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Capítulo UHL 1043 - Traiçoeiros

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Tenham uma boa leitura!]


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O silêncio que permaneceu após a explosão no Domínio da Miragem Eterna era espesso, carregado como uma nuvem antes da tempestade. Mas ali, naquele plano paralelo, um reflexo distorcido do universo real, onde os três irmãos agora se arrastavam pelas cinzas dimensionais, não havia silêncio de verdade. Havia apenas o som das respirações entrecortadas, dos grunhidos de dor e das faíscas instáveis que escapavam do artefato quase em colapso no peito de Amin.


No momento, Rachid pressionava as mãos contra o abdômen do irmão, concentrando energia para estancar o sangramento que não vinha de um único ponto de seu corpo. 


A aura dele tremeluzia, falhando como uma vela ao vento. Amin ainda arfava, mas não tinha mais forças nem para praguejar.


Samir, meio encostado numa formação de cristal esbranquiçado, cuspia sangue com a cabeça pendida. A última coisa que viu foi o feixe de luz disparado por Zao Tian atingindo o elo dimensional que eles usavam para se comunicar. 


Aquilo não foi um ataque. Foi uma lição. Uma mensagem.


Rachid, o mais resistente dos três, olhou para os dois irmãos, furioso, mas contido.


"Não tem como vencê-lo com o que sabemos." Aquela frase escapou da sua boca como um estalo de costela quebrada.


Samir franziu o rosto, descontente, mas sem ter como negar: "Então… o que ele é?"


"Uma incógnita. Algo que não conseguimos calcular. Um erro nas nossas projeções, uma variável que escapou à lógica." Rachid respondeu com a mandíbula travada, enquanto suas mãos faiscavam com energia vital: "Eu já vi gênios. Já vi aberrações. Já vi entidades que se julgavam eternas…"


Ele começou a falar, e então encarou o vazio à sua frente, onde, mesmo com a fenda já selada, ainda conseguia ver a silhueta parada de Zao Tian, com a foice girando lentamente em sua mão.


"Mas eu nunca vi alguém que atacasse o próprio ponto fraco de um artefato como o Domínio da Miragem Eterna… e acertasse com tamanha precisão."


Amin, pensando que podia, tentou rir, mas apenas tossiu sangue. 


"Ele não destruiu o Domínio… mas descobriu mais de uma brecha. Agora, ele sabe que não podemos usá-lo indiscriminadamente e que precisamos abrir uma brecha para interferir de qualquer forma no outro plano."


"Isso foi um aviso." Enquanto escutava o seu irmão fazer a conclusão, Samir murmurou, olhando para o ponto minúsculo que Zao Tian acertou, e não pôde evitar dizer: "Se tentarmos de novo, ele não vai errar o próximo tiro. E nem vai avisar."


Rachid, que continuava curando o irmão, acenou em concordância, mas seus olhos estavam distantes. Ele odiava aquilo. Odiava fugir. Odiava falhar. Odiava se sentir em desvantagem, mesmo que fosse por segundos. Mas ali, presos no seu próprio mundo de espelhos e sombras, eles sabiam que não tinha outra escolha.


Zao Tian não era mais um nome. Não era mais um empecilho. Não era mais um adversário. 


Ele era um problema. Um problema que nenhum dos três sabia como resolver.


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Enquanto a Trindade lambia suas feridas, do lado de fora, o silêncio era diferente.


Zao Tian não se mexia. Ainda com o braço esticado após o disparo, ele finalmente soltou um longo suspiro e se virou. O olhar dele encontrou Cruz, ainda com o martelo na mão, e Shara’Kala, parada como uma muralha viva a poucos metros.


“Vocês estão bem?” Ele perguntou.


Cruz assentiu, descontente, e respondeu: “Tirando o fato de que eles escaparam… sim.”


Shara’Kala pigarreou, antes de apertar com força o cabo de seu machado e responder: “Eu teria quebrado pelo menos dois deles se tivesse mais trinta segundos.”


Zao Tian sorriu de leve, aprovando o trabalho de cada um deles, mas o seu semblante ainda era de atenção.


A Trindade foi atingida, mas não dava para duvidar de nada em relação a eles. Eles poderiam voltar a atacar a qualquer momento. 


Era incômodo, mas a mais pura realidade. A Trindade, infelizmente, estava no pior ponto onde qualquer um pode querê-los. No ponto cego. Em vantagem para realizar o primeiro movimento, caso eles tivessem a coragem ou alguma carta na manga para fazê-lo.


“Eles já estavam tentando fugir desde o início.” Depois de alguns segundos sem que nada acontecesse, ele falou, olhando para o vácuo onde as fendas surgiram. 


