Capítulo UHL 1108 - Lealdade e Respeito
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“Ela vai ter que olhar de novo.”
Hanzo mal terminou a frase já estava sobre Zao Tian, atacando-o.
A Chi no Ken veio em linha reta, cortando o vácuo. De repente, o sangue que antes escorria pela lâmina explodiu para fora, espalhando-se em todas as direções. Em segundos, aquilo deixou de ser uma espada sangrando e virou uma tempestade viva.
*Fshhhhhhhhhhhhhhhhhh.*
As partículas carmesins vibraram, ganharam forma e se transformaram em lâminas flutuantes. Milhares delas. Uma nuvem espessa, orbitando o samurai em velocidade crescente.
Zao Tian reagiu por instinto. Ele girou a Bloody Mary, desviando o primeiro ataque frontal e se abaixando no mesmo movimento. As lâminas de sangue passaram acima dele e cortaram o espaço em tiras finas.
O ruído era agudo, metálico. Cada lâmina se movia com intenção própria, como se o sangue tivesse olhos.
Hanzo girou o corpo. A Chi no Ken riscou um arco e o vácuo respondeu em atraso. O golpe direto veio com força física, e Zao Tian levantou a foice para interceptar.
*Baaaaaaaaaaaang.*
O impacto deslocou ambos. Zao Tian girou no ar e voltou com o pé firme e o olhar fixo no inimigo.
Hanzo não parou. Enquanto a espada se movia com o braço direito, a nuvem de lâminas atacava por ângulos cegos, cortando em trajetórias imprevisíveis.
Era impossível prever todos os vetores.
Zao Tian desviava do que podia, bloqueava o que alcançava, e o sangue o cercava como uma chuva que vinha de todos os lados.
Ele percebeu, em meio à confusão, que cada lâmina tinha um pulso distinto, uma frequência própria, conectada às vontades de Hanzo.
“Ele está sincronizando a espada com o corpo. Cada gota é um fragmento da vontade dele.” Aquele foi um pensamento rápido, um cálculo imediato.
Rapidamente, Zao Tian abaixou a cabeça e ergueu a Bloody Mary de forma diagonal, abrindo espaço entre os golpes.
*Clang. Clang. Clang.*
A sequência seguinte foi brutal.
Hanzo usava o corpo inteiro. Os ombros giravam, o tronco acompanhava, e a força física dele agora comandava o ritmo.
A espada se tornava apenas uma extensão de sua musculatura, não mais um instrumento, mas parte de um sistema.
Cada impacto deslocava massa, ar e energia. Cada passo soava como um trovão.
Zao Tian absorvia, ajustando o corpo a cada centímetro.
Um corte veio de cima. Ele defendeu.
Outro veio de lado. Ele recuou.
O terceiro veio de frente, e ele atacou de volta.
*Claaaaaaaaaaaang.*
O choque fez o sangue que cercava Hanzo reagir. Toda a nuvem se expandiu em um só movimento, e o campo se transformou num redemoinho carmesim. Dentro dele, o som de metal e vento se confundia.
A silhueta de Hanzo desapareceu dentro do turbilhão.
Zao Tian se afastou e fechou os olhos por um instante.
Quando os abriu, sua visão ajustou-se ao padrão de energia do inimigo…
“Cada partícula está sendo comandada por impulso mental direto...” Zao Tian analisou.
Depois, ele concentrou sua energia espiritual e começou a fazer algo parecido com o que Hanzo estava fazendo.
Uma segunda nuvem surgiu naquela batalha, mas não era de sangue, mas, sim , de luz.
Pontos minúsculos começaram a se desprender de seu corpo. Primeiro dezenas, depois centenas, depois milhares.
Micropontos dourados, quase invisíveis, flutuando ao redor de Zao Tian como poeira em um feixe solar.
Mas aquela energia não parecia ser cortante, aquela energia parecia estar comprimida até o limite da estabilidade. Ela era quente, brilhante e bonita a ponto de não parecer ser tão ameaçadora.
Zao Tian então abriu os olhos completamente, e um brilho dourado se espalhou pelo vácuo.
“Vamos ver qual nuvem domina o céu.” Ele falou, convidando Hanzo para mais um duelo no qual os termos foram estabelecidos pelo próprio desafiado.
Hanzo apenas emergiu do redemoinho e avançou. A espada riscou o ar em diagonal, e as lâminas de sangue o seguiram.
Zao Tian girou a Bloody Mary e os micropontos reagiram.
Então… o primeiro contato aconteceu.
*Boooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooom.*
Ao tocar na nuvem carmesim, a nuvem dourada explodiu em pequenas detonações pontuais. Cada ponto de luz, ao toque, gerava uma microexplosão que interrompia o avanço das lâminas carmesins.
Em um único toque, o espaço entre os dois virou um inferno de estalos. Uma quantidade exorbitante de explosões e cortes se alternavam em milésimos de segundo.
