Capítulo UHL 1045 - Fera
[Capítulo patrocinado por Alberto Augusto Grasel Neto. Muito obrigado pela contribuição!!!
ATENÇÃO: LINK ATUALIZADO. Venham fazer parte da nossa comunidade no Telegram! https://t.me/+tuQ4k5fTfgc1YWY5
ATENÇÃO: OS EXEMPLARES FÍSICOS E DIGITAIS DO PRIMEIRO LIVRO DE O ÚLTIMO HERDEIRO DA LUZ JÁ ESTÃO DISPONÍVEIS NAS MAIORES LIVRARIAS DO BRASIL E DO MUNDO. APOIE O NOSSO TRABALHO E GARANTA JÁ UM EXEMPLAR TOTALMENTE REESCRITO E REVISADO, E COM TRECHOS INÉDITOS.
Quer ver um mangá de O Último Herdeiro Da Luz? Então, a sua ajuda é muito importante para que possamos alcançar novos limites!
Para patrocinar um capítulo, use a chave PIX: 31988962934, ou acesse https://www.ultimoherdeirodaluz.com/patrocinarcap para outros métodos de pagamento, que podem ser parcelados em até 3x sem juros.
Para ver as artes oficiais da novel, que estão sendo postadas diariamente, siga a página do Facebook https://www.facebook.com/Herdeirodaluz
Ou a página do instagram https://www.instagram.com/herdeirodaluz/
Todas as artes e outras novidades serão postadas nas nossas redes sociais, e vêm muitas outras por aí, então siga as nossas páginas e não perca a chance de mostrar à sua mente qual é o rosto do seu personagem favorito!
Ps: Link do Telegram atualizado!
Tenham uma boa leitura!]
-----------------------
A todo momento, enquanto o universo ruía sob guerras e alianças profanas, naquele ponto perdido do espaço onde os planetas e luas eram destroçados, a batalha entre dois monstros ainda ressoava como trovões que anunciavam o fim dos tempos.
O que um dia fora o mundo congelado de Askyr agora era apenas uma pilha de destroços girando no vazio. Não havia céu, nem chão. Apenas fragmentos de geleiras, ilhas de gelo e pedaços de montanhas flutuando em órbitas caóticas, formando o palco caótico onde Ming Xue e Lucke lutavam, como duas forças da natureza que se recusavam a ceder.
Ming Xue se movia de um lado para o outro, como um raio de luz azul, por entre os destroços flutuantes. Os pés dela deslizavam por lascas de gelo que se partiam sob sua energia espiritual, enquanto a Lágrima da Alma se moldava a cada segundo, de acordo com a necessidade, se transformando, ora numa lâmina fluida, ora numa alabarda de maré congelada, ora numa lança de vento perfurante.
Lucke enfrentava a bela e feroz mulher, e ria.
Ria alto, com escárnio. Ele provocava Ming Xue o tempo todo. E não dava para saber se ele estava tentando tirá-la do sério, desestabilizá-la, ou se ele era, por natureza, daquele jeito.
"Você dança bem, princesa... Mas ainda falta força no seu toque!" Ele zombou, como se tivesse dando conselhos, com o corpo coberto de runas tribais em chamas, que tremulavam como brasas vivas no seu peito nu. Em suas extremidades, seus punhos se cobriam de ondas vibratórias e calor, e cada soco seu fazia os fragmentos planetários ao redor explodirem como vidro sob pressão.
Ming Xue franziu os olhos. Já estava irritada. Não era apenas a postura provocadora de Lucke que a incomodava, era a constatação de que, sim, ele era um monstro.
Depois de lutar contra ele por algum tempo, Ming Xue não podia negar que Lucke era muito forte. Mais forte do que ele imaginou que a própria Trindade seria.
A cada golpe que eles trocavam, Ming Xue era lançada para longe, ou via sua arma sendo deformada sob a força da vibração que ele impunha. E mesmo quando o atingia, mesmo quando suas silhuetas aquáticas cravavam os dentes ou garras espirituais nele… ele não parecia recuar.
Ele era resistente, possuía boas técnicas de ataque e defesa, e um poder explosivo que rivalizava com alguns dos mais poderosos de seu grupo. E isso era surpreendente.
Depois de uma troca sincera de golpes entre eles, na qual a espada de Ming Xue foi defletida por um soco explosivo de Lucke, que ainda fez seu braço inteiro tremer por causa da vibração que causou uma dor aguda em seus ossos, Lucke assistiu Ming Xue olhar nos seus olhos, como se não entendesse o que estava acontecendo, e provocou: "Não me olhe assim, bonequinha. Você é rápida, esperta e até bonitinha… Mas essa sua espada molhada não vai parar alguém como eu."
Ming Xue recuava com um salto giratório, parando sobre um bloco de gelo que se partia aos poucos. Ao escutar aquilo, ela respirou fundo. Seus ombros estavam tensos. O frio não a afetava, mas o calor vindo dele corroía a própria estrutura do ambiente.
Parecia que as leis do mundo estavam se rompendo ao redor de Lucke.
"Você é um lixo arrogante e sem noção." Disse ela, enfim, com a voz fria e baixa.
"Essa foi uma das ofensas mais leves que já dirigiram a mim… Hahaha…” Lucke gargalhou em resposta, antes de comentar: “Melhor ser um lixo arrogante do que uma sombra obediente. Mas sabe… eu me diverti muito quando matei os seus… Aqueles que você chama de companheiros. Ou melhor… chamava."
Ming Xue não respondeu.
Ela apenas avançou.
Em silêncio. Em velocidade absurda.
O gelo abaixo ao seu redor dereteu apenas com o deslocament. A Lágrima da Alma se alongou em forma de chicote, bifurcando em quatro ramificações finas como agulhas, cada uma delas serpenteando com uma precisão sobrenatural em torno do corpo de Lucke.
