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Capítulo UHL 1154 - Pego no Fogo Cruzado

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Tenham uma boa leitura!]


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O pedido de Ye Yang não foi um ato de fraqueza. Foi um ato de sobrevivência. E, por um segundo, pareceu que o coliseu inteiro quis impedir o minuto dele.


Na visão dos elfos, ofendidos, aquele minuto era um privilégio.


Elyndariel tinha concedido. E isso, por si só, doía em muita gente.


Contudo, ninguém se moveu.


Aelthandor observou a cena com o tipo de controle que não precisava mais ser exibido.


Ele não gostava, mas entendia que, naquele ponto, impedir Ye Yang seria transformar a audiência em um motim.


Ye Yang passou pelo círculo central sem pressa, embora todo o corpo dele quisesse correr.


Ele não correu.


Porque correr, ali, era admitir culpa. E ele estava cansado de ser acusado de coisas que nem entendia.


Quando ele cruzou a borda do campo de visão do coliseu, o som do anfiteatro ficou distante.


Ainda havia murmúrios, ainda havia ódio, ainda havia gente tentando digerir o que aconteceu.


Mas já não era sobre a sala. Era sobre o ar que ele finalmente podia puxar de verdade.


Zao Tian se levantou.


O gesto chamou atenção imediata, porque, naquela audiência, cada movimento humano virava um símbolo.


Aelthandor virou o rosto para ele.


Zao Tian não fez discursos. Só falou o que precisava, e falou como alguém que não estava pedindo permissão de verdade: "Meu amigo precisa de mim." 


Um murmúrio veio dos degraus, e Maeryn pareceu pronta para usar aquilo como uma acusação.


Aelthandor, porém, ergueu a mão, e a sala respirou mais devagar.


Ele olhou para Zao Tian e respondeu com a formalidade dura, como se conceder isso fosse manter a estrutura de pé: "Vá."


Ninguém impediu, porque, por mais que quisessem, alguns ali entendiam que forçar um humano cercado pelo próprio grupo seria exatamente o tipo de incidente que o orgulho não conseguiria controlar depois.


Zao Tian passou por Yan Chihuo.


Yan Chihuo falou baixo, sem olhar, como quem ainda estava absorvendo o deslocamento: "Vai com cuidado."


Zao Tian assentiu.


Gins fez uma careta e sussurrou, para ninguém em específico: "Se ele voltar casado, eu vou embora do planeta."


Kyon nem respondeu. Só soltou um ar curto, como se a ideia fosse engraçada demais para merecer palavras.


Zao Tian então saiu do coliseu.


O corredor do lado de fora tinha um clima diferente.


Era limpo, silencioso e estranhamente organizado.


As paredes eram claras, os contornos suaves, e tudo parecia feito para que a voz de alguém nunca precisasse ecoar alto.


A luz ali não vinha de tochas nem de lâmpadas.


Vinha de superfícies que pareciam guardar luminosidade por conta própria, como se o próprio lugar tivesse sido educado para não ficar escuro.


A alguns passos adiante, Ye Yang já estava fora da vista do coliseu.


Zao Tian seguiu sem pressa, porque sabia que, para Ye Yang, ser seguido com afobação seria mais uma coisa esmagando a cabeça.


Quando encontrou o corredor mais largo, Zao Tian o encontrou também.


Ye Yang estava andando de um lado para o outro, num ritmo de um animal preso tentando descobrir onde está a porta.


As mãos dele abriam e fechavam; Os passos dele não tinham direção; Ele parava, encarava o vazio, e depois voltava, como se o cérebro dele estivesse tentando processar uma informação que não cabia no tamanho da própria vida.


Zao Tian parou a uma distância curta.


Ye Yang percebeu de imediato, e virou.


"Você veio mesmo." A frase foi um alívio disfarçado.


Zao Tian respondeu sem ironia: "Claro que eu vim."


Ye Yang soltou um ar e olhou para o chão: "Eu pedi um minuto."


Zao Tian inclinou a cabeça e respondeu: "Eu ouvi."


Ye Yang esfregou o rosto com as duas mãos, como se tentasse apagar o que viu: "E eu ainda não tô respirando direito."


Zao Tian deu um passo pequeno: "Eu entendo."


Ye Yang soltou uma risada curta, sem humor: "Entende nada."


Zao Tian não se ofendeu. Ele só falou com o mesmo tom prático que usava quando o mundo virava do avesso: "As coisas aconteceram rápido demais lá dentro."


"Todo mundo foi pego de surpresa."


Ye Yang apontou para trás, na direção do coliseu, sem nem precisar olhar: "Eu não fui até lá pra isso."


A voz dele saiu mais firme, como se ele precisasse se lembrar da própria função para não enlouquecer: "Eu fui pra te escoltar."


