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Capítulo 0947 - A Armadilha Invisível

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Tenham uma boa leitura!]


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A atmosfera da cela se tornava cada vez mais densa à medida que o silêncio retomava o controle daquele lugar sombrio. Hanzo continuava com seu olhar afiado fixo em Zao Tian, com um sorriso enigmático nos lábios, enquanto aguardava pacientemente pela próxima jogada.


Zao Tian, por sua vez, não demonstrava nenhum sinal de tensão ou pressa. Seus olhos percorriam cada detalhe da postura de Hanzo, cada pequeno movimento, cada expressão quase imperceptível que pudesse fornecer pistas sobre o que realmente acontecia na mente do prisioneiro.


Depois de um longo silêncio, Zao Tian finalmente deu um passo em direção a Hanzo, com seu rosto assumindo uma expressão quase indiferente, mas cheia de convicção.


"Você é realmente bom nisso, Hanzo." Zao Tian comentou com uma voz calma, quase casual: "Sua postura tranquila, essa confiança que exala mesmo quando aparentemente não tem o controle da situação. Admito que a maioria das pessoas teria dificuldades em notar que tudo isso é apenas uma fachada."


Hanzo não respondeu imediatamente, limitando-se a manter seu sorriso sutil, como se não estivesse nem um pouco surpreso pela afirmação. Seus olhos, entretanto, tinham um brilho curioso, como se estivesse interessado em descobrir até onde Zao Tian pretendia ir com aquela conversa.


"Deixe-me adivinhar…" Zao Tian continuou, parando brevemente para observar a reação quase imperceptível do prisioneiro: "Você me provoca porque quer que eu entre. Porque tem algo preparado para mim. Uma armadilha mental, algum tipo de truque esperando por mim, caso eu tente invadir a sua mente para extrair informações diretamente."


Hanzo estreitou ligeiramente os olhos. Não havia surpresa em sua expressão, apenas uma leve diversão, como se estivesse gostando do rumo que aquela conversa estava tomando.


"Se você já sabe disso, então por que continua aqui? Não teme o que pode encontrar?" Hanzo perguntou, mantendo seu tom provocativo, mas educado, quase respeitoso.


"Você não está entendendo, Hanzo." Zao Tian respondeu tranquilamente, inclinando-se levemente em direção ao prisioneiro enquanto prosseguia: "Eu não temo nada do que você tenha preparado. Não importa o quão sofisticada ou mortal seja essa armadilha, eu garanto que estou pronto para enfrentá-la."


A segurança absoluta de Zao Tian provocou uma mudança sutil no olhar de Hanzo. Aquilo não era um teatro, era sincero. E isso não era normal.


Pela primeira vez, aquele sorriso confiante pareceu vacilar por uma fração de segundo, antes de voltar rapidamente ao normal.


"E essa segurança toda é baseada em quê?" Hanzo questionou, recuperando rapidamente seu tom de voz usual: "Em sua experiência? Em sua força?"


Zao Tian balançou levemente a cabeça, e seus olhos assumiram um brilho mais intenso enquanto ele respondia: "Em ambos, mas principalmente em algo que você e seus mestres não levaram em conta quando decidiram atacar o Vale da Esperança."


Zao Tian fez uma pausa deliberada, permitindo que o silêncio tomasse conta da cela mais uma vez, enquanto Hanzo o encarava com um misto de curiosidade e cautela.


"E o que seria isso?" Hanzo finalmente perguntou, quase em um murmúrio.


Zao Tian avançou lentamente, olhando fundo nos olhos de Hanzo, e respondeu com uma firmeza que não deixava margem para dúvidas: "Vocês não fazem ideia com quem realmente estão lidando, não é!?"


O ar na cela parecia ter ficado ainda mais pesado após as palavras de Zao Tian. 


Hanzo permaneceu imóvel, com seus olhos fixos no homem à sua frente, enquanto absorvia a intensidade daquela declaração. Apesar de tentar mascarar suas emoções, pequenos sinais começavam a surgir em sua postura: uma leve tensão nos músculos do pescoço, um movimento quase imperceptível dos dedos. 


