Capítulo UHL 1000 - Os Inimigos Nunca Descansam
Aos que caminham comigo desde o início… e aos que chegaram no meio do caminho, mas decidiram ficar…
Hoje, ao alcançar a marca de 1000 capítulos, não posso deixar de parar e respirar fundo. Porque este número carrega mais do que palavras escritas… ele carrega anos de dedicação, noites em claro, batalhas mentais, reviravoltas inesperadas e personagens que já se tornaram parte da nossa vida.
Cada capítulo foi uma construção. Cada cena, uma aposta. E cada diálogo… uma tentativa de tocar algo dentro de vocês.
Mas nada disso teria importância se ninguém estivesse do outro lado da tela, lendo, comentando, torcendo, criticando, vibrando. Este marco não é só meu. É nosso.
Agradeço profundamente a cada leitor — os antigos, os recentes, os fiéis, os que se foram e os que voltaram.
Agradeço a cada um que compartilhou um link, que indicou para um amigo, que esperou pacientemente pelo próximo capítulo mesmo nas fases mais difíceis.
Aos que desenharam fanarts, fizeram teorias, elogiaram, corrigiram e até me desafiaram com observações que me forçaram a crescer… vocês moldaram esta história tanto quanto eu.
E claro, aos que me ajudaram nos bastidores — amigos, parceiros, apoiadores, leitores betas, incentivadores silenciosos — meu muito obrigado. Sem vocês, muitos capítulos teriam morrido ainda na ideia.
Chegar ao capítulo 1000 não é o fim de uma jornada. É o começo de uma nova era. Uma era onde tudo o que construímos se entrelaça, se confronta e se redefine.
O que vem a seguir… não será apenas grande. Será lendário.
De coração,
Obrigado por acreditarem.
Nos vemos no próximo capítulo.
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Depois de um tempo que pareceu interminável do lado de fora e curto, mas esclarecedor para as pessoas lá dentro, as portas do grande salão se abriram lentamente, permitindo que a luz natural voltasse a tocar o interior carregado de história e lembranças. Zao Tian e Yang Hao caminharam para fora lado a lado, sem pressa, sem troca de palavras imediatas. Cada passo que eles davam parecia consolidar um acordo silencioso: o de que o passado não seria esquecido, mas também não mais seria a única bússola que guiaria seus caminhos. O que aconteceu, talvez, jamais seria perdoado, mas eles, às suas próprias maneiras, superaram os obstáculos de suas vidas, e não poderiam deixar que eles retornassem como impedimentos para um futuro completamente novo.
O que estava sendo discutido e pensado não era em relação a eles, mas a algo muito maior. As sobrevivências e liberdades de bilhões estavam nas mãos deles, e se apegar ao egoísmo de ter sentimentos tão rasos não era um luxo que eles poderiam se dar.
O corredor diante deles, ladeado por colunas antigas e vitrais que narravam batalhas históricas da Dinastia Yang, parecia mais estreito do que o normal. Talvez fosse apenas a densidade do que havia sido dito minutos antes, ou talvez fosse o peso da responsabilidade que agora compartilhavam, mas era inegável que os dois pareciam não cabem em um mísero corredor. Eles eram grandes demais para qualquer ambiente fechado.
Eles andaram, não como aliados, ainda não, mas como homens que, apesar das divergências, reconheceram que o tempo para brigas havia se esgotado. Se eles queriam que algo mudasse, eles deveriam ser os primeiros a mudar.
De repente, a poucos metros da saída, Yang Hao parou e rompeu o silêncio com um tom sereno, quase contemplativo enquanto mencionava: “Você sabia que eu treinei com todos os Grandes Santos do Passado?”
Zao Tian virou o rosto ligeiramente, surpreso pela abertura repentina do imperador.
Yang Hao continuou: “Moira, Halfkor, Elijah, Pemma Wangchuck… e, claro, meu pai, Yang Zai. Cada um deles me ensinou mais do que qualquer livro, mais do que qualquer guerra.”
Zao Tian escutou e ficou até curioso e admirado com a jornada de Yang Hao na Singularidade, mas não respondeu de imediato, permitindo que o imperador tivesse seu momento. O tom nostálgico nas palavras de Yang Hao não era fingimento. Era lamento. Era saudade de uma época em que ele ainda acreditava que havia tempo para rememorar antes de carregar o mundo nas costas.
“O Halfkor me ensinou a respirar. Parece tolo, mas era isso. Respirar. Ele dizia que cada sopro consciente era uma vitória contra o caos interior. Elijah me quebrou mais vezes do que posso contar e ensinou a cair sem me despedaçar. Já Moira...”
Ele fez uma pausa, com um sorriso quase imperceptível nos lábios.
