Capítulo UHL 1176 - Uma Nova Voz
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Tenham uma boa leitura!]
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O céu de Uhr'Gal continuava carregando uma segunda lua verde, e, com ela, a sensação de que o planeta inteiro estava sob uma atenção que parecianão piscar.
A linha defensiva permanecia em revezamento.
Guerreiros subiam e desciam enquanto a disciplina se esforçava para não virar superstição.
E o silêncio… o silêncio era a coisa que mais cansava.
Não havia choque.
Não havia explosão.
Não havia ataque.
Havia apenas o fato daquela massa colossal estar lá, estacionada a poucos milhares de quilômetros, sem palavras, sem gestos, sem concessões.
Zargoth continuava acima, na camada mais alta, junto dos generais e dos postos de comando.
Ele falava pouco. A cada intervalo, Zargoth repetia o mesmo conjunto de ordens, como se a repetição fosse o único muro que ele podia erguer entre Uhr'Gal e o pânico.
"Ninguém ataca."
"Ninguém provoca."
"Ninguém faz nenhuma estupidez."
E, mesmo assim, a pressão se acumulava.
A pressão não vinha do inimigo, mas de não saber o que era, de fato, aquela situação.
Lá embaixo, dentro das fortalezas e dos corredores internos, o planeta tentava continuar existindo.
Servos corriam; Ferreiros trabalhavam; Mensageiros atravessavam as ruas e o céu em disparada. E, entre tudo isso, havia um humano andando como se ele fosse o único que ainda não tinha entendido que, naquele dia, o céu tinha virado uma parede.
Zao Rei não era um guerreiro.
Não era um cultivador.
Não tinha aura para se impor.
COntudo, ele tinha uma coisa que, em Uhr'Gal, era quase tão poderosa quanto a força.
Teimosia.
Ele surgiu diante de um posto de vigilância interno, perto de um corredor que levava aos pontos de comunicação mais rápidos.
Um orc o viu, reconheceu, e fez o que estava fazendo com qualquer pessoa que tentasse atrapalhar.
Ignorou.
Zao Rei respirou fundo, apertou o amuleto de comunicação que tinha permissão para portar desde a troca de reféns, e falou com o tom mais firme que conseguiu sustentar: "Eu preciso falar com o Khan."
O orc nem virou.
Do outro lado, um mensageiro passou correndo e quase esbarrou nele.
Zao Rei se afastou, segurou o impulso de reclamar e tentou de novo, agora com outro soldado: "Eu preciso falar com Zargoth."
A resposta veio como um rosnado distraído: "Agora não."
"É importante." Zao Rei disse.
"Nada é mais importante do que aquilo no céu." O orc respondeu, apontando para cima sem olhar.
Zao Rei seguiu o dedo, viu a luz verde difusa refletida nas pedras, e sentiu o estômago embrulhar.
Ele sabia que aquilo não era “um evento”. Era uma ferida no mapa.
Mesmo assim, ele insistiu: "Eu posso ajudar a entender o que está acontecendo."
O orc riu, seco, como se tivesse ouvido uma piada ruim no pior momento possível.
"Você é um humano sem cultivo.” Ele falou.
Zao Rei abriu a boca para rebater, mas se conteve.
Ele já tinha aprendido que vencer discussões com orcs não era sobre lógica. Era sobre não dar motivo para eles te jogarem numa parede.
"Eu sei o que eu sou." Ele respondeu, e forçou calma na voz: "Mas eu também sei o que eu ouvi."
"Então guarda no bolso." O orc cortou: "A gente não tem tempo para ouvir."
Zao Rei respirou, olhou para o corredor, olhou para os postos, e percebeu que a única chance dele não era ser respeitoso…
Era ser chato o suficiente para virar um problema administrativo.
Ele, então, andou até o próximo posto.
"E aí?" Ele perguntou.
Um orc o encarou como se estivesse vendo um inseto falando.
Zao Rei apontou para o próprio peito e disse: "Eu preciso falar com o Khan. Agora."
"Não." O orc respondeu.
"Então chame alguém que possa chamar ele." Zao Rei insistiu.
"Não." O orc tornou a negar.
Zao Rei sorriu com a pior gentileza que já usou na vida, antes de avisar: "Então eu não vou sair daqui."
O orc estreitou os olhos e rebateu: "Vai sim."
"Não vou." Zao Rei respondeu, e sentiu o coração bater mais forte: "Eu sou um refém, mas eu não sou um prisioneiro. E eu vou ficar aqui até alguém levar meu recado!"