Zao Tian percebia cada uma dessas sutilezas, confirmando suas suspeitas anteriores.


Após um breve silêncio, Hanzo soltou um suspiro quase teatral e sorriu novamente, tentando retomar o controle emocional que parecia ter escapado por um instante.


“Você soa muito seguro de si, Zao Tian.” Ele disse com leve ironia, recuperando a tranquilidade habitual: “Mas já vi muitos homens fortes e confiantes tombarem diante de coisas que sequer imaginavam existir. Você cometerá o mesmo erro?!”


Zao Tian manteve o olhar firme e indiferente, quase como se estivesse analisando calmamente uma presa. Sua voz saiu tranquila, sem um vestígio sequer de hesitação ou dúvida: “Entendo seu aviso, Hanzo, mas devo reforçar que não sou qualquer um desses homens que você já enfrentou. Não me meça com a régua dos seus mestres, ou daqueles que vocês já esmagaram anteriormente.”


Depois de dizer aquilo, Zao Tian fez uma pausa proposital, observando atentamente cada mínimo sinal no rosto de Hanzo antes de continuar: “Eu conheço muito bem a arte da guerra que você e seus mestres jogam. Manipulação, traição, planos intrincados escondidos em camadas e camadas de mentiras. Não foi difícil perceber que alguém como você nunca deixaria sua mente vulnerável. Tenho certeza absoluta de que sua mente está protegida por muitas camadas de armadilhas, cada uma mais perigosa que a anterior, prontas para destruir quem tentar se infiltrar nelas.”


Hanzo apenas manteve-se em silêncio, embora seu olhar fosse mais penetrante, indicando que a avaliação feita por Zao Tian era assustadoramente precisa. Aquilo, no entanto, não o fez recuar.


“Mas o que você talvez não tenha percebido é que eu não preciso invadir sua mente para extrair o que desejo.” Zao Tian continuou, lentamente: “Porque você já está me entregando o suficiente com cada palavra, com cada expressão, com cada mínima reação que você não consegue evitar. Para mim, seu silêncio fala tanto quanto suas palavras.”


Hanzo franziu as sobrancelhas levemente, visivelmente incomodado com aquela afirmação. Sua máscara de confiança, apesar de firme, começava a mostrar pequenas fissuras.


“Você está blefando.” Ele desafiou, em um tom quase defensivo, antes de recuperar rapidamente sua compostura: “Ou talvez esteja apenas tentando me desestabilizar para conseguir alguma vantagem nesta conversa.”


Zao Tian deu um sorriso sutil, quase imperceptível, reconhecendo o esforço que Hanzo fazia para não ceder completamente ao jogo psicológico que ele estava impondo.


“Você já está desestabilizado, Hanzo. Não precisa admitir isso para mim, mas você sabe que é verdade.” Zao Tian afirmou com segurança absoluta: “E não culpo você por isso. Afinal, seus mestres, a Trindade, têm um grave problema de subestimar os adversários. Vocês acreditam estar no topo da cadeia alimentar, manipulando a tudo e a todos como marionetes. Mas sua arrogância é sua maior fraqueza.”


Hanzo estreitou novamente os olhos, com seu tom de voz assumindo um tom perigosamente baixo e controlado: “E você acredita que é o adversário que finalmente irá destruí-los? Não percebe a ironia dessas palavras, Zao Tian?”


Zao Tian ignorou completamente a provocação, mantendo a calma absoluta enquanto respondia com frieza: “Eu não preciso destruí-los diretamente, Hanzo. Vocês já começaram a se destruir no instante em que decidiram atacar o Vale da Esperança. Isso não foi apenas uma declaração de guerra contra mim, mas contra algo muito maior.”


Hanzo inclinou a cabeça ligeiramente para o lado, com sua expressão voltando a mostrar genuína curiosidade: “Maior? O que poderia ser maior do que a Trindade e a ordem que representamos?”