“Desde o momento em que sentiram que não podiam controlar a luta, eles começaram a traçar rotas de retirada.” Zao Tian completou.


“Você sabia?” Cruz questionou.


“Desconfiava. Mas não havia uma forma segura de impedir. Eu pensei em dezenas de estratégias para impedi-los de usar o artefato como vantagem… Mas nenhum plano conseguiu ter um resultado satisfatório contra os três.” Zao Tian coçou a têmpora e comentou, antes de prosseguir: “Aquilo… é diferente de tudo que já vi. Pegar um deles seria fácil, mas os três… Isso adiciona muitos fatores na equação.”


Enquanto Zao Tian falava com Cruz, Shara’Kala cruzou os braços, e, sem o mesmo ar calculista de Zao Tian, mas puramente instintivo, ela falou: “Eles sumiram, mas estão olhando. Eu sei quando estou sendo vigiada.”


Zao Tian assentiu, e olhou para o vácuo, como se olhasse para os irmãos, e respondeu: “Sim. E essa é a última vez que isso vai acontecer.”


Cruz ergueu uma sobrancelha e sorriu enquanto perguntava: “Tem certeza?”


Zao Tian o encarou com firmeza e afirmou: “Tenho.”


A Khan então se aproximou, com a voz mais grave, e questionou, curiosa: “Você viu algo durante a luta?”


“Vi.” Zao Tian respondeu: “O Domínio da Miragem Eterna tem pontos fracos. Pontos que nem mesmo eles percebem completamente.”


“Aquela coisa pode ser vencida… E na próxima vez que a gente se encontrar… Eu vou mostrar para eles que nem outra realidade poderá salvá-los de mim!” Zao Tian concluiu, apertando os punhos e deixando, naturalmente, um sorriso de canto aparecer em seu rosto.


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Enquanto Zao Tian trocava as últimas palavras com Cruz e Shara’Kala, em outra extremidade do universo, muito além da percepção comum, o vazio era quebrado apenas por uma única presença marcante… Anúbis.


No lugar onde ele estava, não havia trono. Não havia templo. Havia apenas espaço. E nele, Anúbis flutuava imóvel.


O ambiente ao seu redor era um ponto fixo e frio, onde nem as ondas da luz se propagavam. Um silêncio denso o envolvia, mas esse silêncio era preenchido por dados. Informações, organizadas como se alguém as ditasse diretamente em sua mente.


Desde que as guerras começaram, Anúbis manteve distância. Não por covardia, nem por neutralidade. Mas porque, diferente dos outros, ele não se envolvia com impulsos. Ele não buscava vingança, glória ou controle. Ele apenas aguardava o momento certo.


E ele sabia que esse momento estava se aproximando.


Sem mover os lábios, Anúbis recebia atualizações da guerra e registros enviados por observadores que se escondiam como espiões. E elas eram exatas, filtradas, e frias.


O padrão era claro.


Conflitos simultâneos explodiam em várias zonas ao redor do mundo dos humanos. 


Cultivadores de alto nível estavam totalmente empenhados contra uma organização própria, igualmente poderosa, que usava recursos, técnicas e táticas que lembravam os próprios deuses, mas não vinham deles.


E, o mais importante, todos estavam fora de Decarius.


Os principais núcleos de defesa do planeta estavam, pela primeira vez, dispersos, preocupados com outras coisas.


Era uma janela.


Por menor que fosse, era uma abertura.


Anúbis, recebendo todas aquelas informações, fechou os olhos por um segundo. O fluxo de energia que girava lentamente ao redor do seu corpo se ajustou, como se estivesse em sincronia com algum cálculo. Contudo, ele não reagiu com pressa. Apenas ponderou.


Os humanos, até então, eram um problema que os deuses tentavam resolver pela força direta. Mas isso não bastou. Eles voltaram mais fortes. Reagiam. Evoluíam.


Talvez porque os deuses sempre esperassem a reverência… e não a resistência de qualquer raça.


Anúbis, calmamente, começou a enviar ordens que acionaram peças adormecidas e dispersas pelo cosmos.


As forças sob seu comando receberam uma mensagem…


Se Decarius estivesse mesmo tão vulnerável quanto indicavam os sinais… então era ali que a ruptura deveria começar.


Quando terminou de fazer aquilo, Anúbis voltou a abrir os olhos.


A expressão era a mesma. Impassível.


Não havia ódio.


Não havia desejo.


Havia apenas decisão.


E ele não pretendia caçar os humanos em campos de batalha. Não queria lutar contra eles de frente.


Ele queria arrancar-lhes o chão.


E deixar que o próprio universo cuidasse do resto.



O ÚLTIMO HERDEIRO DA LUZ -UHL | NOVEL

© 2020 por Rafael Batista. Orgulhosamente criado com Wix.com

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