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Capítulo UHL 1215 - Ataques Constantes

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Tenham uma boa leitura!]


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O Curupira manteve o olhar fixo em um ponto que não era ninguém em particular, como se a lembrança tivesse um lugar físico e ele estivesse lendo de lá.


"Eu não sei como o Pai de Todos convenceu Zaki." Ele disse.


"Eu já falei isso, e não é uma falsa humildade. Eu realmente não sei. Eu não estava dentro daquela conversa e não tenho interesse em inventar uma versão confortável para preencher o buraco."


Ele deixou isso claro porque, para ele, o que importava não era a retórica do Pai de Todos. Era a consequência prática. E a consequência foi visível, rápida, e não deu margem para interpretação.


"Eu vi o que aconteceu depois."


"Eu vi o Reino da Luz mudar de posição como se tivesse sido virado do avesso."


"Eu vi tropas que antes falavam de elevação e justiça se alinharem com Protetores e Semideuses sem hesitar."


O Curupira não chamou aquilo de incoerência. Ele chamou de convicção, porque convicção era a única coisa capaz de sustentar um movimento daquele tamanho sem que a própria estrutura interna de um reino quebrasse.


"Eles acreditavam na causa."


"Eles não acreditavam de um jeito raso, como quem repete um slogan. Eles acreditavam como quem encontrou uma explicação que amarra tudo e faz a violência parecer uma obrigação."


O Curupira não tentou simular o vocabulário do Reino da Luz com poesia. Ele descreveu as ideias do jeito mais nu possível, porque era isso que deixava a coisa pior.


"Para eles, a humanidade estava doente."


"A guerra da humanidade não era apenas contra os deuses, era contra qualquer ideia de paz, contra qualquer chance de uma sociedade estável."


"E, dentro dessa lógica, o que nós estávamos fazendo em Decarius podia ser rebatizado como renovação."


Ele não tinha orgulho ao falar isso. Também não parecia surpreso. Parecia alguém que já tinha visto esse mecanismo mental se repetir em outras eras: quando a paz é definida por quem está no topo, todo mundo que resiste vira inimigo da paz, e então matar esses inimigos da paz passa a ser um ato virtuoso.


"Eles diziam que estavam salvando a raça daqueles que não aceitavam a paz. Mas essa paz era um contrato imposto ao lado de deuses que já tinham decidido exterminar mundos."


O Curupira se apoiou na imagem que ele próprio testemunhou: homens e mulheres do Reino da Luz entrando em campo sem o peso de se considerarem invasores.


"Um soldado que acredita estar construindo uma sociedade justa não marcha achando que está fazendo o mal."


"Ele marcha achando que está removendo um obstáculo."


"Ele acha que está limpando o terreno para uma era próspera."


"Ele se torna capaz de qualquer coisa, porque o que ele faz hoje é visto como um preço pequeno diante do paraíso de amanhã."


O Curupira não disse que isso era mentira de propósito. Ele disse que era o tipo de crença que se alimenta do medo e se fortalece quando alguém com autoridade coloca uma visão de fim do mundo na mesa.


"Depois que eu vi Zaki de perto, depois do encontro dele com o Pai de Todos, eu comecei a ligar pontos."


"Eu não vi a conversa, mas eu vi Zaki."


A frase veio com cuidado, porque o Curupira não queria ultrapassar a fronteira entre a hipótese e a certeza.


"Zaki voltou diferente."


"Não diferente no sentido de raiva, nem de entusiasmo. Diferente no sentido de silêncio. Um silêncio que não pede debate, porque o debate já morreu dentro da cabeça."


O Curupira então disse o que para ele era a leitura mais provável, e colocou isso sem ornamentar.


"Então eu suponho que o Pai de Todos mostrou a ele a visão do Fim dos Tempos."


"Mostrou como uma prova."


"Mostrou de um jeito que não dava espaço para dúvidas."


"Mostrou como se estivesse colocando nas mãos de Zaki a responsabilidade de impedir aquilo."