"Para ficar do teu lado."


"Para garantir que ninguém fizesse merda."


Ele olhou para Zao Tian.


"E, do nada, eu virei… isso."


A mão dele fez um gesto indefinido, como se nem ele soubesse nomear o que virou.


Zao Tian assentiu: "Eu sei."


Ye Yang parou de andar por um segundo, como se encontrar a confirmação o ajudasse a não explodir: "Eu… eu não consigo entender."


Zao Tian respondeu, direto: "Eu entendo você."


"Eu não entendo é Elyndariel."


Ye Yang soltou o ar com força, como se aquela frase acertasse o centro do problema: "Eu penso igual."


Ele olhou ao redor, como se o corredor pudesse oferecer uma resposta escondida: "Tem outro motivo por trás daquilo, né?"


Zao Tian não respondeu de imediato. Ele olhou para frente, como se ainda estivesse vendo Elyndariel de pé no coliseu, com a calma de quem escolhe uma guerra e chama de decisão.


Então ele falou: "Eles não são burros."


"E ela…"


Zao Tian balançou a cabeça, sem admiração fácil, mas com reconhecimento de perigo: "Elyndariel é mais inteligente do que o resto."


Ye Yang soltou um som curto pelo nariz: "Isso ajuda muito."


Zao Tian ignorou o sarcasmo: "Eu acho que ela escolheu você por alguns motivos."


Ye Yang ficou imóvel e disse: "Fala."


Zao Tian começou pelo óbvio que, lá dentro, ninguém tinha coragem de dizer em voz alta: "Ela quer que as duas raças se unam."


Ye Yang estreitou os olhos: "Beleza. Isso eu entendi. Do jeito mais violento possível, mas entendi."


Zao Tian continuou: "Mas ela não quer um líder."


Ye Yang piscou: "Como assim?"


Zao Tian respondeu: "Se ela casa com Yan Chihuo, ela casa com uma história."


"Casa com uma bandeira."


"Casa com uma disputa pronta."


Ye Yang soltou um ar: "Disputa de quê?"


Zao Tian olhou para ele como se a resposta fosse tão óbvia que chegava a ser irritante: "Influência."


"Controle."


"Quem fala pelo casal."


"Quem decide o ritmo."


"Quem vira o símbolo."


Ye Yang fez uma careta: "Mas ela é… ela é ela. Não dá pra ela só… mandar?"


Zao Tian respondeu sem rodeios: "É exatamente por isso que ela escolheu você."


Ye Yang abriu a boca, mas não saiu nada de imediato.


Zao Tian explicou, sem pressa, como se estivesse desmontando uma armadilha: "Com você, ela vai ser dominante."


"No sentido prático."


"Ela tem muito mais poder, riqueza, influência, posses, tropas, estrutura."


"Você não traz uma nação formal para cima dela."


"Você não traz uma corte humana inteira exigindo assento ao lado."


Ye Yang passou a mão no cabelo: "Então eu sou… uma escolha segura pra ela mandar em cima?"


Zao Tian não hesitou: "Sim."


Ye Yang ficou parado, sem reação por um instante, e então soltou um riso baixo, incrédulo: "Que maravilha."


Zao Tian relaxou o ombro um pouco e continuou: "Tem mais."


Ye Yang apontou com o queixo e murmurou: "Claro que tem."


Zao Tian prosseguiu: "Elyndariel sabe que várias casas iriam querer estar num casamento, para ser um centro de influência."


Ye Yang franziu o cenho: "Centro de quê?"


Zao Tian respondeu: "A casa que firmasse a união iria virar o novo ponto de gravidade."


"Para os elfos."


"Para a aliança."


"E para todo mundo que está envolvido nisso."


Ye Yang soltou um ar: "Orcs também?"


"Até orcs." Zao Tian respondeu: "E krovackianos."


"O universo inteiro observa essas coisas quando elas mexem no mapa."


Ye Yang ficou alguns segundos em silêncio, tentando imaginar a quantidade de gente que pisaria em qualquer verdade para estar perto do centro.


Zao Tian concluiu o raciocínio: "Se ela deixa uma casa ganhar isso, ela cria uma briga que não acaba."


"Então, em vez de dar esse poder para outra casa…"


Ele olhou para Ye Yang, que concluiu: "Ela tomou pra ela."


"Ela usou a autoridade e fez o casamento acontecer dentro da sua própria casa."


Zao Tian assentiu: "Ela vira a noiva, ela vira o centro."


"E ela impede que qualquer casa use isso como degrau."


Ye Yang engoliu seco: "Tá."


"Isso… isso já é ruim o bastante."


Ele respirou: "Qual é a parte que é pior?"


Zao Tian ficou quieto por um instante, Porque aquela parte era perigosa demais para ser dita sem medir o efeito.


