Capítulo UHL 1173 - Alma Lavada
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Tenham uma boa leitura!]
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Enquanto Ye Yang começa a criar uma nova história e ficava a sós com Elyndariel, o retorno da comitiva humana a Decarius não teve música.
Teve alívio.
O Vale da Esperança recebeu a comitiva com aquele silêncio confortável de casa, onde ninguém precisa fingir que está impressionado com os próprios passos.
Mesmo assim, o clima não era exatamente leve.
Ainda havia resquícios do castelo, da etiqueta, do deserto rasgado, da sala reservada e das arcas.
Havia coisas demais presas na garganta de todo mundo para o humor surgir sozinho.
Ele precisou ser convocado. E Cruz estava ali para isso.
Cruz e Shara'Kala esperavam no ponto de chegada, como se o Vale tivesse montado um palco só para aquela cobrança.
Shara'Kala estava calada, com aquela paciência tensa de quem já sabia que o primeiro minuto seria um problema.
Cruz, por outro lado, estava com uma exapressão que dizia, sem precisar de som: "vocês me deixaram aqui e eu vou cobrar isso com juros."
O grupo apareceu.
Um a um.
E, quando todo mundo finalmente estabilizou no ar, Cruz já estava dando o primeiro passo.
Era deu o passo como se fosse o dono do assunto.
Ele para Zao Tian, depois varreu o resto com os olhos como quem procura um culpado específico para pendurar numa parede.
Aí ele viu… Raya e Gu Ren, de braços dados.
O cérebro de Cruz pareceu travar por meio segundo, como se a realidade tivesse entregue uma informação errada.
A boca dele abriu devagar, então, ele apontou com o queixo, sem acreditar, e o primeiro som que saiu da sua boca foi honesto demais para ser chamado de falta de educação: "Que porra é aquela?"
Raya nem piscou. Ao escutar aquilo, naquele tom, ela virou o rosto para ele com a mesma frieza que costumava usar quando alguém tentava negociar com ela.
"Você não tem nada a ver com isso, moleque!"
Cruz arregalou os olhos e respondeu, ironicamente: "Eu não tenho nada a ver com isso?"
Raya inclinou o queixo, e, sem a necessidade de fingir civilidade, ele pôde voltar a ser a ‘Megera de Fogo’ e responder: "Enfia as suas perguntas no cu, Cruz."
Houve um silêncio curto. Um silêncio de gente cansada demais para fingir surpresa.
Cruz, por sua vez, abriu um sorriso que não era exatamente feliz. Era um sorriso de quem acabou de receber um presente embrulhado em provocação.
"Ah, então tá explicado." Ele comentou, num tom maldoso
Raya estreitou os olhos e questionou: "Explicado o quê?"
Cruz fez um gesto amplo com a mão, como se estivesse desenhando uma teoria científica no ar.
"Eu realmente tô vendo que tem coisa sendo enfiada em alguns lugares." Ele deu um passo, apontando com o dedo, sem nenhum pudor: "Mas não é em mim."
Tudo ficou ligeiramente mais silencioso do que deveria.
Ming Xue desviou o olhar por um instante, não por vergonha, mas por previsão.
Momoa soltou um som baixo que poderia ser um riso ou um suspiro.
Zao Tian ficou parado, com aquela calma de quem já estava decidindo se deixava a cena acontecer por educação ou se cortava na raiz.
Raya, porém, não esperou decisão de ninguém.
O fogo dela subiu de acordo com o seu temperamento.
"Vamos ver se você repete isso." Ela disse, com a voz macia demais para ser calma: "Repete, Cruz."
Cruz abriu os braços e comentou: "Ué. Eu só estou descrevendo o que vejo."
Raya apenas avançou.
Não foi um avanço bonito. Foi um avanço de alguém que não queria mais falar, mas, sim, matar.
Contudo, antes que ela chegasse, Yan Chihuo apareceu no caminho como se já estivesse esperando exatamente aquilo.