Depois, o Curupira não tentou reduzir Zaki a um fantoche.


"Zaki não era fraco."


"Ele não era um tolo."


"Se ele lutou ao nosso lado, ele lutou porque acreditou que o fim era real."


Ele então fez a linha lógica ficar evidente.


"Se o fim viesse, não existiria paraíso nenhum."


"Não existiria ideal."


"Não existiria futuro para justificar qualquer promessa."


"Não existiria nada para ser justo, pacífico ou próspero."


Ele deixou esse ponto frisado e voltou para a guerra, porque era isso que importava. As justificativas eram importantes, mas apenas para entender por que um reino inteiro aceitou fazer o que fez. O que vinha depois era o que de fato aconteceu com Decarius enquanto o universo queimava.


"Com Zaki do nosso lado, a guerra em Decarius ganhou uma engrenagem que não existia antes."


"Até aquele ponto, nós estávamos empurrando Protetores e Semideuses em ondas, tentando manter o planeta sob pressão, tentando impedir que a humanidade transformasse a defesa em uma ofensiva."


"Zaki tornou esse controle mais consistente."


O Curupira descreveu o efeito sem apelar para termos grandiosos. Ele descreveu a sensação no campo.


"Passou a existir coordenação."


"Passou a existir uma leitura mais fria dos pontos de ruptura humanos."


"Passou a existir um jeito de manter a humanidade reagindo, não escolhendo onde lutar."


Esse trecho não foi entregue como uma lista. Foi entregue como uma lembrança de ritmo. 


Antes, a guerra tinha picos e vales. Depois, ela virou um esmagamento contínuo.


"Quando um setor humano respirava, logo surgia outra frente."


"Quando os líderes tentavam concentrar forças em um ponto, a pressão surgia em outro."


"Quando um grupo humano parecia prestes a virar o jogo, o suporte do Reino da Luz cortava aquela chance e obrigava o recuo."


O Curupira construiu a imagem geral da resistência de Decarius.


"Decarius não era um planeta frágil."


"A humanidade ali tinha sido moldada por conflitos e, em muitos lugares, por séculos de sobrevivência sem qualquer tutela divina."


Ele deixou claro que, mesmo sob ataques sucessivos, existia algo que sustentava a linha: o hábito da guerra.


"Em muitos continentes, a guerra não era um evento excepcional."


"Era uma memória coletiva tão antiga que tinha virado cultura."


"E isso fez diferença."


O Curupira então apontou, com clareza, onde a resistência era mais dura. E ele falou isso como alguém lembrando de um problema real para o plano divino.


"A linha do Reino da Escuridão era a pior de todas."


"Daren repelindo Protetores e Semideuses era uma coisa humilhante de ver, mesmo para nós."


"Não pelo valor deles."


"Pelo contraste."


O Curupira não precisou dizer que Protetores e Semideuses eram descartáveis. O modo como ele descreveu o campo já carregava isso.


"Você via grupos inteiros chegarem com confiança e morrerem rápido."


"Você via investidas planejadas virarem uma corrida desordenada para não serem apagadas do mapa."


"Você via o Reino da Escuridão reagir como se aquilo fosse só mais um dia ruim."


"O Reino da Escuridão era o mais antigo da humanidade. E essa antiguidade era mais do que um título."


"Era uma prática acumulada."


"Eles tinham um núcleo de soldados que não aprendia a lutar por histórias, aprendia por repetição."


"E com Daren na frente, aquilo virava um moedor de deuses."


O Curupira exaltou as defesas do Reino da Escuridão, porém, ele não romantizou essa força como uma salvação global, porque o ponto importante era justamente o contrário: eles não ajudavam as outras nações.


"E é aqui que entra o detalhe que, para nós, foi sorte…"


"O Reino da Escuridão não apoiava o resto. Mesmo quando vencia com facilidade, a vitória ficava contida nas próprias fronteiras."


