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Capítulo UHL 1002 - Novos Homens

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Tenham uma boa leitura!]


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Zao Tian observou os olhos flamejantes de Yang Hao com atenção. Por um instante, ele quase se esqueceu de que aquele homem normalmente carregava o peso do trono com muita arrogância e impaciência. O que via agora… era diferente. Era uma fúria concentrada, direcionada, o tipo de raiva que não grita, que não se perde, mas que se acumula com clareza e propósito. Era uma força prestes a explodir que se disfarçava de controle.


“Gosto dessa disposição.” Zao Tian falou, com um sorriso de canto: “Você está com sangue nos olhos… e vamos precisar disso.”


Yang Hao não respondeu de imediato, mas o brilho em seu olhar respondeu por ele. Estava claro que aquilo não era um capricho. Era uma decisão. Um desejo antigo que, finalmente, ganhava direção.


Zao Tian então prosseguiu, num tom mais calmo, mas não menos firme do que antes: “Mas vai ter que esperar um pouco.”


A frase quebrou o impulso inicial do grupo. Cruz ergueu uma sobrancelha, e Shara’Kala apertou levemente os lábios. Yang Chao apenas fitou Zao Tian com um olhar indagador. Já Yang Hao não demonstrou surpresa, apenas paciência.


“A hora ainda não chegou.” Explicou Zao Tian: “Estamos fechando os últimos pontos. Tudo precisa acontecer ao mesmo tempo… e nos lugares certos. Um movimento em falso agora pode colocar tudo a perder.”


O imperador não retrucou. Apenas assentiu com o queixo, num gesto simples, porém significativo.


Zao Tian deu um passo à frente, diminuindo a distância entre eles, e declarou com convicção: “Seu desejo será atendido. E não apenas atendido… mas garantido.” Sua voz soou como uma promessa selada em pedra: “Quando for a hora, eu mesmo vou te colocar no fronte mais importante. Onde o impacto da sua presença será decisivo. Onde a Trindade vai sentir o peso do seu nome.”


Os que estavam ao redor ouviram aquilo com atenção redobrada. Era um juramento, um pacto feito entre dois homens que pareciam já não precisavam provar nada um ao outro. Cruz, de braços cruzados, acenou levemente com a cabeça, aprovando o acordo que parecia ter acontecido naquela sala onde os dois ficaram sozinhos.


Yang Hao manteve-se firme, sem rompantes de ego. Mas seus olhos denunciavam a sua vontade: ele queria lutar. E não apenas lutar. Queria ser o punho que esmagaria a serpente.


Foi então que Zao Tian apertou os olhos, como se testasse a solidez daquele momento, e perguntou, mudando o tom: “Eu vejo sua vontade, mas eu tenho que perguntar… se eu te mandar para onde for mais necessário… você está disposto a seguir ordens de outra pessoa?”


A pergunta ficou suspensa no ar como uma nuvem pesada. Os olhares dos demais, até dos Guardiões Imperiais, se voltaram para Yang Hao com expectativa. A resposta que fosse dada era mais do que uma questão logística, era uma prova. E todos ali sabiam disso.


Yang Hao arqueou uma sobrancelha, com a postura ainda ereta, como se não se deixasse abalar nem por um milímetro.


“De quem estamos falando?” Ele perguntou, aumentando o suspense, e sua voz era neutra, mas atenta.


“Ming Xiao. Ming Xue. Gu Ren.” Zao Tian listou, com precisão e confiança nos nomes que mencionou: “Eles estão liderando as frentes. Já estão posicionados. Já conhecem a arquitetura do plano. Estão com isso nas mãos desde antes do seu retorno.”


Yang Feng, ao ouvir isso, apertou o maxilar. Ver alguém dizer a um imperador que ele deveria seguir ordem de outra pessoa era inconcebível para alguém que viveu praticamente idolatrando a figura de Yang Hao. Gengi, por sua vez, manteve o rosto neutro, mas observava com atenção cada reação do imperador. Yang Chao parecia mais curioso do que incomodado.


Houve um breve silêncio no ambiente, o suficiente para que o som do vento tocando os estandartes no alto do palácio se tornasse audível. E então, Yang Hao falou.


“Sim.” Ele respondeu com um fio de humildade: “Guerra é guerra. E se eles estão prontos, eu sigo.”


Zao Tian manteve-se atento à linguagem corporal do imperador. Ele analisou cada gesto, expressão e tom de voz de Yang Hao, e aquilo não parecia uma resposta genérica. Yang Hao estava falando a verdade, e ainda continuou: “Eu aprendi muita coisa na Singularidade, Zao Tian…” Enquanto falava, ele mantinha os olhos fixos nos de Zao Tian: “E a principal delas foi que liderança não é sobre quem manda. É sobre quem garante que a vitória venha, mesmo que morra tentando. Se Ming Xiao ou qualquer outro for o cérebro dessa operação, então eu serei o braço. A espada. Ou até mesmo o escudo.”


“Não me importo com a glória ou os aplausos. O que eu quero é a vitória!” Yang Hao encerrou.