Ele colocou o corpo no meio e segurou um braço dela com um gesto firme, simples, sem esforço.
"Raya." Yan Chihuo disse.
Só isso.
O nome, sem mais nada, como uma ordem que não precisava de ameaça.
Raya tentou puxar o braço uma vez, por impulso, mas não conseguiu.
"Solta." Ela rosnou.
Yan Chihuo manteve o tom igual e pediu: "Não arrume a segunda briga do dia."
Assim que escutou aquilo, Cruz inclinou o rosto, olhando para Yan Chihuo, e a curiosidade dele acendeu com a velocidade de alguém que vive de caos.
"Segunda briga do dia?" Ele virou a cabeça para o resto do grupo enquanto fazia a pergunta: "Que história de briga é essa?"
Foi aí que o clima travou.
Porque ninguém ali era burro.
Todo mundo entendeu, ao mesmo tempo, que a resposta daria a Cruz exatamente o que ele precisava para transformar a chegada num circo.
Zao Tian olhou para Ming Xue.
Ming Xue olhou para Zao Tian.
Um diálogo inteiro aconteceu sem nenhuma palavra, e o resultado foi simples: tanto faz, ele vai descobrir de um jeito ou de outro.
Momoa foi o primeiro a desistir do controle da narrativa, porque Momoa não tem vocação para segurar informações por delicadeza.
"Teve uma confusão." Ele disse.
Os olhos de Cruz se estreitaram e ele perguntou: "Confusão onde?"
"No casamento." Momoa respondeu.
Cruz pareceu não entender.
Ele piscou uma vez.
Depois piscou de novo.
E a testa dele franziu como se o universo tivesse cometido um erro muito grave.
"Não." Ele alongou aquela palavra, de forma sarcástica.
Momoa ergueu um ombro e respondeu, quase contente: "Sim."
Cruz abriu a boca.
Fechou.
Abriu de novo.
"Vocês tão dizendo que teve uma briga… no casamento… e eu não fui?" Ele questionou.
Raya tentou falar, ainda contida por Yan Chihuo: "Não foi por escolha sua, lembra?"
Cruz nem olhou para ela. Ele estava olhando para Gu Ren como se tentasse confirmar se aquilo era uma piada organizada.
"Quem brigou?" Ele perguntou.
O grupo ficou quieto por mais um segundo, como se estivessem escolhendo qual parte mataria mais rápido.
Zao Tian então falou, sem enrolar mais: "Gu Ren."
Cruz congelou. Literalmente congelou.
A boca ficou entreaberta; Os olhos ficaram grandes demais para o rosto; E, por um instante, a expressão dele foi de pura incredulidade.
"Gu Ren?" Cruz ele murmurou.
Gu Ren não disse nada. Ele só olhou para Cruz do jeito de sempre.
Um jeito que, normalmente, encerraria qualquer conversa.
Só que Cruz não tinha bom senso algum para ser encerrado.
"Você brigou no casamento?" Cruz perguntou, só para confirmar, enquanto um meio sorriso surgia no canto de sua boca.
Gu Ren respondeu com a mesma economia que usaria para confirmar o clima: "Sim."
Cruz olhou para Raya.
Depois para Gu Ren.
Depois para o grupo.
"E Raya está de braço dado com você…" Ele enumerou.
"Sim." Gu Ren disse de novo, como se a repetição fosse um castigo.
Cruz apontou para os dois, com o dedo tremendo de excitação: "Então…"
Ele respirou fundo, e aquela respiração parecia o início de um show: "Então a briga foi por causa dela…"
Nesse momento, Raya puxou o braço de Yan Chihuo outra vez, tentando escapar.
"Não foi ‘por causa’ de ninguém!" Ela disparou: "Foi porque uns elfos acharam que podiam…"
"Foi por causa dela." Momoa, gostando de para onde a conversa estava caminhando, cortou, sem piedade.