“Moira me ensinou a não confiar em ninguém só porque parece frágil. Ela a mais imprevisível e versátil de todos. Já Pemma… me fez entender o silêncio. Aprendi que nem todo combate precisa de gritos. Que às vezes, um olhar revela mais do que mil ameaças.”
Depois de dizer aquilo, Yang Hao finalmente parou, de frente para a saída, onde o sol tocava os degraus externos do palácio.
“E meu pai...” Ele completou, mais baixo: “Com ele, eu aprendi a força do juramento. O peso do sangue. A verdade de que não há herança mais cruel do que aquela que nos exige ser mais do que somos capazes.”
Zao Tian escutava tudo em silêncio. Pela primeira vez, não via Yang Hao como imperador. Não via a figura fria, inflexível e estrategista. Via o filho de um homem lendário, moldado pelo convívio com gigantes, e ainda assim… humano.
“Você foi moldado por lendas.” Disse Zao Tian: “Mas não se tornou uma delas ainda.”
“Não.” Respondeu Yang Hao, sem desviar o olhar: “Mas não foi por falta de tentativa.”
Ele deu um passo à frente, pisando no primeiro degrau externo. Então parou e virou-se de leve, como quem ainda tinha algo entalado na garganta: “Mas não foram eles que me mostraram o verdadeiro significado da palavra poder.”
Ao escutar aquilo, Zao Tian ergueu as sobrancelhas, levemente surpreso. Yang Hao viu grandes homens de perto, mas ainda assim, não via neles o suficiente para assimilar seus nomes com o topo do caminho marcial.
Praticamente todo ser humano da atualidade, se visse um único desses Santos, ficaria embasbacado com o nível que um artista marcial pode chegar se se dedicar de corpo e alma ao cultivo. Contudo, para Yang Hao, isso não era o suficiente.
Tal revelação fez Zao Tian mover o lábios, espontaneamente, e perguntar: “Quem você conheceu?”
“O novo significado de terror e topo, para mim, tem um nome curto, mas inesquecível em cada célula do meu corpo… Zaki.” Yang Hao falou, e a simples menção do nome fez o ar parecer mais pesado: “Na Singularidade, aquele homem... Quase me matou mais vezes do que consigo contar. A cada ciclo, a cada recomeço, lá estava ele. Sempre impiedoso. Sempre um passo à frente. Eu o odiava. Odiava com tudo que tinha, com tudo que fui.”
Yang Hao apertou o punho, mas sua voz não subiu. Era calma. Um tipo estranho de reverência escondida sob o trauma.
“Mas com o tempo… percebi que aquele ódio era respeito disfarçado. Que o medo que eu sentia… era reconhecimento. Zaki era a luz em sua forma mais pura. Não a luz que acalma. A luz que destrói. Que revela. Que não perdoa nada. Se tem como um ser vivo se tornar a encarnação de um elemento, Zaki alcançou esse feito.”
“Ele era mais do que eu jamais conseguirei ser. E eu tentei alcançá-lo, mesmo que me jogasse para a morte vez após vez. Mas eu vi que era impossível. Eu nunca conseguirei tocá-lo…” Yang Hao reconheceu suas limitações de uma forma surpreendentemente humilde, e então virou-se totalmente para Zao Tian, antes de dizer do fundo de seu coração: “Você precisa superar aquele homem. Não por mim. Não pela Dinastia. Mas porque o mundo precisa de alguém como ele. Alguém que seja mais do que um símbolo. Um pilar. Um sol que queime os erros, que ilumine os caminhos, mesmo que isso custe tudo.”
“Não repita os erros dele, mas reproduza os seus acertos. Ele é, sem sombra de dúvidas, o mais perto que alguém conseguiu chegar de Gold.”
Zao Tian abaixou os olhos por um instante. A menção de Zaki era algo complexo para ele.
Ele permaneceu em silêncio por alguns segundos após as palavras de Yang Hao. Seus olhos estavam baixos, fixos em algum ponto invisível no chão polido do palácio, como se ali houvesse uma rachadura profunda que só ele enxergava. Quando finalmente ergueu o rosto, seu semblante não era de dúvida, nem de insegurança… mas de peso. O peso de carregar um nome que nunca foi dito diretamente, mas sempre pairou como sombra sobre seus ombros.
“Eu nunca conheci Zaki.” Ele disse, por fim, com a voz firme: “Nunca ouvi sua voz, nunca vi seus golpes… nunca vi seus olhos. E ainda assim, ele esteve ao meu lado em cada treino, em cada batalha, em cada maldita decisão que eu tive que tomar ao longo do caminho.”
Yang Hao manteve-se em silêncio, atento.
Zao Tian continuou: “Porque mesmo sem conhecê-lo… sempre senti que estava competindo contra um fantasma. Um legado que não era meu, mas que parecia me vestir como uma segunda pele. As pessoas não diziam, mas eu sabia. O tempo todo, sabiam que éramos discípulos do mesmo homem. Que ambos fomos moldados por Gold desde novos. Que tínhamos origens semelhantes… e, por isso, um deveria ser comparado ao outro.”