Contudo, ele gargalhou.
Erguendo o braço, ele fez seu punho vibrar e girar como uma broca, dissipando as investidas com brutalidade. O impacto foi tão violento que as agulhas da arma quebraram, voltando a se fundir com o punho da guerreira.
A técnica que Lucke usava para gerar aquela vibrações era como uma carapaça que defletia quase tudo o que era lançado contra ele. Defletia e danificava.
“Vai ter que tentar melhor, docinho.” Ele provocou no mesmo instante em que frustrou o ataque da adversária.
Ming Xue rangeu os dentes. Havia uma raiva crescente em seu peito. Uma vontade sem fim de esmagar Lucke e fazê-lo engolir suas língua podre, mas aquela luta tinha um outro lado a ser analisado.
Em vez de apenas querer vencer, Ming Xue precisava entender melhor todo o panorama. Ela já tinha visto Hanzo em ação, e, agora, vendo Lucke, sua mente não podia se dar ao luxo de apenas pensar no que ela queria fazer, mas, sim, no que ela precisava compreender.
“Como a Trindade criou alguém assim?” Ming Xue pensou.
Por mais ardilosos que eles fossem e por mais meios, até então, ocultos, que eles tivessem, criar alguém como Lucke não era algo que podia ser feito simplesmente gastando recursos. Se fosse assim, todas as casas ricas do mundo teríam artistas marciais daquele calibre.
Tentando entender, ela se perguntou pela terceira vez em segundos. Lucke não tinha a disciplina dos seus três criadores, nem a frieza, nem o domínio das dimensões. Mas tinha algo mais… primitivo. Um instinto letal. Ele era como Raya. Mas ainda mais selvagem.
Lucke era habilidoso e ao mesmo tempo relaxado. Ele era debochado, mas sabia muito bem medir a força de uma ameaça e decidir quando desviar, quando defender e quando contra-atacar. Ele sabia chocar, mas sem se expor de verdade.
Aquele homem tinha uma feição de louco, um jeito de louco e uma postura de louco, mas… Ele era muito mais racional do que tentava demonstrar.
E como, em nome de tudo, eles conseguiram escondê-lo até agora?
Alguém daquele nível, principalmente, com aquele comportamento, já deveria ter sido cochichado em algum lugar. Contudo, até agora, eles só escutaram sobre ele uma vez, que foi quando Zao Tian entrou na mente de um alto membro do Olho.
Com muita coisa para pensar e entender, mas com o inimigo ainda diante dela, Ming Xue disparou mais uma vez, invocando três silhuetas. As formas de uma baleia abissal, uma serpente polar e uma medusa das marés surgiram da sua espada.
Gigantescas, as três crias marinhas rugiram no espaço, atravessando os pedaços flutuantes de Askyr em uma ofensiva coordenada e avassaladora.
Lucke viu aqueles monstros avançarem contra ele como uma avalanche e fechou os olhos por um segundo.
"Agora sim..." Ele sussurrou, parecendo estar empolgado.
*Tssssssssssssssssssssssssssss…*
Quando Lucke abriu os olhos, um clarão alaranjado tomou o campo de batalha. Ele, então, explodiu sua energia espiritual em um impulso de fogo e onda vibratória, arrebentando tudo ao seu redor, estraçalhando os sons e despedaçando as três silhuetas com um impacto avassalador.
O ar queimava. As rochas flutuantes tremiam. Fogo, água e vapor se espalharam para todos os lados, enquanto tudo vibrava, como se o próprio espaço estivesse tremendo.
Ming Xue foi arremessada com violência contra um iceberg girando ao longe. A estrutura se partiu com o impacto, espalhando milhares de fragmentos cristalinos. Seu corpo girou por segundos, até que ela cravou a espada em um dos blocos flutuantes e freou o movimento.
Cuspindo uma gota de sangue, ela tocou a lateral da cabeça e sussurrou: "Isso já está me irritando…"
Luck, por sua vez,e agora caminhava com lentidão, como um leão insatisfeito que quer ver a presa correr.
"Você luta bem. De verdade. Por isso vai morrer aqui, e ninguém vai achar seu corpo. Sabe por quê?" Ele esticou os braços enquanto falava, como se apresentasse um espetáculo: "Porque Askyr morreu! Não tem som, não tem luz, não tem plateia! Somos só você e eu! E nesse mundo esquecido… eu sou o único deus!"
Ao escutar aquilo, Ming Xue apertou os olhos e um par de presas começou a se alongar em sua boca. Sua feição mudou, e, enquanto seu corpo tomava uma forma selvagem, sua voz foi ficando animalesca.
"Você fala demais."
Ming Xue deu aquela resposta, que soou como se estivesse saindo da boca de um tigre, e então, ela sumiu.
*Swoosh.*
Desta vez, ela foi de forma séria. Sem testes. Sem medições.
Depois que ela desapareceu, nem Lucke conseguiu rastrear. Um lampejo de energia espiritual atravessou os destroços, e a Lágrima da Alma mudou de novo, agora, se transformando em uma estaca translúcida de gelo e vento, girando com uma força centrífuga absurda, perfurando rochas e criando vórtices em seu rastro.
*Craaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaash…*
Lucke tentou bloquear. Mas o impacto o lançou por quilômetros.
Ele voou pelo espaço, ricocheteando por blocos de gelo e magma congelado. Quando finalmente parou, seu peito estava sangrando. As runas nele vibravam com instabilidade, e, pela primeira vez, ele cerrou os dentes em silêncio.
Ele sentiu o golpe, mas ainda assim, ele sorriu. Um sorriso mais sombrio. Sincero. De quem aceitou o desafio.