Raya virou o rosto para Momoa com ódio.
"Você é um babaca." Ela xingou
Momoa sorriu e respondeu, gostando do que estava vendo: "Eu só sou sincero."
Cruz ergueu as mãos, como se agradecesse aos céus.
"Não, não, não." Ele falou, rápido, como se estivesse ajeitando as peças do mundo no lugar: "Calma. Eu quero detalhes."
Shara'Kala suspirou e levou a mão à testa.
Foi um gesto lento, pesado, como se ela estivesse pedindo paciência ao universo.
Zao Tian percebeu e comentou, baixo, mais para ela do que para os outros: "Não tinha como fugir disso."
Shara'Kala respondeu sem tirar a mão da testa: "Eu sei."
Cruz apontou para Zao Tian e quase ordenou: "Você. Conta."
Zao Tian manteve o tom calmo.
"Teve uma rusga." Ele disse: "Uma casa importante se sentiu insultada. Eles atacaram. Gu Ren respondeu."
Cruz abriu um sorriso: "Respondeu como?"
"Ele venceu." Zao Tian respondeu.
"Venceu quanto?" Cruz insistiu.
Ming Xiao respondeu, com a mesma objetividade que usaria para explicar uma equação: "Eles saíram de lá muito feridos."
Cruz estreitou os olhos: "Feridos tipo… cortes?"
Gins olhou para Cruz como se estivesse cansado só de existir naquela conversa: "Feridos tipo… faltando alguns pedaços."
Cruz parou de respirar por um instante.
A cara dele ficou séria.
Séria demais.
Séria como se a mente dele tivesse levado um choque.
"Faltando?" Ele perguntou, só para confirmar.
Ming Xue respondeu, sem emoção: "Membros."
Um silêncio pesado tomou conta do ambiente. Foi um daqueles silêncios que poderiam virar tensão…
Se Cruz não fosse Cruz.
Ele apontou para Gu Ren com o dedo, devagar, como se estivesse confirmando a identidade de alguém em um tribunal: "Você…"
Gu Ren não desviou o olhar.
"Deixou elfos sem braços." Cruz falou.
Gu Ren respondeu com frieza: "Sim."
Cruz virou para Raya e comentou: "Por causa do seu rabo de saia."
Raya tentou avançar de novo, e Yan Chihuo segurou com mais firmeza.
"Eu juro por tudo que eu vou…" Ela ameaçou.
Yan Chihuo falou no ouvido dela, baixo, mas o grupo inteiro ouviu do mesmo jeito: "Raya."
Ela travou. Ainda com raiva, mas travou.
Cruz ficou olhando para todo mundo, e, por um segundo, pareceu que ele ia dizer algo cruel.
Algo realmente venenoso.
Só que ele não disse.
Ele começou a rir.
Primeiro foi um som baixo, quase como alguém se segurando.
Depois aumentou.
E aumentou mais.
E, quando finalmente explodiu, foi uma gargalhada tão alta e tão descontrolada que até o Vale da Esperança pareceu ofendido.
Cruz dobrou o corpo no ar de tanto rir.
Ele bateu uma mão na própria coxa como se estivesse assistindo a melhor peça já escrita.
Os ombros dele tremiam.
Os olhos lacrimejaram.
Shara'Kala fechou os olhos por um instante.
"Eu sabia." Ela murmurou.
Cruz apontou para o grupo entre as risadas.
"Eu…" Ele puxou ar, tentando falar, mas não conseguiu.
Então ele riu um pouco mais.
"Eu não fui no casamento…" Ele tentou de novo, e a voz saiu entrecortada: "Porque vocês falaram…"
Cruz virou a cabeça para Zao Tian, ainda rindo: "‘Cruz, não vai, você vai arrumar confusão, você vai estragar a cerimônia, você vai brigar com alguém, você vai…’"
Ele abriu os braços como se estivesse reproduzindo uma cena.