O Curupira então descreveu a consequência.


"Isso permitiu que o restante do planeta sangrasse em outro ritmo."


"Sem reforços vindo daquele lado, muitas linhas humanas ficavam dependentes de líderes locais, de milícias improvisadas, de exércitos que não tinham profundidade."


Logo em seguida, o Curupira mencionou a reunião em que Daren cortou laços com outras nações, e manteve a posição dele sobre Loki como uma dúvida honesta.


"Naquela reunião em que Daren cortou laços com outras nações humanas… Eu não acredito que Loki tenha feito isso acontecer."


"Mas se Loki foi o autor, então ele contribuiu mais com a causa do que muitos de nós contribuímos no campo de batalha, porque aquela divisão interna que foi criada mudou o mapa da guerra inteiro."


Depois, o Curupira colocou a Dinastia Yang na mesma categoria de ausência estratégica.


"A Dinastia Yang também não entrou como pilar para sustentar o planeta."


"Eles fizeram o tratado com Krishna."


"E, com isso, se fecharam."


"Tirando mais um núcleo forte da equação, o resto da humanidade precisou cobrir o buraco."


"Decarius tinha muitos guerreiros, mas não tinha infinitos guerreiros."


"E, quando foram obrigados a estender a linhas, surgiram muitos pontos fracos."


Ele voltou para a forma como os deuses exploraram isso, porque os deuses não tinham número suficiente para ocupar tudo ao mesmo tempo. E aqui ele explicou a guerrilha como uma ferramenta inevitável.


"Mesmo com o Reino da Luz ao nosso lado, nós não tínhamos números para sustentar uma ocupação total."


"Nós sabíamos disso antes de começar."


"Então os ataques foram ajustados para um padrão que vocês chamariam de guerrilha."


O Curupira descreveu a estratégia.


"Nós entrávamos em pontos distintos e escolhíamos alvos que obrigavam uma resposta."


"Depois, nós batíamos, quebrávamos, matávamos, e saíamos."


"Quando uma força humana pesada se deslocava para aquele lugar, outro ataque já estava acontecendo do outro lado do continente."


O Curupira deixou claro por que isso era tão eficiente.


"A humanidade era obrigada a se espalhar para cobrir o planeta. E, quando se espalhava, perdia capacidade de esmagar qualquer incursão de uma vez."


"Os humanos ficavam sempre reagindo a algo que já tinha acontecido."


"Isso desgasta."


"Isso confunde."


"Isso fez o medo virar uma ferramenta a nosso favor."


O Curupira então citou dois nomes que foram muito importantes para a estratégia funcionar.


"Loki e Anúbis foram cruciais nesse método."


"Sem eles, nós teríamos sido interceptados com muito mais frequência."


"Sem eles, os líderes humanos teriam conseguido escolher um fronte e esmagado todas as nossas forças de uma só vez."


O Curupira começou por Anúbis, e explicou a habilidade com clareza e com o peso de uma arma logística.


"Anúbis conseguia abrir uma ponte onde houvesse um único morto."


"Em Decarius, isso era um convite permanente."


"Um cemitério antigo."


"Um campo de batalha recente."


"Uma cidade recém-saqueada."


"Não importava o que era."


"O planeta inteiro, em certos períodos, virou uma coleção de portas possíveis."


"Isso fazia com que não existisse uma retaguarda segura."


"Um lugar podia passar meses sem ser tocado, e então, em um segundo, uma ponte se abria e a guerra nascia ali dentro."


Depois, ele passou para Loki e o Domínio da Miragem Eterna.


"Loki, por sua vez, usava o Domínio da Miragem Eterna para mover tropas sem ser percebido. Para observar pontos sensíveis sem se expor. Para esperar o instante em que a resposta humana estivesse longe."


O Curupira descreveu o que isso causava em líderes humanos, especialmente Halfkor e Moira.