O orc deu um passo na direção dele.
Zao Rei, por sua vez, não recuou.
Isso, por si só, arrancou um instante de atenção real.
O orc olhou ao redor, irritado, como se estivesse escolhendo entre duas dores.
A dor de arrastar um humano teimoso pelo chão e perder tempo, ou a dor de dar atenção e admitir que um humano conseguiu criar uma fissura na sua rotina.
Ele escolheu a segunda, porque Uhr'Gal estava cheio de problemas maiores do que um orgulho pequeno.
"O que você quer, humano?" O orc perguntou, finalmente.
Zao Rei ajeitou a postura e falou rápido, porque sabia que qualquer segundo era uma chance de ser interrompido: "Eu preciso falar com Zargoth. Eu tenho informações sobre a coisa no céu."
O orc soltou um som de desprezo, antes de questionar: "Informação de quê? Contos? Lendas? Você vai me dizer que ouviu de um velho?"
"Não." Zao Rei respondeu: "Eu vou dizer que isso pode ter ligação com o meu irmão."
A palavra irmão foi o primeiro gancho que não foi ignorado.
O orc franziu a testa.
"Seu irmão…" Ele repetiu, como se quisesse confirmar se entendeu certo.
"Zao Tian." Zao Rei disse.
O orc ficou um segundo parado, porque aquele nome circulava em Uhr'Gal de um jeito diferente.
Não era respeito. Era… cautela.
O orc olhou para o céu, depois olhou para Zao Rei como se quisesse medir se aquilo era uma loucura humana ou sorte.
E decidiu que, naquele dia, era melhor não apostar.
"Espere aqui." Ele rosnou.
Zao Rei assentiu.
O orc se afastou, resmungando, falando com alguém pelo amuleto em voz baixa, como quem não quer que outras pessoas percebam que ele está, de fato, levando aquilo a sério.
Minutos se passaram como horas.
Ao redor, a fortaleza continuava funcionando como se tivesse sido engolida pela urgência. E, acima de tudo, o céu continuava carregando a presença verde, muda, parada, insuportável.
Zao Rei cruzou os braços e ficou ali, imóvel.
Um outro orc passou e o encarou.
"Você ainda tá aqui?"
"Eu disse que não ia sair." Zao Rei respondeu.
O orc bufou: "Você é maluco."
Zao Rei deu de ombros: "Eu sou irmão do Zao Tian."
O orc fez uma careta: "Tá explicado."
Não demorou muito para o mesmo soldado voltar, agora com outra postura.
Ele não estava mais irritado. Estava… contrariado. Como alguém que foi obrigado a incomodar um chefe em um momento errado.
"Você ganhou." O orc disse.
Zao Rei ergueu a sobrancelha e perguntou: "Ganhei o quê?"
"Atenção." O orc respondeu: "O Khan vai descer. Porque disseram pra ele que você não vai calar a boca enquanto não falar."
Zao Rei respirou aliviado, mas não sorriu. Ele sabia que isso não significava que Zargoth o levaria a sério, só significava que Uhr'Gal estava com medo o suficiente para não desprezar possibilidades.
Lá em cima, na camada superior, Zargoth estava de frente para o céu quando o recado chegou.
A primeira reação dele foi não acreditar. Depois foi irritação. Depois foi uma irritação maior ainda, porque parte dele sabia que só um tipo específico de pessoa insistiria assim. E esse tipo específico de pessoa era, infelizmente, próximo demais do que Zao Tian era.
"Ele quer falar comigo?" Zargoth perguntou no amuleto, com um tom que parecia morder.
"Sim, Khan." Respondeu o soldado: "O humano, Zao Rei."
Zargoth apertou a mandíbula: "Agora?"
"Agora." O soldado confirmou: "Ele disse que tem informações sobre o… sobre o céu. E que tem ligação com o irmão dele."
Um general ao lado de Zargoth sussurrou: "Você vai descer?"
Zargoth não tirou os olhos da massa verde.
O Curupira continuava lá.
Sem resposta.
Sem sinal.
Sem concessão.
E era exatamente por isso que qualquer ruído novo virava uma possibilidade.
Zargoth rosnou, ainda encarando o céu: "Se eu desço, e isso decide agir no mesmo instante…"
O general respondeu, rápido: "Ele já está aqui, Khan. Se ele quiser agir, ele agirá com você aqui ou lá embaixo."
Zargoth ficou um segundo em silêncio.
A frase não era reconfortante. Era apenas verdadeira.