Ele respirou fundo e balançou a cabeça com um pequeno riso amargo enquanto prosseguia: “Como se a essência de alguém pudesse ser medida com base em outra alma. Como se eu pudesse ser analisado pelo que Zaki foi… ou pelo que ele não conseguiu ser.”
Yang Hao cruzou os braços, mas não demonstrou julgamento. O silêncio agora era de escuta, de respeito. E Zao Tian prosseguiu: “Eu não sei o quão forte Zaki realmente era. Só ouço as histórias... As vitórias incontestáveis. A brutalidade incomparável. A convicção implacável. Tudo sobre ele parece escrito em letras de ouro e sangue. Um herói para uns, um tirano para outros. Um prodígio que deixou até mesmo deuses em silêncio.”
Zao Tian deu alguns passos, como se precisasse mover o corpo para manter o fluxo do que estava sendo dito: “Mas o que sempre me marcou… foi saber que, mesmo sendo tudo isso… ele traiu Gold. Traiu tudo o que Gold tentou construir. Desviou. Envenenou o próprio caminho. Não importa se foi por achar que estava fazendo o certo, orgulho ou desilusão. Ele se perdeu.”
Zao Tian então olhou diretamente para Yang Hao, com seus olhos iluminados por uma convicção bruta e disse: “E essa… essa é a linha que nos separa.”
Quando disse aquelas últimas palavras, a firmeza em sua voz não era vaidade. Era decisão. Era certeza. E Yang Hao percebeu isso imediatamente.
“Talvez, eu posso ser inferior a ele em poder, em talento, em impacto… mas nunca vou abandonar quem me moldou. Nunca vou cuspir no homem que me resgatou quando eu era só uma casca vazia.” Zao Tian afirmou.
Aquele momento não era sobre força, nem sobre glória. Era sobre fidelidade. Sobre identidade.
“Eu não sou uma sombra de Zaki. Não sou o próximo Zaki. E nem quero ser.”
Quando Zao Tian terminou de falar, Yang Hao finalmente falou, com um leve aceno de cabeça: “É por isso que, talvez… você tenha chance de superar ele.”
Zao Tian ergueu as sobrancelhas, ligeiramente surpreso pela resposta. Mas Yang Hao manteve o tom sóbrio.
“Zaki se moldou como uma lâmina. Fria. Perfeita. Cortante. Mas até a lâmina mais afiada pode se virar contra quem a empunha. Ele tinha tudo para se tornar o topo... mas escolheu ser o fim.”
“E você?” Yang Hao ergueu um dedo, apontando levemente para Zao Tian: “Você é imperfeito. Instável. Mas tem algo que ele nunca teve. Você ainda tem dúvidas. E só quem tem dúvidas consegue crescer.”
Por um instante, os dois ficaram em silêncio diante do último degrau, onde o sol se espalhava como uma cortina dourada sobre a escadaria do palácio. O ar estava quente, mas leve. Como se as palavras que foram ditas tivessem dissipado parte das correntes que os prendiam ao passado.
Zao Tian então suspirou e murmurou: “Talvez seja por isso que Gold ainda insiste em mim.”
“Talvez.” Respondeu Yang Hao, já descendo o primeiro degrau: “Ou talvez ele esteja cansado demais para procurar outro.”
Zao Tian riu, de forma breve, quase imperceptível. Mas era a primeira risada sincera desde que os dois se encontraram.
“Você é bom em discursos.” Zao Tian falou, alcançando-o nos degraus.
“E você é bom em apanhar e não desistir.” Respondeu Yang Hao, com um leve sorriso de canto de boca: “É um bom começo.”
Depois daquelas palavras, eles desceram juntos, agora em silêncio. Mas era um silêncio diferente. Carregado, sim. Mas não de tensão. Era o tipo de silêncio que antecede o trabalho duro. A preparação.
Porque, a partir dali, não haveria mais tempo para filosofias ou ressentimentos. O sangue do imperador já estava nas mãos de Zao Tian. E aquele sangue… era a chave para um novo capítulo. Para uma nova arma. Para um novo rumo na guerra.
Cada passo que eles davam, longe das sombras do palácio, os levava mais perto da verdade… e do papel que aqueles dois teriam na guerra que se aproximava.
E mesmo que ainda não confiassem plenamente um no outro, ambos sabiam, com clareza, que estavam agora ligados. Irremediavelmente.
O mundo não perdoaria outra traição. E eles não estavam mais lutando apenas por si mesmos.
