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Capítulo UHL 1183 - Monstro

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Tenham uma boa leitura!]


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Zao Tian ficou imóvel na borda da fenda, existindo ao lado do mundo como uma lâmina encostada no pescoço de alguém que ainda não sabe que vai morrer.


Ele olhou para Samir mais uma vez, caminhando entre os Shui como se estivesse entrando em um lugar que já era dele.


E olhou para os Shui.


Não como pessoas.


Como uma praga com endereço.


A flecha vibrou na mão dele, e a consciência do Curupira pressionou a percepção como uma mão firme, lembrando o que já tinha sido dito: "Escolha."


Zao Tian engoliu seco.


A raiva dele tentou puxar o corpo na direção de Samir, como sempre fazia quando o nome da Trindade encostava na mente dele, mas ele empurrou essa parte para o fundo, com força, como se estivesse fechando uma porta por dentro.


"Família Shui." Ele murmurou.


O som nem precisou atravessar ar.


Foi só uma decisão tomando forma.


"Eu apagarei vocês primeiro."


A flecha tremeu, e o Curupira respondeu de um jeito que não era aprovação, nem carinho, nem consolo.


Era apenas entendimento, como se a criação inteira tivesse aceitado que aquela era a parte feia do trabalho: "Então faça certo!"


Depois de escutar aquilo, Zao Tian não atravessou a fenda.


Não ainda.


Ele não podia chamar atenção. Não podia permitir que qualquer cultivador atento, ali dentro, sentisse uma oscilação, um arrasto de energia no tecido do lugar, aquele tipo de tremor que não precisa de nenhum dom especial para ser notado quando alguém poderoso decide puxar o apocalipse para dentro do corpo.


Ele precisava de um ataque que viesse de uma vez.


Sem ensaio.


Sem aquecimento.


Sem aquela circulação inevitável que, mesmo acontecendo em milésimos de segundos, ainda deixava um rastro que alguém esperto podia ler como uma frase escrita no ar.


E para exterminar a família Shui… não bastava matar uma casa ou um núcleo.


Tinha que ser total.


Nada de sobreviventes.


Nada de fugitivos.


Nada de uma criança carregada por um velho, desaparecendo em um túnel que ele não viu.


Nada de um único cérebro escapando com o que sabia.


Concentrado, Zao Tian fechou os olhos e abriu de novo, e o tempo mudou.


Não o tempo do universo.


O tempo dele.


O mundo do outro lado da fenda continuava se movendo em clima de normalidade, mas na mente de Zao Tian cada passo era uma eternidade curta, onde ele podia construir e destruir mil vezes antes de deixar o primeiro dedo se mexer.


Ele mentalizou o disparo.


O disparo que transformaria tudo em nada.


Ele viu a energia como uma massa bruta puxada do rio, como se o universo fosse um reservatório e ele fosse o canal.


Ele podia usar luz e vida de formas diferentes, e cada variação tinha consequências diferentes.


Contudo, Zao Tian precisou de uma terceira coisa…


Uma mistura que não dava margem para nada respirar depois.


Ele pensou em uma claridade tão intensa que não permitisse que a matéria continuasse sendo matéria.


E pensou em vida sendo usada para reforçar o caminho do golpe, para permitir que ele empurre energia demais por um corpo que não foi feito para isso, sem rasgar a si mesmo ao meio antes do impacto.


O Curupira sentiu a intenção dele e não interrompeu. Só manteve o esconderijo, como se dissesse: enquanto você decidir, ninguém te vê.


Zao Tian calculou a quantidade.


Não só com números, mas com a própria sensação.


Com o tipo de noção que só existe quando alguém já viu mundos quebrarem e sabe o que é pouco e o que é suficiente.


Pouco mataria uma cidade, apagaria um continente, mas ele precisava de algo que não deixasse nem o planeta inteiro.


O alvo, ali, não era só a família.


Era o chão onde eles tinham se enraizado.


O ar que eles respiravam.


O lugar que escondia o segredo deles.


Zao Tian escolheu “muito” de um jeito que não fosse suicídio.


Não o bastante para esgotar tudo e ficar fraco diante do que viria depois… mas o bastante para fazer o corpo dele entender, por alguns minutos, que tinha sido usado como uma arma maior do que deveria suportar.


Ele sentiu o rio de energia espiritual atrás de si como uma presença, como se o universo tivesse um fluxo constante correndo nas costas dele, e ele só precisasse abrir a mão para puxar.


O caminho comum seria deixar a energia entrar, circular, alimentar o corpo inteiro, e depois concentrar na mão direita, empurrando gradativamente até o golpe se formar.