O impacto daquelas palavras foi imediato. Shara’Kala, que não conhecia nada do imperador, além do que ouviu de Cruz e dos outros, que não eram nem um pouco favoráveis a ele, levantou ligeiramente o queixo, como quem reconhecia um guerreiro de verdade. Cruz deu um passo à frente, cruzando os braços com um leve sorriso de canto de boca, como quem dizia “ainda há esperança”. Yang Feng desviou o olhar brevemente, como se engolisse um pouco do orgulho.


Zao Tian, no entanto, não desviou o olhar. Ele manteve-se ali, encarando Yang Hao com intensidade. Quando finalmente falou, sua voz estava surpreendentemente leve: “Essa… é a melhor resposta que você já me deu desde que nos conhecemos.”


Yang Hao escutou o elogiou e não sorriu, mas seus olhos não negaram o reconhecimento.


“Se você tivesse essa mentalidade na época em que começamos a cruzar caminhos… muita coisa teria sido diferente.” Completou Zao Tian.


“Talvez.” O Imperador respondeu, com um leve sorriso sem graça nos lábios, antes de contrapor:  “Mas foi a dor que me ensinou a calar o orgulho.”


Zao Tian soltou um riso discreto, contido, mas sincero.


“Fico feliz de ouvir isso da sua boca.” Ele declarou, dando um leve passo para trás: “Porque isso me permite confiar em você de verdade. E nesta fase da guerra… confiança é mais valiosa que poder.”


Shara’Kala, vendo dois humanos passarem por cima das diferenças e se tratarem com honra, como dois orcs, assentiu em silêncio. Ela conhecia bem a diferença entre força bruta e lealdade consciente. E o que acontecia ali era um raro momento de reconciliação entre titãs.


“Vou partir agora.” Zao Tian então anunciou, voltando-se para o grupo: “Tenho que me reunir com os outros e concluir a preparação final. Ainda há alguns detalhes que só eu posso resolver.”


Yang Chao logo deu um passo à frente, e perguntou, com a voz firme: “Você quer reforços no Vale da Esperança?”


Zao Tian negou com a cabeça, de forma decidida: “Ainda não. Se muitos se moverem agora, a Trindade vai perceber. Quero apenas dois comigo... por enquanto.”


Ele então olhou diretamente para Shara’Kala e Cruz: “Vamos.”


Os dois apenas assentiram, sem nenhuma dúvida, nenhuma resistência. Eles sabiam que, se Zao Tian os convocava pessoalmente, o que vinha adiante era vital.


“Quando teremos retorno?” Perguntou Yang Hao, antes que Zao Tian partisse.


Zao Tian parou no topo do degrau, de costas, mas sua voz veio clara como uma lâmina: “Quando o céu escurecer e os ventos mudarem de direção… você vai saber.”


Com isso, ele saltou, alçou vôo e desapareceu no horizonte.


Cruz o seguiu, com o corpo se tornando um borrão antes de ganhar os céus. Shara’Kala lançou um último olhar para os presentes, firme, respeitosa, e saltou logo depois, deixando um rastro de energia que ondulou no ar.


O som das pisadas cessou. As discussões pararam. Os ventos, antes calmos, começaram a mudar.


Lá embaixo, os Guardiões Imperiais ainda absorviam tudo o que havia sido dito. Tudo o que aconteceu.


Yang Gengi finalmente quebrou o silêncio, olhando para Yang Hao e dizendo: “Eu quase não reconheço mais esse imperador...”


Ele não disse aquilo como crítica, apenas como observação.


Yang Chao cruzou os braços e respondeu com tranquilidade: “Talvez seja porque, pela primeira vez… ele finalmente sabe onde deve estar. Ele escolheu estar aqui e assim.”


Yang Feng, ainda de braços cruzados, apenas murmurou: “Desde que continue à altura do homem que eu jurei a minha lealdade, eu não me importo com quem ele tenha se tornado.”


Yang Hao, no entanto, não disse nada. Ele escutou, mas continuava fitando o céu, como se já enxergasse a batalha prestes a se formar no horizonte.


Acima das nuvens, a viagem de Zao Tian seguia veloz. Cruz e Shara’Kala estavam logo atrás, como sombras vigilantes cortando o céu.


O vento gelado batia contra seus rostos, mas o fogo nos olhos dos três impedia qualquer sensação de frio.


Lá embaixo, o mundo ainda girava, ignorando o peso do que se aproximava. Mas no alto… algo estava prestes a recomeçar.


Em pouco tempo, Zao Tian sentia o Vale da Esperança se aproximando. A pulsação da energia concentrada ali vibrava como um chamado. Era como retornar ao coração do movimento, ao centro da resistência, ao ponto exato onde as decisões se tornavam realidade.


E naquele instante, mesmo sem receber nenhuma chamada dos outros, de alguma forma, ele soube: O tempo da espera estava chegando ao fim.


O contra-ataque já não era uma ideia.


Era inevitável.




O ÚLTIMO HERDEIRO DA LUZ -UHL | NOVEL

© 2020 por Rafael Batista. Orgulhosamente criado com Wix.com

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