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Enquanto a humanidade enfrentava um novo e inesperadamente complicado inimigo, há algum tempo, em um canto intocável do universo…
Figuras estavam reunidas em um salão onde a escuridão era quase absoluta, perdido no âmago do firmamento, onde nem mesmo o tempo ousava pisar sem pagar um preço. As colunas daquele recinto ancestral sustentavam não apenas o teto, mas a memória de eras que jamais seriam registradas pelos homens.
Ali, não havia tronos. Apenas um círculo no chão, no qual dois seres se ajoelhavam, não por escolha, mas por imposição. Loki e Hades estavam ali, diante de seus iguais… e, ainda assim, mais vulneráveis do que jamais estiveram.
A atmosfera era sufocante. O ar pesava como chumbo. A energia dos presentes vibrava em silêncio, como um tribunal prestes a decidir o destino de dois culpados que haviam sobrevivido ao naufrágio de sua própria arrogância.
As sombras ao redor dançavam em formas distorcidas. Cada uma delas ocultava um rosto divino. Nenhum deles sorria. Nenhum deles mostrava piedade.
Entre os julgados, foi Loki quem quebrou o silêncio, com sua voz calma, mas carregada de veneno: “Vocês querem um culpado… E estão cegos demais para enxergar os próprios erros. A verdade é que os humanos romperam as amarras da ignorância. Eles se rebelaram, mais uma vez. Eles até tentaram usar a Ânfora do Destino contra mim. E quase conseguiram.”
Alguns dos deuses reagiram com espanto. Outros franziram o cenho. Mas foi Hades, o outro julgado, quem respondeu de imediato, com sua voz cortando a justificativa de Loki como uma lâmina fria: “Mentira.”
Ao escutar aquela acusação, Loki virou o rosto lentamente, como se saboreasse a acusação. Seus olhos, sempre escorregadios e dissimulados, se estreitaram com um toque de desprezo.
“Você ousa me chamar de mentiroso, irmão?”
“Eu não só ouso…” Hades se levantou, com seu olhar cravado em Loki como um punhal no peito: “Eu afirmo.”
A tensão no ar que separava os dois se tornou instável. Os demais deuses permaneceram em silêncio, mas agora, seus olhos estavam cravados em Hades.
Loki, para explorar aquele momento em que os deuses voltaram suas atenções para Hades, inclinou a cabeça, teatralmente, e questionou: “E o que te leva a ter tanta certeza?”
Foi então que Hades sorriu. Um sorriso sem alegria. Sem misericórdia. E assumiu: “Porque a Ânfora do Destino… sempre esteve comigo.”
Quando aquela confissão caiu, o salão veio à baixo. Gritos, xingamentos, acusações… Tudo o que se podia dizer foi dito nos momentos que sucederam as palavras de Hades. Seus irmãos, revoltados, inconformados, o chamavam de traidor, enquanto Loki, por sua vez, era exposto como o mentiroso que sempre foi.
Loki piscou, apenas uma vez, mas o suficiente para que sua fachada de controle se desfizesse por um instante. E foi tudo o que os outros precisavam perceber.
“Espere…” Enquanto todos os deuses despejaram xingamentos a Hades, Prometheus se ateve a um fato muito mais importante, e conseguiu o silêncio de todos ao perguntar: “Você está dizendo que… tudo isso… foi armado?”
Belenus deu um passo à frente, com seu olhar furioso fitando Loki, e questionou: “Você mentiu sobre o roubo da Ânfora?”
Hades, por sua vez, manteve o olhar fixo em Loki. Não respondeu aos demais. Apenas falou, com a clareza de quem agora via tudo: “Eu sabia que ele mentia. Que queria algo. Então eu me calei. Fingi não saber. Observei. E esperei.”
“Ele nunca se importou com os deuses ou as consequências do que fez. Ele só queria colocar as mãos em alguma coisa.”
Após ser desmascarado por Hades, Loki virou-se para os presentes, tentando reunir um discurso. Mas todas as vozes se sobrepunham agora. Os julgadores haviam encontrado um novo julgamento: o dele.
“Calem-se! Todos Vocês!!!” De repente, sem manifestar-se fisicamente, Krishna e sua voz soaram naquele salão, como se as portas do céu se abrissem. Todos, absolutamente todos se calaram naquele momento.
Hades e Loki gelaram quando escutaram aquela voz, pois Krishna não fazia nada sem a ordem do Pai de Todos, e para ele intervir como estava fazendo, algo muito sério aconteceu ou foi dito naquele salão.
O silêncio, em umas das oportunidades únicas da história, tomou conta de um recinto cheio de Grandes Deuses. Todos estavam atentos ao deus que velava o sono do Pai de Todos, e disse, em tom de ordem: “O Pai piscou, e Zeus renascerá! Ele sabe o que está acontecendo!”
“Hades, entregue a Ânfora do Destino ao Zeus que renascerá! A chave para vencer e recomeçar a criação está nela!” Krishna finalizou, como alguém que faz uma profecia.