Mas “gradativo”, mesmo para alguém como ele, ainda era um processo longo demais para ser invisível.


Longo demais para não deixar rastro. E rastro era tudo o que os Shui precisavam para fugir.


Então Zao Tian decidiu encurtar o caminho, como se estivesse arrancando um pedaço do próprio corpo e transformando em um tubo direto.


Do rio… para a saída.


Sem passeio.


Sem distribuição.


Sem respiração no meio.


A energia viria pelas costas, entraria como uma pancada única e correria direto para a mão direita, como uma avalanche empurrada por um funil.


O problema era simples e brutal.


Tanta energia passando por um caminho tão curto ia esmagar as veias espirituais no trajeto.


Ia estourar microestruturas que não se regeneram fácil.


Ia destruir o braço dele por dentro.


E, se ele errasse, não seria apenas dor que ele sentiria.


Seria uma perda.


Irreversível.


Zao Tian soltou o ar devagar e usou a afinidade com a vida antes do ataque, não depois. Como se estivesse preparando o próprio corpo para sobreviver ao próprio golpe.


Ele reforçou cada veia que estaria no caminho, como se estivesse amarrando fibra por fibra com uma resistência que não era natural.


Ele empurrou a vida para dentro das células, não para torná-las mais bonitas, mas para torná-las mais resistentes, como se cada uma virasse uma pequena parede que não cede no primeiro impacto.


Ele sentiu a pele do braço formigar por dentro.


Sentiu o ombro ficar pesado, como se tivesse sido preenchido com algo denso.


Sentiu o pulso apertar, como se o corpo já previsse o dano e tentasse fechar a passagem por instinto.


Zao Tian, porém, ignorou.


Ele não tinha tempo para o corpo ter alguma opinião.


Ele precisava de um canal.


E precisava agora.


Samir estava entrando no núcleo e os selos estavam abrindo para ele.


A cidade estava respirando normalidade. E tudo isso ia acabar no mesmo instante em que Zao Tian deixasse o golpe sair.


Mais uma vez, ele mentalizou o trajeto.


Rio nas costas.


Entrada pelo tronco.


Sem circular pelo coração, sem subir pelo pescoço, sem derramar pelo corpo.


Direto para o braço.


Direto para a mão.


Direto para a saída.


Ele viu a energia como um líquido pesado prestes a romper uma represa.


E viu o próprio braço como a represa mais frágil da equação.


Mesmo com vida reforçando tudo, ele sabia que a dor seria absurda, que o braço provavelmente ficaria inutilizado por alguns minutos.


Talvez tremendo, talvez dormente, talvez simplesmente incapaz de obedecer.


Contudo, minutos eram um preço pequeno diante do que os Shui representavam.


A flecha vibrou de novo, e o Curupira falou baixo, como se confirmasse que a janela ainda existia e não duraria muito: "Tem que se agora."


Em resposta, Zao Tian abriu a mão direita, como alguém que está prestes a descarregar um mundo através dos dedos.


Então… ele puxou.


E o rio respondeu.


A energia entrou pelas costas dele com tanta força que foi como um impacto.


Não houve brilho imediato do lado de fora, porque ele não deixou escapar nenhum fio para o ambiente.


Tudo aconteceu por dentro, num silêncio que só existe quando uma catástrofe ainda está presa no corpo de alguém como ele.


Zao Tian sentiu o tronco endurecer, como se a energia estivesse tentando expandir e não encontrasse espaço.


Ele sentiu as veias espirituais gritarem e uma sensação terrível de que tudo iria rasgar.


E então o fluxo correu, rápido demais para ser chamado de “corrida”.


Foi um golpe atravessando a carne por dentro. Uma lâmina de energia abrindo caminho na marra.


Zao Tian manipulou a vida junto, como se estivesse costurando o corpo enquanto ele se rasgava, mantendo tudo inteiro só pelo tempo necessário para o disparo existir.


Ele sentiu o ombro arder.


Sentiu o braço inchar por dentro.


Sentiu o pulso ameaçar falhar.


E, por um instante mínimo, a mente dele registrou algo simples, quase ridículo diante do tamanho do que estava fazendo.


"Depois disso, eu não mexo essa mão."


Ele tinha razão, mas aceitou.


E liberou.


*Booooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooom…*


O disparo saiu da mão direita de Zao Tian sem dar nenhum aviso para o mundo.


Não foi uma esfera lenta.


Não foi um feixe fino.


Foi uma descarga dourada que apagou a ideia de cor antes mesmo de tocar qualquer coisa.