Então, ele soltou o ar como se estivesse cuspindo a própria irritação.
"Revezamento total." Zargoth ordenou: "Ninguém muda a formação por minha causa. Se alguém perder a cabeça, eu arranco ela na mesma hora."
"Sim, Khan." Vozes responderam.
Zargoth desceu.
A sensação de descer naquele dia era estranha, porque o céu parecia mais baixo, como se o planeta inteiro estivesse comprimido.
Quando ele pousou nos corredores internos e atravessou o ponto de comunicação, os orcs abriram caminho sem cerimônia, mas com aquela atenção que um Khan exige.
Zao Rei já estava esperando, de braços cruzados.
A postura dele não era desafiadora. Era só… firme.
O tipo de firmeza irritante de alguém que sabe que não tem força, então usa a insistência como arma.
Zargoth parou diante dele e olhou de cima.
Não foi um olhar violento, mas foi um olhar que dizia: eu tenho um planeta na mão, por que você está me fazendo perder tempo?
"O que você quer?" Zargoth perguntou, e o desprezo não foi escondido: "Fale logo."
Zao Rei respirou fundo e abaixou a cabeça um pouco, como sinal de respeito.
"Eu peço desculpas por insistir." Ele disse: "Eu sei que o senhor tem… tudo isso."
Ele apontou com o queixo para o teto, e a sombra verde parecia pesar mesmo dentro da fortaleza.
Zargoth não se comoveu: "Então por que insistiu?"
"Porque eu já ouvi falar disso antes." Zao Rei respondeu.
Zargoth soltou um som curto, irritado.
"Histórias são contadas em todo lugar." Ele disse: "Eu não tenho tempo pra ouvir mais uma. Eu tenho um deus do tamanho de um mundo parado no meu céu."
Zao Rei não recuou.
"Eu sei." Ele disse: "E eu não estou trazendo um conto."
Zargoth estreitou os olhos.
Zao Rei continuou, e a voz dele ficou um pouco mais firme: "Eu estou trazendo um relato de alguém que… de certa forma… interagiu com ele."
O ar mudou, porque aquela frase era específica demais para ser descartada.
Zargoth deu um passo, mais perto, e a voz dele perdeu um pouco do desprezo.
"Que tipo de interação?" Ele perguntou.
Zao Rei hesitou meio segundo.
Não por medo de Zargoth, mas por entender que aquilo era grande demais para ser jogado de qualquer jeito.
Ele falou, enfim, com cuidado.
"Não fui eu, obviamente." Ele disse: "Foi o meu irmão. Zao Tian."
Zargoth travou o maxilar.
A irritação voltou, mas agora ela estava misturada com atenção real.
"Você disse que tem informações." Zargoth rosnou: "Então diga."
Zao Rei assentiu.
"Eu preciso que o senhor chame meu irmão." Ele disse.
Zargoth soltou uma risada seca, antes de ironizar: "Você está achando que eu posso só… chamar ele, como se fosse um soldado meu?"
"Não." Zao Rei respondeu: "Eu estou dizendo que isso provavelmente está aqui por causa dele."
A frase atingiu com força.
Zargoth ficou imóvel por um instante longo.
Depois, ele falou, baixo, com uma raiva controlada: "Explique."
Zao Rei respirou fundo e escolheu as palavras como quem atravessa um campo minado.
"Meu irmão me contou algumas coisas." Ele disse: "Da Singularidade."
Zargoth não interrompeu.
Zao Rei continuou: "Ele me contou que, quando resgatou um grupo de humanos… um pelotão… e foi perseguido pelos deuses… ele conheceu uma deusa."
Zargoth franziu o cenho.
"Uma deusa?" Ele repetiu.
Zao Rei balançou a cabeça.
Ele respondeu: "Ele não me deu… muitos detalhes. E eu não vou inventar o que eu não ouvi."
A sinceridade irritante dele, naquele momento, fez Zargoth confiar mais do que queria.
Zao Rei prosseguiu.
"O nome dela era Iara."Eele disse.
O rosto de Zargoth mudou de novo.
Não por medo. Por reconhecimento do peso histórico daquele nome.
Zao Rei viu a reação e apertou o amuleto na mão, como se aquilo desse coragem.
"Ele disse que ela ajudou o grupo dele." Zao Rei continuou: "Eu não sei como. Eu não sei em que circunstância. Mas ela ajudou."
Zargoth encarou Zao Rei com olhos duros.
"Chega." Ele disse: "Vá direto ao ponto."