"E quem foi que fez merda?" Cruz apontou para Gu Ren com a mão inteira, como se estivesse apresentando um vencedor.
"Quem foi que estragou a cerimônia?" Ele riu mais alto.
"Foi o perfeitinho!" Ele sacramentou.
Gu Ren fechou os olhos por meio segundo, como se aquilo fosse um castigo inevitável.
Cruz continuou, praticamente em transe: "O homem que não faz nada de errado!"
Depois, ele deu um passo, encarando Gu Ren como se Gu Ren tivesse traído um código sagrado.
"O homem que respira certo!" Ele pontuou ironicamente: “O homem que peida cheiroso!”
Raya soltou um som irritado, tentando interromper: "Ele não…"
Cruz levantou a mão para ela, sem olhar, e pediu: "Cala a boca, Raya, eu tô vivendo um sonho aqui."
Raya arregalou os olhos e cerrou os dentes na mesma hora: "Você mandou eu calar a boca?"
Cruz olhou para ela pela primeira vez desde a gargalhada, e o sorriso dele ficou afiado.
"Sim." Ele disse, antes de explicar, do jeito dele: "Porque você está tentando atrapalhar o momento mais bonito da minha vida."
Raya tentou se soltar de Yan Chihuo de novo.
"Solta! Solta agora!" Ela pediu.
Yan Chihuo não soltou.
"Raya..." Ele repetiu.
Ela parou outra vez, tremendo de raiva, mas obedecendo Yan Chihuo, seu mestre.
Cruz, por sua vez, voltou para Gu Ren, rindo de novo.
"Eu daria tudo o que eu tenho pra estar lá." Ele abriu os braços, de forma teatral: "Tudo."
Ele então apontou para Zao Tian, acusando: "Eu teria feito questão de sentar na primeira fileira."
Depois ele apontou para Ming Xue: "Eu teria levado pipoca."
Apontou para Momoa: "Eu teria apostado no Gu Ren, óbvio."
Depois apontou para Raya: "E eu teria jogado a pipoca na Raya quando ela abrisse a boca."
Raya fez uma cara que poderia incendiar uma cidade, mas Cruz voltou a rir.
"Vocês me deixaram aqui…" Ele respirou fundo, tentando recuperar algum controle: "E foi ele."
Cruz apontou para Gu Ren com os olhos brilhando: "Foi ele que brigou."
Ele balançou a cabeça, em êxtase: "Por causa de um rabo de saia."
Gu Ren finalmente falou, num tom que não era bravo, mas era um aviso: "Você já terminou?"
Cruz olhou para ele, e a risada voltou como se aquela pergunta fosse o combustível que precisava.
"Terminei nada!" Ele disse: "Eu estou só começando!"
Shara'Kala abriu os olhos e falou, com a calma pesada de quem já viu Cruz destruir conversas por esporte: "Cruz."
Ele virou o rosto para ela, ainda rindo.
"Eu sei." Ele disse, como se entendesse a tentativa de controle: "Você está com vergonha."
Shara'Kala fechou o rosto.
"Não." Ela respondeu. "Eu estou cansada."
Cruz apontou para ela com carinho, como se fosse uma verdade partilhada: "Eu também estou cansado."
Ele abriu um sorriso grande, e completou: "De não me levarem pra lugar nenhum porque eu sou ‘um problema’."
Ele fez aspas no ar com os dedos.
"E aí o Gu Ren vai…" Cruz fez uma pausa dramática.
"E dá uma surra em algum elfo importante." Ele olhou para Zao Tian acusando: "No casamento."
Zao Tian suspirou e respondeu, coçando a nuca: "Não foi bem assim."
Cruz estreitou os olhos, divertido: "Foi pior?"
Momoa respondeu, sem pensar: "Foi."
Cruz gritou de rir de novo.
"Eu sabia!" Ele apontou para Momoa: "Eu sabia que você ia ser o único honesto!"
Momoa ergueu a taça que roubou do casamento, como se brindasse: "Eu sempre sou."
