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Capítulo 0986 - Racional

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Após o contato com Cruz e a rápida troca de palavras com Yang Hao, Zao Tian se isolou em um aposento improvisado nos arredores seguros para descansar e organizar os pensamentos. A exaustão física e mental ainda pesava em seus ombros, mas o descanso breve já havia começado a surtir efeito, permitindo-lhe clareza suficiente para avaliar a situação com a calma necessária.


Sentado na beira de uma cama simples, ele fechou os olhos e tentou se concentrar nas inúmeras imagens que tinha retirado da mente de Amin. As informações eram tantas e tão complexas que levavam tempo para serem processadas. Enquanto repassava cada detalhe, cada cena cruel e manipuladora, Zao Tian sentiu um arrepio percorrer sua espinha.


"Eles estão preparados para absolutamente tudo." Ele sussurrou para si mesmo, refletindo com uma expressão séria: "E é justamente isso que os torna tão perigosos."


Imagens do passado recente voltavam vívidas à sua mente para assombrá-lo desde que ele saiu da mente de Amin. O ataque brutal contra Enya e Nallrian, a cruel manipulação emocional usada contra Hakim em Gard, a rede intricada de favores e chantagens, os planos de contingência absurdamente complexos, e, por último, o sacrifício do servo-bomba que quase havia custado a vida de todos eles. Cada lembrança era uma peça de um quebra-cabeça complexo e nebuloso que estava revelando pouco a pouco a profundidade do perigo que enfrentavam.


Inicialmente, sua primeira reação foi de querer agir imediatamente. Atacar enquanto a Trindade ainda estivesse surpresa pela infiltração inesperada em suas mentes parecia ser a decisão mais óbvia. Mas Zao Tian já não era mais um jovem impulsivo. Anos de batalhas, sofrimento e decisões difíceis haviam ensinado a ele que a ação precipitada muitas vezes era exatamente o que seus inimigos esperavam. A impulsividade, ainda que movida por boas intenções, poderia ser uma armadilha.


Ele sabia que a Trindade estava ferida e exposta, mas também sabia que eles nunca operavam sem um número absurdo de planos secundários e contingências. 


Cada ataque frustrado apenas os fortalecia, cada falha ensinava-os a ajustar suas estratégias. E agora, mais do que nunca, Zao Tian precisava tomar cuidado para não cair na teia ardilosa que eles haviam tecido com tanta paciência e meticulosidade.


Com um suspiro profundo, ele se levantou da cama e caminhou lentamente até a janela, observando a paisagem distante banhada pelo brilho suave da noite. Seus refletiam preocupação, mas também uma forte determinação e uma inteligência tática aguçada que estava sendo colocada em prática naquele exato momento.


"Eles querem que eu reaja imediatamente, que eu os ataque agora. Ou pelo menos eles esperam isso…" Zao Tian murmurou, quase como se estivesse explicando para alguém invisível ou tentando se convencer: "Eles estão preparados para isso. É exatamente o que esperam que eu faça."


Ele então apoiou as mãos no parapeito da janela e ficou ali por um longo tempo, deixando a brisa fresca acalmar sua mente cansada. Durante anos, ele havia agido com rapidez, movido pela necessidade urgente de sobreviver ou proteger aqueles que amava. Mas agora, pela primeira vez, ele sentia claramente que a verdadeira força residia na paciência estratégica, em entender as manobras inimigas e antecipar seus movimentos com precisão absoluta.


Aquele inimigo era diferente de todos que ele já enfrentou antes. Até mesmo os deuses, quando se tratava de engenhosidade, perversidade e dissimulação, não chegavam aos pés do que a Trindade representava. Nas mãos dos irmãos tudo que era considerado mau se transforma em arma.


"Se eu avançar agora, eles vão usar algo ainda pior do que vimos hoje." Ele concluiu, convencido pela análise lógica: "Precisamos dar um passo para trás e esperar que eles se movam primeiro?"


Zao Tian tinha suas dúvidas. Ele estava naturalmente dividido entre a vontade de acabar logo com a ameaça do Olho e salvar o máximo de vidas possível.


Essa decisão não era fácil. Dentro de seu peito, uma parte dele ardia em desejo por vingança e justiça imediata. Ele ainda sentia um ódio visceral pela morte de Enya, pelo sofrimento que impuseram a Nallrian, e pelo terror que disseminavam sem hesitação. Mas era exatamente esse desejo inflamado que a Trindade manipulava tão habilmente. E Zao Tian viu pessoas demais caindo nessa armadilha para se jogar nela por conta própria.