Zao Tian permaneceu silencioso por alguns segundos, deixando a tensão crescer no ar. Então, finalmente respondeu, com um tom de voz carregado de uma seriedade cortante: “Vocês declararam guerra a todos aqueles que lutaram para sobreviver neste mundo hostil que vocês ajudaram a criar. Cada pessoa que perdeu algo para vocês, cada alma que foi quebrada por seus jogos cruéis, cada inocente sacrificado no altar da sua 'ordem perfeita'… Todas essas pessoas têm agora uma única bandeira sob a qual lutar. E essa bandeira foi erguida por nós.”


“Nós vamos caçá-los. Nós vamos encontrá-los. E nós vamos exterminá-los!”


“Essa é a verdade, Hanzo. Esse é o destino que aguarda os seus mestres!”


O impacto das palavras de Zao Tian reverberou na cela com uma força invisível. Hanzo, mesmo tentando manter-se impenetrável, percebeu naquele momento a dimensão do conflito que haviam iniciado. Ele compreendia o que Zao Tian dizia, mas sua lealdade não permitia que admitisse abertamente o erro que havia sido cometido.


“Você subestima o poder da Trindade, Zao Tian.” Hanzo respondeu, mais contido agora: “Nossas forças são vastas, nossos recursos são ilimitados. Uma coalizão improvisada sob sua liderança não nos assusta.”


Zao Tian deu um passo à frente, aproximando-se ainda mais de Hanzo, diminuindo a distância entre eles até quase estarem frente a frente. Sua voz soou baixa e ameaçadora, mas perfeitamente clara: “É exatamente por pensar assim que vocês irão perder. Vocês não estão enfrentando uma coalizão improvisada. Estão enfrentando uma tempestade que vocês mesmos criaram e que não terão como controlar. Sua arrogância fez com que vocês subestimassem aqueles que acreditaram ser vulneráveis. E agora, essa arrogância será sua queda.”


Hanzo permaneceu imóvel, absorvendo cada palavra, cada ameaça velada, percebendo finalmente que não enfrentava apenas mais um adversário comum. Zao Tian era alguém diferente. Ele era alguém que não apenas resistia às suas provocações, mas que estava preparado para lutar com armas que eles nem imaginavam existir.


“É fácil fazer ameaças, Zao Tian. Difícil é cumpri-las.” Hanzo respondeu, desafiadoramente.


Zao Tian não recuou sequer um milímetro. Seu rosto, agora muito próximo do de Hanzo, demonstrava uma certeza absoluta.


“Não são ameaças. São promessas!” Ele afirmou friamente: “E eu sempre cumpro minhas promessas!”


Antes que Hanzo pudesse responder, Zao Tian deu um passo atrás, assumindo uma postura mais relaxada, porém não menos intensa.


“Você tem razão, Hanzo. O jogo realmente começou. Mas o erro que vocês cometeram foi pensar que são vocês que controlam as regras desse jogo. A partir de agora, quem ditará as regras sou eu. Esteja preparado para o que está por vir, pois eu garanto que nem mesmo vocês estarão prontos para enfrentar isso.”


Hanzo tentou responder, mas Zao Tian já havia se virado e caminhado até a porta da cela, tocando a matriz de selamento para abri-la novamente. Enquanto a porta lentamente se movia, Zao Tian se virou mais uma vez para Hanzo e acrescentou, com um olhar que poderia congelar até a mais forte das vontades: “E acredite, Hanzo, quando a verdadeira batalha começar, nem mesmo a armadilha mais sofisticada escondida em sua mente será capaz de salvá-lo.”


Logo em seguida, a porta fechou-se lentamente atrás dele, deixando Hanzo sozinho no escuro, com suas certezas abaladas pela primeira vez desde que fora capturado.



O ÚLTIMO HERDEIRO DA LUZ -UHL | NOVEL

© 2020 por Rafael Batista. Orgulhosamente criado com Wix.com

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