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Capítulo UHL 1167 - Outro Nível

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Tenham uma boa leitura!]


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As duas figuras Vaelondir cruzaram o arco de espectadores como flechas.


Elas não vieram para “ajudar”. Vieram para corrigir o que, na cabeça deles, já era um insulto irreversível.


O vento do deserto chicoteava as capas e os cabelos, mas eles não pareciam sentir frio nem poeira. Eles pareciam sentir apenas vergonha… e fome de devolvê-la.


Gu Ren percebeu antes de qualquer um dizer.


O olhar dele saiu de Calenor por um instante e foi até a periferia do céu, onde o movimento se formava como uma decisão coletiva.


Calenor também viu.


E não fez nada.


Ele não ergueu a mão. Não chamou o nome da própria casa. Não tentou preservar a aparência.


O silêncio dele foi um consentimento, e, no rosto dele, havio algo que já não era só raiva… era ruptura.


"Boa." Calenor murmurou, quase para si, como se aquilo fosse o universo finalmente entregando o tipo de morte que ele queria sem que ele precisasse carregar a culpa sozinho.


A primeira Vaelondir, uma mulher, desceu com um raio na mão.


O relâmpago veio como uma lança de luz arrancada do próprio ar, comprimida e lançada com precisão, tentando atravessar Gu Ren antes que ele pudesse se reposicionar.


O segundo, um homem mais pesado, veio com fogo.


As chamas foram lançadas para queimar o oxigênio ao redor de Gu Ren, para roubar ar e o espaço ao mesmo tempo.


Dois ataques.


Dois elementos.


Dois ângulos.


A plateia, suspensa ao longe, reagiu como se o mundo tivesse perdido a última camada de civilidade.


Houve gritos de protesto.


Elyndariel se moveu como quem ia ordenar para aquilo parar, mas a realidade já tinha acelerado.


Ye Yang avançou no ar por instinto.


Momoa abriu um sorriso perigoso.


Zao Tian ergueu uma mão, como aviso silencioso para os seus: ainda não.


Gu Ren, o foco dos ataques, não recuou.


Ele apenas virou o corpo no ar, minimamente, e o vento respondeu, dobrando-se em torno dele como se fosse tecido.


O relâmpago passou, pois o espaço onde deveria acertar não estava mais lá.


O fogo veio logo depois, tentando engolir o lugar vazio e transformá-lo em cinzas.


Gu Ren estendeu a palma, e o ar ao redor do fogo foi arrancado.


A chama perdeu seu combustível e extinguiu como se alguém tivesse soprado um vela.


A Vaelondir do relâmpago pousou no ar de novo, surpresa por meio segundo.


O Vaelondir do fogo fechou a mandíbula, quase trincando os dentes.


E Calenor… Calenor riu.


Um riso sem alegria. Um riso de quem finalmente não precisava mais fingir.


"Agora." Ele disse, alto o suficiente para o círculo ouvir.


E, como se aquela palavra fosse uma senha, outros Vaelondir romperam a formação.


Um.


Dois.


Três.


Logo eram muitos.


E o céu acima do deserto começou a ganhar cores que não pertenciam a um único elemento.


Veio água.


Uma Vaelondir puxou um rio da atmosfera e o comprimiu em lâminas líquidas, chicotes que cortavam por pressão e congelavam por contato.


Veio terra.


Um homem puxou rochas do solo duro e exposto e as transformou em projéteis, colunas, placas que tentavam prender Gu Ren no ar como se o céu tivesse raízes.


Veio escuridão. Como gravidade em pequenas esferas que sugavam vento e tiravam velocidade do espaço ao redor, tentando ancorar Gu Ren e forçá-lo a tomar um golpe limpo.


Veio vida.


Um Vaelondir de aura diferente, mais quente e pesada, avançou com uma força física absurda, regeneração visível nos pequenos cortes que surgiam e sumiam, e uma presença que parecia aumentar o reflexo e o vigor nos companheiros.


Aquele era o tipo de suporte que transformava um grupo em uma matilha.


No centro de tudo, Calenor começou a atacar de verdade.


Não mais com show.


Com intenção.


O som dele virou muitas lâmina.