Zao Rei assentiu e foi: "Quando encontrou com eles, Iara mencionou o irmão dela."
"Ela disse que o irmão dela tinha dado instruções."
Zargoth estreitou os olhos: "Instruções… para quê?"
"Para ajudar aquele grupo de humanos." Zargoth respondeu: "O grupo do meu irmão. Ela disse que ele tinha dito pra ela ajudar… enquanto ele próprio conteria os deuses por algum tempo."
A frase ficou no ar como uma pedra.
Zargoth demorou um segundo para reagir.
Quando reagiu, foi com uma voz mais baixa, mais perigosa: "E você está me dizendo isso agora."
Zao Rei assentiu, sério.
"Eu só estou dizendo porque…" Ele apontou de novo para cima, e parecia que a fortaleza inteira ficou mais pesada: "Isso parece… grande demais pra ser coincidência."
Zargoth ficou em silêncio.
Por um instante, ele voltou a ser menos Khan e mais um orc tentando entender o tamanho do mundo.
Zao Rei aproveitou o silêncio e completou, como quem empurra uma peça até encaixar.
"Se Iara chamou ele de irmão… e se o Curupira é… aquilo…" Ele disse, escolhendo com cuidado: "Então talvez ele tenha vindo atrás do meu irmão. Ou por causa dele, ou por alguma coisa relacionada a ele."
Zargoth finalmente falou, e o tom dele não era mais desprezo.
Era inquietação.
"Você tem certeza do que ouviu?" Ele perguntou
Zao Rei assentiu sem hesitar.
"Eu tenho certeza." Ele respondeu: "Porque foi a primeira vez que eu vi meu irmão falar de um deus sem ironia. Ele não estava contando vantagem. Ele estava… lembrando."
Zargoth apertou os dentes.
Ele olhou ao redor, como se quisesse achar uma resposta nas pedras, mas não achou.
Então ele voltou para Zao Rei e perguntou: "E por que você não disse isso antes?"
Zao Rei soltou o ar.
"Porque nunca houve motivo." Ele respondeu: "Até aquilo aparecer no ceú."
Zargoth ficou quieto.
Ele sabia que aquilo era possível, e sabia, também, que aquilo era exatamente o tipo de coisa que faz um planeta inteiro morrer, se for mal interpretado.
Zao Rei deu um passo pequeno, respeitoso, e abaixou a cabeça de novo.
"Eu não estou aqui para atrapalhar." Ele disse: "Eu estou aqui porque… se isso estiver aqui por causa do meu irmão, talvez falar com ele seja a única coisa que dará algum sentido a esse silêncio."
Zargoth encarou o humano por mais alguns segundos.
O desprezo inicial ainda existia em algum canto, mas tinha sido esmagado pelo peso do céu.
Ele entçao virou o rosto, ativou o amuleto de comunicação e falou com uma voz firme.
"Canal prioritário." Zargoth ordenou: "Eu preciso entrar em contato com Zao Tian."
Uma voz respondeu, do alto: "Khan, agora?"
"Agora." Zargoth repetiu.
Ele hesitou meio segundo e completou, sem explicar demais, porque explicar demais leva ao pânico: "Eu tenho um motivo."
Enquanto isso, Zao Rei ficou parado, sentindo o coração bater rápido.
Zargoth voltou o olhar para ele, como se estivesse avaliando uma peça que ele tinha subestimado.
"E se isso for mentira?" Zargoth perguntou, baixo.
Zao Rei não se ofendeu. Ele apenas respondeu com uma sinceridade simples.
"Então eu perco sua confiança." Ele disse: "Mas se não for… Uhr'Gal pode estar perdendo tempo esperando uma resposta que não vai vir do céu."
Depois de escutar aquilo, Zargoth encarou o teto.
A sombra verde ainda estava lá, imóvel.
Silenciosa.
Insuportável.
E, naquele instante, pela primeira vez desde que aquela coisa parou, o Khan sentiu que tinha algo além da espera.
Não uma solução, mas uma direção.
Ele finalmente falou no amuleto, com a voz mais controlada do que o corpo.
"Zao Tian." Zargoth chamou, e a palavra pareceu atravessar uma distância maior do que o espaço: "Eu preciso falar com você. Agora."
Do lado de dentro da fortaleza, Zao Rei soltou o ar devagar. E ficou esperando, junto com Uhr'Gal inteiro, para ver se, dessa vez, o silêncio seria quebrado por alguém que ainda tinha outro tipo de voz.