Cruz voltou para Gu Ren. A risada dele diminuiu um pouco, e a voz veio num tom quase ofendido: "Eu queria só entender uma coisa."
Gu Ren ergueu uma sobrancelha.
"Você brigou… por ela?" Cruz perguntou.
Raya abriu a boca, mas Gu Ren respondeu antes: "Eu briguei porque eles atacaram."
Cruz inclinou o rosto: "E por que eles atacaram?"
Gu Ren ficou em silêncio por um segundo.
Não foi um silêncio de dúvida. Foi um silêncio de quem sabe que qualquer resposta vai ser usada contra ele no tribunal da loucura.
Raya respondeu por ele, e o tom foi veneno puro: "Porque eles acharam que eu era propriedade deles."
Cruz olhou para Raya.
Depois para Gu Ren.
Depois abriu um sorriso devagar.
"Então você brigou por ela."
Raya rosnou: "Você é insuportável."
Cruz deu de ombros, como o dono da verdade: "Eu sou coerente."
Ele virou para Zao Tian, com o dedo em acusação. "E vocês..."
O sorriso dele voltou, grande demais: "Vocês me deixaram aqui pra ‘evitar uma confusão’."
Ele apontou para Gu Ren: "E o Gu Ren foi lá e fez uma confusão histórica."
Cruz abriu os braços e desabafou: "Hoje, eu tô de alma lavada."
Shara'Kala respirou fundo.
"Eu sabia." Ela repetiu.
Cruz se aproximou de Shara'Kala, e, por um segundo, pareceu quase lúcido.
"Você sabe o que é pior?" Ele perguntou, numa voz mais baixa, como se fosse confidência.
Shara'Kala respondeu sem esperança: Não, mas você vai me dizer de qualquer jeito."
Cruz sorriu e afirmou: "O pior é que eu teria sido educado."
O grupo inteiro travou, como se aquilo fosse a mentira mais absurda já dita em Decarius.
Cruz levantou as mãos, defendendo-se.
"Eu juro." Ele disse: "Eu teria sido um convidado exemplar."
Raya soltou um riso seco, agressivo: "Você?"
Cruz apontou para ela e respondeu: "Eu teria sido melhor do que você."
Raya tentou avançar de novo.
Yan Chihuo segurou.
"Eu vou te matar." Raya disse.
Cruz abriu um sorriso de quem acha isso romântico: "Porque você não mata outro elfo?"
Depois daquela provocação, ele virou para Zao Tian de novo, como se lembrasse de algo importante: "Então..."
Zao Tian já estava com a paciência no limite: "Então o quê, Cruz?"
Cruz apontou para o Vale: "No próximo casamento…"
Ele ergueu a mão, jurando como se fosse um pacto sagrado: "Eu vou."
Shara'Kala fechou os olhos.
"Não vai." Ela disse, simples.
Cruz virou para ela, indignado: "Eu vou sim."
Shara'Kala respondeu com a mesma calma de sempre: "Não vai."
Cruz olhou para o grupo, buscando apoio.
Ninguém deu.
Cruz ficou parado por um segundo. Depois abriu um sorriso lento.
"Tá." Ele disse: "Então eu vou fazer um casamento aqui."
Zao Tian ergueu uma sobrancelha e questionou: "Você vai fazer o quê?"
Cruz apontou para o céu, como se já estivesse planejando a decoração: "Um casamento."
Raya arregalou os olhos: "De quem?"
Cruz apontou para Gu Ren e Raya e respondeu: "Deles."
O grupo inteiro ficou quieto.
Raya travou, porém, dessa vez, ela respondeu de uma forma nada agressiva: “Hum…”
“Espera aí…” Gu Ren, ao ver aquela mudança em Raya, arregalou os olhos e perguntou: “Agora vocês viraram amigos?”
Raya olhou para ele, depois para Cruz, e comentou: “Até que ele não é tão chato assim…”