Hanzo, ao sentir aquele efeito, recuou imediatamente, com o braço vibrando pela pressão.
“Elas explodem ao contato…” Ele murmurou. E antes que pudesse se afastar mais, Zao Tian atacou.
O movimento da foice veio de baixo, rápido e direto.
Hanzo girou a espada e defendeu com a lateral, e o som ecoou como um trovão de metal.
*Claaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaang.*
Zao Tian empurrou. Hanzo resistiu e usou o vento para girar o corpo, tentando recuperar o ângulo. Mas os micropontos já estavam lá, o acompanhando, girando como uma órbita viva.
O sangue da espada de Hanzo cortou o ar, buscando passar através dos pontos de luz, mas foram todos interceptados, e cada encontro era o estopim de uma nova explosão.
*Boom. Boom. Boom...*
As microdetonações se multiplicaram. Cada uma destruía parte da nuvem carmesim e consumia fragmentos de energia espiritual.
Em segundos, o som ambiente virou uma sequência contínua de impactos. As cores que dominaram tudo foram uma mistura de dourado e vermelho, luz e sangue disputando espaço no vazio.
Zao caminhava para frente, passo a passo, pressionando o adversário.
Hanzo se movia com precisão, tentando manter distância, mas cada tentativa era anulada.
O vento não o protegia mais, pois os micropontos de luz o seguiam, ajustando a trajetória com velocidade absurda.
Zao Tian girou a foice horizontalmente, varrendo em um semicírculo.
Hanzo cruzou a Chi no Ken à frente, bloqueando, e o sangue ao redor tentou reagir.
*Boom. Boom. Boom. Booom…*
As explosões seguiram, uma após a outra, e o espaço virou uma tempestade de luz e som.
Quando o clarão finalmente cessou, ambos estavam em meio à fumaça luminosa.
Hanzo respirava fundo, com o braço tremendo. A espada ainda estava firme, mas coberta por micro fissuras. O sangue restante da nuvem se reagrupava lentamente, como se se reorganizasse após um colapso.
Zao Tian, por outro lado, não parecia cansado. Os micropontos continuavam a sair do seu corpo. Eles se moviam como um enxame coordenado, formando um campo mortal ao seu redor.
“Você transformou o sangue em lâminas.” Zao Tian falou, firme, e explicou: “Então eu transformei a luz em pólvora.”
Hanzo respondeu com o rosto fechado: “Pólvora que vai acabar antes de mim.”
Zao Tian deu de ombros: “Veremos.”
O samurai então moveu o pé e o vento explodiu embaixo dele. Ele avançou de novo, atravessando a névoa dourada. As lâminas restantes da nuvem o seguiam como animais ferozes.
Zao Tian o recebeu com a Bloody Mary em movimento circular.
O impacto seguinte fez o som sumir, e uma onda muda se expandiu.
A explosão subsequente devolveu o ruído de uma só vez.
*Craaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaash.*
As duas forças colidiram com tanta intensidade que o espaço rachou visualmente, como vidro trincado.
Hanzo forçou o corpo, empurrou com toda a força. Zao Tian resistiu, com o braço firme e os olhos frios.
Os micropontos explodiam a cada centímetro, protegendo as aberturas da defesa. O sangue restante reagia, atacando de volta, cortando o ar, tentando encontrar brechas.
As explosões e cortes se misturaram até o som se tornar um zumbido irritante.
Então, Zao Tian decidiu quebrar o ritmo.
Ele girou a foice no ar, cortando o vácuo em um arco descendente. Os micropontos seguiram o movimento, como se fossem guiados pela trajetória da arma, e, por causa disso, cada um deles explodia no mesmo instante, criando uma linha de detonações em sequência.
Hanzo recuou no reflexo, cruzando a espada à frente.
As explosões passaram raspando por ele, abrindo buracos no espaço, e mesmo com a defesa, o impacto o empurrou vários metros para trás.
Ele se estabilizou rapidamente e respondeu.
A Chi no Ken brilhou, e a nuvem de sangue se condensou de novo, agora em uma esfera compacta ao redor da lâmina.
O ar começou a se distorcer. O sangue latejava em ritmo cardíaco. E cada batida ampliava o volume da pressão espiritual.
Zao Tian percebeu o que Hanzo pretendia fazer e comentou: “Ele vai tentar romper tudo de uma vez.”
E ele não podia estar mais certo.
Hanzo deu um passo, e o universo ao redor pareceu se comprimir.
A esfera de sangue explodiu, liberando milhares de lâminas novas, densas, compactas e girando em altíssima velocidade.
Zao Tian ergueu a Bloody Mary e os micropontos se adensaram à frente, formando uma camada translúcida, quase como um escudo de luz viva.
O impacto foi simultâneo.
*Booooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooom.*
As explosões misturadas fizeram o horizonte se apagar por um instante.
Tudo ao redor virou um único clarão.