Após horas de ponderação, Zao Tian finalmente afastou-se da janela, com uma expressão firme, convicta. Ele havia tomado sua decisão. Não iria agir impulsivamente. Não cairia nas armadilhas cuidadosamente preparadas pela Trindade.


Deixando o quarto com passos firmes, ele encontrou Ragnar e Kyon aguardando ansiosos por notícias, claramente preocupados com o que ele iria decidir. Ragnar se levantou imediatamente, enquanto Kyon permanecia sentado, recuperando-se aos poucos, mas alerta como sempre.


"O que decidiu?" Ragnar perguntou, observando atentamente o rosto de Zao Tian em busca de qualquer indício do que viria a seguir.


Zao Tian respirou fundo antes de responder calmamente, com um tom de voz sério e controlado: "Não vamos fazer nada... ainda."


"Nada?" Kyon estreitou os olhos e repetiu de forma automática, confuso e visivelmente surpreso: "Mas se não aproveitarmos agora, vamos perder a vantagem que conseguimos!"


"Entendo seu ponto, Kyon…" Zao Tian respondeu, mantendo a calma, mas firme em sua posição: "Mas acredite, essa vantagem é exatamente o que eles estão esperando que usemos contra eles imediatamente. Não era para ser, mas eles transformarão isso em uma armadilha."


Ao escutar aquilo, Ragnar franziu o cenho, claramente incomodado com a ideia de ficar parado. Ele também não entendia muito bem o porquê daquele tom de voz do seu amigo, que parecia ter até algum tipo de respeito pela Trindade quando reconhecia a superioridade estratégica deles. Contudo, Ragnar conhecia Zao Tian bem o suficiente para entender que ele não tomaria essa decisão levianamente, muito menos por medo.


"Você pode explicar melhor o que viu lá?" Ragnar pediu, sentando-se novamente e encarando Zao Tian com seriedade: "O que exatamente faz você pensar que devemos esperar?"


Zao Tian sentou-se em frente a eles, reunindo seus pensamentos antes de responder com clareza: "O que vi na mente de Amin é algo muito mais complexo do que poderíamos imaginar. Eles têm planos e contingências para praticamente tudo. Quanto mais rápido reagirmos, mais rápido eles conseguem reorganizar suas forças e contra-atacar. Precisamos deixá-los em suspense, forçá-los a agir primeiro. Principalmente Samir, que é a brecha que devemos explorar no lado deles."


"Mas e se eles usarem esse tempo para planejar algo ainda mais destrutivo?" Kyon inevitavelmente perguntou, porque estava preocupado que o que aconteceu na cela pudesse se repetir em algum lugar densamente habitado.


"Eles farão isso independentemente das nossas ações." Zao Tian respondeu com firmeza de quem esteve na mente dos três e, de certa forma, sabia um pouco sobre como eles pensavam e o que os moviam.


Zao Tian fez uma pausa breve para garantir que Ragnar e Kyon absorvessem o que havia dito. A seriedade do momento pairava no ar, visível como uma névoa densa entre os três. Zao Tian então prosseguiu com o mesmo tom ponderado: "Vocês precisam entender uma coisa muito claramente: esses três irmãos são diferentes de tudo que já enfrentamos até hoje. Não estamos lidando apenas com cultivadores poderosos ou estrategistas brilhantes; estamos enfrentando mentes que já abandonaram qualquer traço de humanidade há muito tempo. Para Amin, Rachid e Samir, qualquer ser vivo é apenas uma peça descartável em seus jogos perversos de poder."


Ragnar apertou os punhos com força ao ouvir aquilo. Sua expressão endureceu, tomada por uma mistura de raiva e nojo.


"Eles não sentem remorso." Zao Tian continuou: "Não têm empatia, não possuem compaixão. A única linguagem que compreendem e respeitam é a força absoluta e a estratégia impecável. Se mostrarmos um mínimo de fraqueza, um instante de hesitação ou precipitação, eles transformarão isso em uma vantagem mortal contra nós. O que aconteceu hoje foi apenas um vislumbre do quão longe eles estão dispostos a ir."


"Então... como sugere que lutemos contra algo assim?" Perguntou Kyon, visivelmente incomodado pelas palavras de Zao Tian, mas tentando manter uma compostura firme e racional: "Se eles são tão preparados, como vamos conseguir superar uma ameaça tão extrema e ampla?"