Ye Yang percebeu e reforçou: "Qual é a pior parte?"


Zao Tian respondeu, de forma seca: "Existe um motivo que eu não posso descartar."


Ye Yang apertou os dedos, ansioso: "Fala."


Zao Tian olhou para Ye Yang de cima a baixo só o suficiente para deixar claro o ponto sem precisar desenhar: "Ela pode conhecer Yang Hao."


Ye Yang franziu a testa: "E daí?"


Zao Tian respondeu, e a frase veio como uma lâmina de lógica: "E ela pode querer se apoderar da linhagem dele."


Ye Yang ficou sem reação por um segundo.


Então riu, curto, como se fosse absurdo demais para ser real: "Eu não tenho linhagem de porra nenhuma."


Zao Tian não sorriu: "Você tem."


"Suas características são idênticas."


"As de você e as de Yang Hao."


Ye Yang tentou rebater de imediato, mas Zao Tian continuou, mais preciso: "E os seus olhos…"


Ye Yang ficou quieto, pois aquela parte ele não conseguia negar nem brincando.


Zao Tian completou: "Os olhos de vocês enxergam o espectro da energia espiritual."


"Isso dá percepção e visão acima do comum."


Ye Yang engoliu seco e perguntou: "Elyndariel… poderia querer isso?"


Zao Tian não disse sim como quem acusa. Disse sim como quem aceita uma possibilidade desagradável: "Pode."


Ye Yang ficou parado, e o corredor pareceu ficar mais estreito. Ele olhou para as próprias mãos, como se tivesse acabado de lembrar que tinha um corpo.


Então a pergunta veio, inevitável, meio absurda, meio horrível.


"Você acha que ela seria capaz de…" Ye Yang apontou para os próprios olhos: "Arrancar isso de mim?"


Zao Tian respondeu sem teatralidade: "De certa forma."


Ye Yang arregalou os olhos: "De certa forma?"


Zao Tian explicou: "Não de forma direta."


"Você é capaz de se defender."


"E ela não é estúpida o suficiente para criar um incidente diplomático desse tamanho."


Ye Yang respirou fundo, tenso: "Então como?"


Zao Tian sustentou o olhar: "Ela vai ter seus olhos… através dos filhos."


O corredor pareceu ficar sem ar.


Ye Yang demorou a reagir, como se a frase precisasse dar uma volta inteira na cabeça antes de entrar: "Filhos..."


Zao Tian assentiu: "Filhos com as duas linhagens."


Ye Yang soltou um som baixo, como se fosse um riso quebrado: "Então eu sou… um caminho."


Zao Tian não negou.


Ye Yang encarou Zao Tian, e a compreensão foi aterrissando com peso: "Eu vou ser usado."


Zao Tian respondeu com uma frieza honesta: "Sim."


Ye Yang ficou alguns segundos parado, e então a raiva veio em forma de pergunta, mais do que em forma de grito: "Eu vou ser um marido de mentira?"


Zao Tian manteve a voz igual: "Pode ser."


"Ou pode ser pior."


Ye Yang apertou os dentes: "Pior como?"


Zao Tian falou sem desviar: "Um reprodutor."


A palavra foi suja de propósito.


Não para humilhar, mas para não deixar Ye Yang se enganar.


Ye Yang ficou em silêncio. O rosto dele endureceu de um jeito perigoso, mas não era raiva contra Elyndariel ainda. Era raiva contra o absurdo. Contra o fato de que ele tinha ido para escoltar um amigo e, em meia hora, virou a peça central de um tabuleiro que ele nem sabia existir.


"Então eu não vou ter uma palavra ali." Ele comentou: "Se isso acontecer, eu não vou mandar nada."


Zao Tian assentiu: "Se você entrar como você entrou hoje… não."


Ye Yang passou a mão no rosto de novo.


O ritmo de andar de um lado para o outro voltou por dois passos, e então ele parou.


"E você tá me dizendo isso como se fosse normal." Ele falou.


Zao Tian respondeu: "Eu estou te dizendo isso porque é melhor do que você descobrir quando já estiver preso."


Ye Yang encarou Zao Tian e questionou, confiando no julgamento dele: "E você quer que eu faça o quê?"


Zao Tian não respondeu de imediato. Ele olhou para o corredor, depois para o lado, como se considerasse a quantidade de variáveis que nem ele controlava.


Então voltou para Ye Yang: "Você pode mudar isso."


Ye Yang riu, sem humor: "Eu posso? Como? Eu vou virar rei elfo agora?"


Zao Tian respondeu com calma: "Não. Mas você pode mudar a dinâmica."


Ye Yang estreitou os olhos: "Como?"