Os dois dizimaram toda matéria ao redor deles, a milhares de quilômetros de distância.
E quando a luz se dissipou, ambos estavam lá, ainda vivos.
Hanzo, ajoelhado, apoiava-se na espada enquanto arfava. O sangue da espada ainda tremia, mas não voltava a obedecer.
Zao Tian estava de pé, com o corpo ereto enquanto observava em silêncio.
E nesse instante, a voz dele veio calma, mais uma vez: “Agora você sabe. Uma única vida não é o suficiente para você tentar me enfrentar!”
Hanzo ergueu o rosto. O sangue ainda escorria dos cantos da boca, mas o olhar já não era de cansaço. Era de fúria.
“Você…” Ele respirou fundo, apertando a empunhadura da espada: “Você ainda está me testando.”
Zao Tian não respondeu de imediato. A Bloody Mary repousava ao lado do corpo, inclinada, enquanto os micropontos de luz ao redor diminuíam o ritmo, flutuando como brasas cansadas.
“Desde o começo…” Hanzo prosseguiu, com a voz se elevando: “Você está lutando com um limite que não é o seu. Está se segurando. Por quê?”
Zao Tian então ergueu o olhar. E não havia ironia. Nem desprezo. Apenas um silêncio que pesava mais do que qualquer resposta.
Quando ele finalmente falou, sua voz veio baixa, mas cada palavra atravessava o espaço como um corte que atingia a alma: “Porque eu te respeitei.”
Ao escutar aquilo, Hanzo estreitou os olhos, confuso.
“Respeitou?” Ele repetiu, incrédulo: “De quem você acha que está falando?”
“De você.” Zao Tian respondeu, sem hesitar: “Um homem que se manteve fiel. Que lutou e protegeu até o fim. Que acreditou que servir era o mesmo que ter um propósito.”
Depois de dizer aquilo, Zao Tian deu um passo à frente e o brilho dourado ao redor reacendeu, forte, denso.
“Mas o respeito se perde quando a lealdade é cega. Quando se curva a mestres que fogem e deixam seus homens morrerem sozinhos.” Zao Tian continuou.
Hanzo franziu o cenho e respondeu, em tom baixo, rouco: “Você não entende o que significa dever.”
“Entendo melhor do que você pensa.” Zao Tian o interrompeu: “A diferença é que o meu dever não é com covardes.”
Após aquelas palavras caírem, a respiração de Hanzo se acelerou. Ele cerrou os dentes, com os músculos tensionados, e a Chi no Ken reagiu, tremendo como se partilhasse da raiva de seu portador.
“Você está me chamando de servo?” Ele perguntou, entre dentes.
“Não apenas isso.” Zao Tian corrigiu: “Estou dizendo que você serve a quem não merece ser seguido.”
Hanzo deu um passo à frente, com o sangue se agitando à volta, ainda tentando reagir à sua vontade.
“Então por que ainda não acabou comigo?” Hanzo questionou.
Zao Tian girou lentamente a Bloody Mary, observando a lâmina reluzir no reflexo da própria luz.
Depois respondeu: “Porque eu quis dar tempo aos seus mestres.”
Hanzo franziu o cenho, confuso, e perguntou: “Tempo?”
“Tempo para virem te buscar.” Zao Tian explicou: “Tempo para mostrarem que o homem mais leal deles vale alguma coisa. Eu esperava ver um pouco de coragem da parte deles, um pouco de lealdade. Mas eles não vieram. Nem vão vir.”
Após dizer aquilo, o olhar de Zao Tian endureceu, e ele continuou, sem elevar a voz, mas com o peso de uma sentença: “Da última vez, eles correram. E se esconderam como ratos. Agora, nem coragem pra isso tiveram. Eles estão te assistindo morrer, Hanzo. De muito longe… encolhidos em um canto, com os ouvidos tapados e os olhos fechados.”
Após aquela resposta, as pupilas de Hanzo se dilataram. A raiva virou silêncio. Os dedos dele tremeram em torno da empunhadura. E mesmo a espada pareceu perder o pulso por um instante.
Zao Tian então ergueu a Bloody Mary e concluiu, com uma calma mortal: “Então… você está certo… se eles não vão aparecer... você não precisa sofrer mais.”
Quando Zao Tian terminou de dizer aquilo, sua aura se elevou, o vento parou, o sangue tremeu, e até o som pareceu hesitar.
“Está na hora de acabar com todas as vidas que você ainda vai tentar usar.” Zao Tian finalizou.
Nesse momento, o brilho dourado à volta de Zao Tian se acendeu novamente, intenso, como se o próprio espaço fosse feito de luz.
Hanzo, em reação, levantou a Chi no Ken, ofegante, mas firme.
“Rafael…” Calmamente, Zao Tian murmurou o nome de um dos arcanjos, e a luz ao seu redor começou a se comportar de maneira diferente, a foice em sua mão começou a mudar de forma, e ele chamou: “Acorde!”