Zao Tian respirou fundo, organizando novamente os pensamentos antes de responder com calma: "Combatê-los diretamente agora não é apenas perigoso agora; é uma sentença de morte para muitos outros. Não podemos entrar em um confronto aberto enquanto eles ainda têm tantos recursos e cartas escondidas na manga. Precisamos primeiro resolver a questão mais urgente: os clones. Esses clones infiltrados são a arma mais eficaz e imediata que eles têm contra nós. Se permitirmos que continuem semeando desconfiança e sabotando nossos aliados por dentro, nossa força estará quebrada antes mesmo de entrarmos em batalha direta contra a Trindade."


Ragnar concordou imediatamente, com uma expressão carregada de preocupação: "Esses clones realmente têm causado um dano imenso. Desde que descobrimos essa infiltração, ninguém mais confia totalmente uns nos outros. Nisso você está certo… temos que eliminar essa ameaça antes de qualquer outra coisa."


"Exatamente." Confirmou Zao Tian: "Se não resolvermos isso agora, não teremos estabilidade suficiente para executar nosso plano. Além disso, não devemos esquecer que o ataque coordenado que planejamos anteriormente precisa ser realizado. Só que agora, mais do que nunca, ele deverá ocorrer com a máxima cautela. Não podemos permitir que os irmãos antecipem nossos movimentos."


Ao escutar aquilo, Kyon franziu o cenho, ainda um pouco incerto: "Mas se não vamos atrás diretamente dos irmãos agora, como exatamente poderemos enfraquecer o Olho sem arriscar um novo contra-ataque?"


Zao Tian respondeu rapidamente, já esperando aquela pergunta: "O Olho, apesar de ser controlado pelos três irmãos, possui ramificações demais e vários pontos vulneráveis. Os irmãos podem até ter contingências para seus ativos mais extremos, mas essas contingências certamente não são infinitas. Cada perda que impusermos à organização, cada célula destruída, cada aliado que retirarmos do controle deles, será um golpe significativo em sua capacidade geral."


Enquanto dizia aquilo, Zao Tian se levantou e caminhou lentamente pelo quarto enquanto expunha sua análise detalhada: "Eles querem que nos precipitemos e entremos diretamente em sua armadilha. Querem que fiquemos cegos pelo ódio, atacando-os diretamente em um confronto onde eles tenham total controle. Mas eu vi dentro da mente deles; eu sei como pensam e sei que estão aguardando ansiosamente por um passo em falso nosso. Por isso, enfraquecer a estrutura que sustenta o Olho é a nossa prioridade agora."


"E quando finalmente atacarmos diretamente." Zao Tian continuou: "Faremos isso com toda a nossa força, com total conhecimento sobre eles, e não mais às cegas. A cada ataque nosso às estruturas menores, eles terão que reajustar seus planos, reorganizar suas forças e expor um pouco mais suas estratégias. E cada vez que isso acontecer, ficaremos um passo mais próximos de descobrir e desarmar suas principais armadilhas."


Ragnar, agora compreendendo plenamente o plano, acenou com a cabeça de forma assertiva e comentou: "Isso faz sentido."


Zao Tian assentiu em concordância, com sua expressão carregando uma confiança que tranquilizou seus dois companheiros: "Exatamente. Por mais que meu sangue ferva só de lembrar o que eles fizeram, principalmente com Enya e Nallrian, eu não posso permitir que o ódio me cegue. Nós vamos dar a eles exatamente o oposto do que esperam: uma resistência fria, calculada, e letal."


Kyon então, claramente mais convencido e entendendo plenamente a estratégia proposta, fez uma última pergunta, apenas para confirmar o entendimento de todos ali: "E como lidaremos com os aliados dos irmãos, os que estão comprometidos, os que têm débitos ou acordos obscuros?"


Zao Tian respondeu rapidamente, já tendo pensado naquele ponto crucial: "Não vamos negociar. Não vamos dar espaço para dúvidas. Quem está ao lado deles deve ser considerado tão perigoso quanto os próprios irmãos."


Ragnar sorriu com todos os dentes ao ouvir aquilo, concordando enfaticamente: "Eu gostei disso."


“Eu também!” Zao Tian respondeu, antes de finalizar: “Não haverá mais nenhum prisioneiro nessa guerra. Se o Olho abandonou a humanidade dentro deles, então que sejam tratados como tal.”


O ÚLTIMO HERDEIRO DA LUZ -UHL | NOVEL

© 2020 por Rafael Batista. Orgulhosamente criado com Wix.com

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