A claridade atravessou o espaço entre a fenda e a cidade como se o caminho não existisse, como se a distância fosse uma mentira que só serve para coisas pequenas.


Antes do impacto, o ar da cidade mudou…


O céu desbotou num único instante.


As sombras morreram, porque não havia mais direção de luz… A luz estava em tudo, como se o mundo inteiro tivesse sido colocado dentro de um forno aberto.


O calor chegou antes da destruição.


Chegou como uma mão invisível esmagando pulmões, como um peso que faz ossos quererem dobrar, como uma pressão que não dá tempo de gritar.


Os primeiros Shui que olharam para cima não entenderam o que estavam vendo.


Eles não tiveram tempo.


A claridade atravessou olhos, pele, carne e roupas.


Alguns viraram pó na hora, como se a existência deles tivesse sido reduzida a uma memória seca, um punhado de nada soprando num vento que não teve tempo de nascer.


Outros, os mais fortes, sentiram o corpo resistir por uma fração mínima, como se a energia espiritual deles tentasse levantar uma parede por reflexo.


E então… eles começaram a derreter.


Eles derreteram como se a própria forma estivesse liquefazendo, escorrendo para lugar nenhum, porque não havia chão capaz de receber aquilo.


A roupa azul virou uma fumaça azulada por um instante, uma última assinatura do que eram, e desapareceu junto com o resto.


As construções não explodiram.


Elas perderam o direito de ser matéria.


As paredes se desfizeram como se alguém tivesse apagado a cola que mantém a realidade junta, o que era pedra virou brilho, o que era metal virou nada, e o que era selo virou mais claridade, porque selo nenhum era capaz de suportar tanto poder.


O disparo atravessou a cidade como um corte que não encontrava resistência.


E finalmente tocou o chão, ou o que restava dele.


Craaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaash…*


O chão, que antes mesmo do impacto já tinha abaixo quase cem metros, começou a se desfazer em sequência.


A terra virou luz, a luz virou calor, e o calor virou um vazio que não tinha poeira para sobrar.


Rios evaporaram antes de terem tempo de correr.


Montanhas perderam o contorno, viraram um brilho opaco e sumiram como se nunca tivessem existido.


O ataque não parou na cidade porque Zao Tian não queria que parasse.


Ele tinha calculado para não sobrar nada. E foi isso que ele fez.


O mundo inteiro reagiu como se estivesse sendo aceso por dentro.


A crosta brilhou, o interior brilhou, tudo brilhou, e por um instante o planeta virou uma bola de luz tão intensa que a ideia de “noite” foi apagada, a ideia de “distância” foi apagada, a ideia de “segredo” foi apagada.


E então a luz também perdeu sentido.


Porque não havia mais nada para iluminar.


O planeta foi destruído até a última partícula de poeira, consumido por um calor que não deixava cinzas, não deixava pedras, não deixava fragmentos flutuando.


O espaço ao redor ficou ofuscante, como se a própria estrela mais próxima tivesse sido puxada para dentro daquele ponto por um segundo e depois arrancada de volta.


O brilho atravessou a fenda, para sair para o lugar onde Zao Tian estava escondido.


E tudo, mesmo do lado de fora, mesmo com apenas um feixe passando, ficou incrivelmente claro.


Zao Tian, que saiu da frente do rebote do próprio ataque, viu o resultado e não sentiu alívio.


Ele sentiu uma calma doente, porque aquilo era necessário.


Ele tinha apagado a família Shui.


Ele tinha apagado a cidade.


Ele tinha apagado o mundo onde eles estavam.


E ainda assim, o nome “Samir” continuava vivo em algum canto do brilho, porque um tumor como aquele não morre fácil.


Samir, de fato, foi pego pelo ataque.


Zao Tian viu isso.


Ele viu o corpo dele ser engolido pela claridade como qualquer outra coisa, sem grito, sem drama, apenas desaparecendo na mesma violência que apagou os Shui.


Por uma fração mínima de segundo, Zao Tian sentiu o gosto de vitória tocar a língua dele.


E então a Pedra do Regresso fez o seu trabalho.


A luz ainda estava lá, ofuscante, queimando o vazio como um sol recém-nascido, quando Samir voltou.


Ele foi cuspido de volta para o mundo por um mecanismo de covardia refinada.


Uma Pedra do Regresso brilhou na mão dele e se despedaçou, e o corpo dele se reconstruiu dentro do clarão como alguém sendo forçado a existir onde não deveria existir.


Samir não teve tempo de processar, mas ele entendeu o suficiente para entrar em pânico. E, no mesmo instante em que voltou, ele fez outra coisa que Zao Tian reconheceu como puro instinto sujo: ele puxou uma das últimas ligações corpóreas.


