um movimento do braço, ele abriu a palma da mão e rasgou o espaço.


O espaço à sua frente rasgou com um som que não deveria existir. Uma fenda na própria realidade se abriu como uma ferida luminosa. Algo que obedecia apenas aos que sabiam como comandar o mundo… e ignorar as regras.


Zao Tian entrou sem hesitar.


O universo mudou.


Ele agora flutuava dentro da fenda. Um túnel de dobras cósmicas onde o tempo perdia o significado e as leis da física se curvavam diante de vontades maiores.

Ali dentro, ele não precisava correr. O espaço ao seu redor fazia isso por ele.

Planetas, galáxias e eras inteiras podiam ser cruzadas com um simples pensamento.


Mas Zao Tian não estava ali para fugir.


Ele estava se aproximando. Se aproximando da linha de frente. Da retaliação. Dos nomes que ousaram desafiar Decarius, manipular Niflheim, infiltrar-se nos povos livres e subjugar civilizações em nome da Trindade.


E, acima de tudo… dos três que protegiam as cabeças da hidra.


Hanzo. Lucke. E o terceiro… O monstro sem rosto.


Zao Tian os viu nas mentes de seus prisioneiros. Sentiu suas auras. Seus métodos. Sua arrogância. E não sentiu medo. Não sentiu dúvida.


A única coisa que queimava dentro dele era certeza.


Eles cairiam. Um por um.


"Vocês podem até achar que controlam o tabuleiro." Ele murmurou, com os olhos brilhando na escuridão da fenda: "Mas eu… sou quem quebra o jogo."


----------------------------------


Do lado de fora, Decarius se aproximava.


"Cheguei." A fenda se abriu nas florestas externas ao Vale da Esperança. 


Ele surgiu como uma sombra que se dissolve no vento. Sem alarde. Sem brilho. Sem som.


Contudo, Zao Tian estava mais focado do que nunca. E apesar da sua chegada discreta, ele estava prestes a sacudir o mundo… Ou melhor… Sacudir o cosmos.


O ÚLTIMO HERDEIRO DA LUZ -UHL | NOVEL

© 2020 por Rafael Batista. Orgulhosamente criado com Wix.com

  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
bottom of page