Zao Tian falou como quem fala de luta, porque era onde Ye Yang entendia: "Independentemente das circunstâncias que deram início à união…"


"Num casamento, as coisas mudam. Porque ninguém controla tudo o tempo todo."


Ye Yang olhou para ele, desconfiado, mas ouvindo.


Zao Tian continuou: "Você acha que Elyndariel escolhe alguém achando que vai controlar cem por cento do tempo?"


Ye Yang não respondeu.


Zao Tian respondeu por ele: "Ela sabe que não."


"Ela sabe que casamento é convivência."


"É atrito."


"É rotina."


"É a parte do poder que não aparece em audiências."


Ye Yang ainda parecia travado, mas a raiva começou a ganhar direção: "Então você tá dizendo que eu posso…"


Ele não completou, porque a coisa que ele estava pensando soava ridícula demais para dizer.


Zao Tian completou por ele, sem vergonha: "Você pode se provar capaz de dominar o casamento em todos os sentidos."


Ye Yang arregalou os olhos: "Todos os sentidos?"


Zao Tian não sorriu: "Todos."


Ye Yang ficou em silêncio por dois segundos.


Então soltou um ar que parecia metade riso, metade incredulidade: "Você tá maluco."


Zao Tian respondeu sem alterar a voz: "Eu estou sendo prático."


Ye Yang abriu a boca, fechou, e finalmente conseguiu falar o que estava esmagando ele desde o começo: "Mas eu não queria isso."


Zao Tian assentiu: "Eu sei."


Ye Yang apontou para trás, de novo, como se o coliseu ainda estivesse grudado nele: "E eu tô num lugar onde se eu tremo, eles me chamam de insolente."


"Se eu penso, eles dizem que eu estou recusando."


"Se eu falo, eles distorcem."


Zao Tian respondeu: "Eu sei."


Ye Yang bufou: "E se ela fez isso pensando em filhos… pensando em porras de olhos… pensando em linhagem…"


A voz dele ficou mais baixa, mais séria: "Eu não sou um maldito brinquedo."


 "Então não seja." Zao Tian olhou nos olhos dele e respondeu: "Continue sendo quem você é."


Ye Yang respondeu: "Quem eu sou não é suficiente para esse tipo de jogo, irmão. Eu não fui moldado para isso."


Zao Tian respondeu, e a frase veio sem romantismo: "Você foi criado para ser um experimento, e olha só onde está agora… Você tem um propósito, mas ainda pensa que não é o suficiente!?."


Ye Yang ficou parado, respirando, como se o cérebro finalmente estivesse encontrando uma linha para se segurar.


Zao Tian deu um passo pequeno, não invadindo, mas estando perto o suficiente para que Ye Yang entendesse que não estava sozinho naquela merda: "Você pediu um minuto…"


"Eu vou te dar esse minuto. Mas quando você voltar lá…"


Zao Tian inclinou a cabeça: "Volte sem pedir desculpas por existir."


Ye Yang encarou Zao Tian: "Você acha mesmo que eu consigo encarar aquilo tudo de novo?"


Zao Tian respondeu: "Você já encarou coisas muito piores."


Ye Yang soltou outro ar, e desta vez não foi riso. Foi um pedaço de coragem voltando para o lugar.


Ele então olhou para o corredor, para a própria mão, para o vazio, e depois enfim falou, mais baixo, como quem admite a própria conclusão: "Então eu vou ser usado… se eu deixar."


Zao Tian assentiu: "Isso mesmo."


Ye Yang ficou quieto. E, pela primeira vez desde que saiu do coliseu, o corpo dele parou de andar de um lado para o outro.


Ele ainda parecia perdido, mas o perdido agora tinha um ponto.


Um ponto onde o laço dói. E onde, se ele escolhesse, ele podia se recusar a ser só um caminho nos planos de alguém.


“Tá.” Ele olhou para Zao Tian, ainda incrédulo, ainda irritado, ainda com a vida inteira fora do lugar, mas concordou, antes de avisar: "Mas depois disso você me deve uma das grandes."


Zao Tian respondeu com a primeira sombra de humor que conseguia permitir: "Eu te devo uma vida, irmão!"


Ye Yang soltou um som curto e balançou a cabeça: "Então vamos voltar."


Só que, antes de dar o primeiro passo, ele parou, e falou, com a seriedade de alguém que acabou de entender a própria situação: "Irmão… se ela tentar me transformar num marido de mentira…"


Ele levantou o rosto: "Eu vou brigar!"


Zao Tian assentiu: "Então brigue!"


Depois, os dois se viraram e caminharam de volta para o coliseu, onde elfos zangados os aguardavam e o futuro de Ye Yang estava amarrado.




O ÚLTIMO HERDEIRO DA LUZ -UHL | NOVEL

© 2020 por Rafael Batista. Orgulhosamente criado com Wix.com

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