Um pareamento.


Um vínculo preparado para esse tipo de situação.


Uma troca de lugar com um escravo marcado, em algum canto do universo, alguém que não tinha escolha e que estava ali apenas para ser descartado quando o dono precisasse fugir de uma situação grande demais para enfrentar.


A luz ainda rasgava o espaço quando Samir sumiu de novo, não entrando no Domínio, mas arrancando o próprio corpo do lugar e jogando em outro corpo, em outro ponto, como uma cobra que troca de pele para não morrer.


Por um instante, Zao Tian viu o rastro da troca.


Uma sensação de presença duplicada e depois vazia, como se o universo tivesse engasgado e cuspido um problema em outro lugar.


Samir fugiu.


E a janela fechou junto com ele.


A fenda que ligava Zao Tian à cidade já não mostrava mais nada.


Só brilho se apagando aos poucos, um vazio ainda quente, um ponto onde o universo parecia mais limpo e mais cruel ao mesmo tempo.


Zao Tian tentou se mover.


O braço direito não respondeu.


A dor veio com atraso, como se o corpo tivesse segurado o grito até o trabalho terminar.


Foi uma dor profunda, como se o braço tivesse sido atravessado por uma corrente de metal em brasa.


O ombro pulsou.


O pulso tremeu.


E a mão… a mão parecia uma coisa distante, como se não pertencesse mais a ele por alguns minutos.


Zao Tian rangeu os dentes e segurou a própria raiva junto com a dor, porque agora era isso que ele tinha.


Ele tinha exterminado a família Shui.


E tinha deixado Samir escapar.


O Curupira, ainda lá, falou baixo pela flecha, sem comemoração, sem orgulho: "Você acabou com a doença."


Zao Tian respirou, e a respiração dele pareceu áspera, como se o peito dele também tivesse sido usado como canal.


"Eu deixei um irmão vivo." Ele respondeu, e a frase não era uma desculpa. Era veneno que ele alimentava por dentro.


"O tumor vai continuar correndo." O Curupira disse: "Mas hoje ele corre sozinho. Hoje ele sabe que pode sangrar."


Depois de escutar aquilo, Zao Tian fechou os olhos por um segundo, sentindo a afinidade com a vida tentando reparar o que tinha sido danificado por dentro.


Era seu instinto de sobrevivência e autopreservação trabalhando.


Então… ele abriu os olhos e olhou para o vazio onde um planeta tinha existido. E a mente dele registrou a cena, com uma frieza que assustava até ele mesmo, por causa do tamanho do que tinha feito.


Não havia restos.


Não havia ruínas para alguém encontrar depois.


Não havia evidências para investigar.


A família Shui tinha sido apagada como se nunca tivesse sido escrita no livro da vida.


E, ainda assim, Samir tinha escapado com uma segunda vida roubada, deixando outra pessoa morrer no lugar dele em algum canto do universo.


Zao Tian sentiu a raiva subir de novo, mas agora sem pressa.


Aquela era uma raiva que ia durar. Uma raiva que não precisava explodir porque já tinha se tornado uma direção.


Calmamente, ele apertou a flecha com a mão esquerda, porque a direita ainda não obedecia, e pediu ao Curupira como quem firma uma promessa com sangue: "Por favor, me mostre o rastro dele."


A resposta veio imediatamente.


"Eu não o vejo mais!" O Curupira respondeu. 


Zao Tian fixou o olhar no nada, tentando sentir algo, tentando arrancar do vazio qualquer assinatura que restasse do pareamento, qualquer caminho por onde Samir tivesse sido cuspido.


Mas ele não conseguiu se mover como queria e o braço direito continuava morto em dor.


Contudo, após alguns segundos, ele conseguiu sorrir por dentro. Foi um sorriso feio, porque havia uma coisa que Samir não tinha como desfazer naquele instante.


A família Shui não existia mais. E o segredo de clonagem, pelo menos ali, tinha sido enterrado do jeito que merecia: sem túmulo, sem nome, sem chance de ser recuperado.


E antes que o espaço mudasse de novo, Zao Tian murmurou uma última frase para si mesmo, como se estivesse falando com o universo inteiro e não com um inimigo específico: "Agora corra, Samir!"


"Corra bastante!"


“Corra o máximo que puder!”


"Porque em breve eu vou arrancar você do lugar onde você estiver se escondendo!"




O ÚLTIMO HERDEIRO DA LUZ -UHL | NOVEL

© 2020 por Rafael Batista. Orgulhosamente criado com Wix.com

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