Ele avançou com a lança e, junto, soltou uma onda aguda que tentou atravessar o crânio de Gu Ren como uma agulha.


Gu Ren desviou, mas agora ele não estava mais apenas desviando de um homem.


Ele estava sendo caçado.


Fogo e relâmpago vinham de cima; Água vinha pelas laterais; Terra tentava prender o ar ao redor dele em blocos e esmagá-lo; Esferas escuras tentavam roubar o vento que era a base do poder dele; E, no meio, o Vaelondir da vida tentava aproximar e tocar, porque bastava um golpe físico, uma contenção mínima, e Calenor teria o instante que queria.


à medida que as coisas continuavam, odeserto abaixo se desmanchava.


A areia já tinha sumido de áreas enormes; O solo duro estava exposto como ossos; E agora até esse osso estava sendo triturado.


Colunas de rocha explodiam; Fendas abriam e fechavam. A rachadura que antes era uma linha passou a ser uma cicatriz profunda.


Ela correu mais longe, atravessando o horizonte de uma vez, como se o planeta estivesse sendo puxado para lados opostos por mãos invisíveis.


E o círculo de espectadores foi obrigado a subir mais.


Muito mais.


Elfos e humanos se afastaram tanto que o combate, lá embaixo, parecia um pequeno núcleo de tempestade… até que a luz de um relâmpago ou a explosão de uma rajada lembrava que aquele “núcleo” ainda podia engolir tudo.


Ming Xue encarou Zao Tian, e, pela primeira vez, havia algo além de análise no olhar dela.


Aquilo era político, sim, mas também era pessoal.


"Agora é sério." Ela disse, sem precisar elevar a voz.


Zao Tian não respondeu de imediato.


Ele estava olhando para o grupo Vaelondir, principalmente para os que estavam mais atrás, hesitando e inquietos.


Não eram só os que tinham entrado.


Era a casa inteira.


A indignação deles vinha de um tipo de hierarquia. E aquilo era o tipo de orgulho que não aceitava recuos quando começa a sangrar.


"Eles vão tomar uma decisão burra." Zao Tian disse por fim, e o tom dele não tinha dúvida.


Ming Xue acompanhou o movimento de outro Vaelondir que estava prestes a entrar no campo: "Eles já tomaram."


No meio do caos, Gu Ren parou de punir com delicadeza.


A expressão dele mudou.


Ela não ficou furiosa.


Ficou… vazia.


Como se uma parte dele tivesse se desligado do contexto geral.


O duelo tinha acabado.


Agora, aquilo era uma clara tentativa de execução.


E ele não tinha mais motivo nenhum para se segurar.


Gu Ren subiu mais alto de uma vez, fugindo do cerco por um instante.


O vento se concentrou ao redor dele, e, pela primeira vez, a aura dele cresceu de modo mais perceptível.


Foi algo como uma pressão, um peso no peito de quem assistia.


Alguns elfos sentiram o estômago revirar. Outros arregalaram os olhos. Porque aquela presença não era a de um humano “talentoso”...


Era a presença de algo que estava sendo contido por escolha.


Calenor viu. E a loucura no rosto dele se aprofundou.


"Matem-no!" Ele gritou para os seus, e a palavra foi o que faltava para arrancar qualquer resto de prudência.


O Vaelondir da vida rugiu e avançou com velocidade absurda, tentando ser o primeiro a tocar Gu Ren e fixá-lo em um ponto onde todos pudessem atacá-lo de uma só vez.


A Vaelondir do relâmpago desceu junto, tentando cercá-lo e prender com eletricidade o espaço ao redor, como uma jaula.


A água veio em correntes grossas, tentando congelar e solidificar o ar.


A terra subiu em placas imensas.


A escuridão expandiu as esferas, tentando engolir tudo e usar a gravidamente para restringir os movimentos.


E o fogo… o fogo veio para matar, queimando o próprio céu ao redor.


Gu Ren, por sua vez, baixou o olhar para todos eles. E, no meio do ar, levou a mão ao vazio ao lado do corpo, como se tocasse algo que já estava ali.


O espaço respondeu instantaneamente.


Uma lança surgiu, mas não era metal comum.


Não era arma de vitrine.


A lança tinha presença. Ela parecia existir com um “peso” que não era físico. Como se fosse parte de algo maior do que matéria.


A própria forma era limpa e inevitável, e ainda assim antiga, como se tivesse sido criada para atravessar eras e não só carne.


O nome dela não foi anunciado.


Não precisou.


O universo, ali, reconheceu.


Pequena Brisa.


E o choque nos elfos foi imediato.


Até casas grandes, acostumadas a tesouros e lendas, perderam a postura por um segundo. Porque aquilo era uma Arma do Espírito.


O tipo de arma que não se compra. Não se rouba. Não se forja em série.


Um ‘detalhe’ que fez as arcas de Gilgamesh parecerem, por um instante, apenas “um arsenal”…


Era algo que nem no Arsenal existia pronto.


As arcas que Zao Tian deu a Elyndariel tinham lendas.


Mas aquela lança tinha alma.


E, ao sacar a Pequena Brisa, Gu Ren mudou.


O que aconteceu com ele foi uma… resposta biológica.


O corpo dele se contraiu e expandiu em um ritmo curto, como se uma estrutura interna fosse rearranjada.


A pele não virou uma pelagem inteira, mas marcas brancas surgiram, e a musculatura ganhou densidade.


As unhas alongaram; Os olhos dele ficaram mais claros, mais predatórios; E, por trás do rosto humano, apareceu o traço do tigre branco.


Uma forma híbrida.


Uma coisa que não era fantasia.


Era linhagem.


Era técnica.


Era uma escolha de combate.


A aura dele subiu. Desta vez, não como uma pressão suave.


Subiu como tempestade.


O vento do deserto, que antes tinha sido um brinquedo e uma ferramenta, virou um mar inteiro se levantando.


Os Vaelondir, mesmo os mais corajosos, hesitaram por um segundo.


E esse segundo foi tudo.


Gu Ren desceu.


E quase ninguém viu.


A lança que ele portava cortou o ar e, com ela, veio uma rajada que não era uma lâmina simples, nem as explosões de antes.


Era um corredor de alta pressão tão puro que parecia apagar gases no caminho e substituí-los por vazio.


A escuridão tentou engolir o movimento, atrasá-lo.


A lança, contudo, atravessou a zona densa e a partiu ao meio.


O relâmpago tentou prender, mas o vento de Gu Ren desviou o arco elétrico, como quem dobra uma corda.


A água tentou congelar, mas o ar rarefeito ao redor do golpe impediu qualquer tipo de fixação.


A terra bloqueou como um escudo gigante, mas, em um piscar de olhos, a parede explodiu em fragmentos.


O Vaelondir da vida, confiando no próprio corpo, avançou com os punhos e a regeneração, tentando interceptar na base da força bruta.


Gu Ren, entretanto, não parou. Ele girou o corpo no ar com a violência controlada de um predador e atingiu.


*Splaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaash…*


Um único golpe.


Brutal.


A lança veio de lado, acompanhada por uma pressão que parecia uma garra invisível.


E o membro do Vaelondir… se separou.


Foi um corte limpo, rápido demais para a mente aceitar ou sequer entender o que aconteceu.


O braço saiu do ombro do homem como se a anatomia tivesse sido apenas um detalhe.


O público gritou.


Elfos cobriram as bocas em espanto.


Humanos ficaram tensos na hora, não por medo de Gu Ren, mas porque aquilo era o tipo de cena que casas orgulhosas transformam em juramentos de sangue.


Calenor, ao ver o seu companheiro ter um braço arrancado, não recuou.


Ele ficou pior.


Os olhos dele queimaram, e o sorriso, que já tinha morrido, foi substituído por uma coisa irreconhecível.


Porque agora não era mais pela honra, nem pelo sangue. Era pela sobrevivência.


E Gu Ren, na forma híbrida, com Pequena Brisa na mão,ainda parou no ar uma última vez, sem pressa… como se aquele fosse apenas o primeiro aviso verdadeiro de uma batalha que tinha acabado de começar de novo, mas em outro nível.




O ÚLTIMO HERDEIRO DA LUZ -UHL | NOVEL

© 2020 por Rafael Batista. Orgulhosamente criado com Wix.com

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