"Halfkor e Moira eram líderes fortes o suficiente para mudar uma batalha, mas a força não resolve o problema de estar em dois lugares ao mesmo tempo."


"Quando um grupo divino era interceptado, outro já estava em movimento em outra região, invisível até o momento de atacar."


"Quando o líder se deslocava, o ponto que ele deixou para trás virava um alvo."


O Curupira deixou claro o resultado psicológico disso.


"A humanidade não conseguia escolher onde concentrar poder, e, sem concentração, não existia um único golpe decisivo."


"Mesmo matando um grupo aqui, outro grupo já estava matando em outro canto."


Ele não precisou dramatizar além disso, porque a própria estrutura era opressiva.


Nesse ponto, o Curupira introduziu Elijah.


"Mesmo assim, houve lugares onde nós sangramos de verdade."


"E um desses lugares envolveu Elijah."


"Ele se movimentou porque era pai da rainha de Halfkor e escolheu apoiar o Reino Esmeralda."


O Curupira descreveu o apoio como algo que teve forma concreta, não como presença simbólica.


"Ele ajudou a estabelecer uma posição defensiva que atrasou o avanço de parte das tropas do Reino da Luz."


"Essa posição foi um corredor de morte que, por um período, transformou alguns de nós em números que não voltariam tão cedo."


"Ali nós perdemos muitos."


Depois, Curupira trouxe Pemma Wangchuck como um fator de estabilização do planeta.


"Decarius esteve perto de colapsar mais vezes do que eu consigo contar, porque o planeta inteiro estava sendo ferido ao mesmo tempo."


Ele então descreveu a escala do dano como uma soma constante.


"Regiões sendo abertas."


"Crosta cedendo em pontos distintos."


"Montanhas quebradas."


"Oceanos deslocados."


O Curupira então colocou Pemma no centro desse esforço, com a promessa dele como uma informação crucial.


"Pemma Wangchuck estava lá, e, mesmo naquela guerra, ele cumpriu a promessa de nunca mais matar."


"Ele lutou para impedir que o planeta morresse."


O Curupira descreveu o trabalho dele como algo contínuo, quase absurdo.


"Ele reconstruía o planeta em tempo real."


"Enquanto os danos eram causados."


"Enquanto cidades eram reduzidas a ruínas."


"Enquanto vales eram rasgados."


"Enquanto o próprio chão tentava ceder."


"Sem Pemma, Decarius teria quebrado cedo. E isso teria mudado tudo, porque, se o planeta colapsasse, isso mataria muitos humanos."


"Foi assim que o cerco em Decarius se sustentou por tempo suficiente para servir ao plano maior."


"Uma parte do planeta resistindo com ferocidade, mas não emprestando essa ferocidade ao resto."


"Outra parte do planeta se isolando por causa de um tratado."


"Outras nações tentando cobrir o que não conseguiam cobrir, reagindo a ataques que surgiam onde não deveria ser possível surgir."


"Líderes humanos fortes se deslocando sem parar e, ainda assim, sempre chegando tarde demais em algum lugar."


“Outros apenas estavam mantendo o chão inteiro de pé."


O Curupira voltou então a um ponto que ele não largava desde o começo, porque era o motivo pelo qual aquela guerra começou… Gold continuava invisível.


"E, apesar de tudo isso, Gold não apareceu."


"Eu sei que parece absurdo."


"Você olha para o cosmos em chamas e pensa que ninguém conseguiria ficar fora, mas ele ficou."


"Ele continuou fora do radar."


O Curupira não fingiu entender como, porque isso seria inventar. Ele apenas reforçou a consequência para o Pai de Todos.


"Enquanto Gold permanecesse invisível, o Pai de Todos não tinha uma permissão interna para recuar."


"Cada dia era menos tempo."


"Cada frente precisava ser mantida como parte do incêndio."


"Cada massacre precisava servir ao objetivo de forçar o movimento do único homem que, para ele, ainda era a variável principal."


O Curupira então citou a chegada de uma nova fase da guerra no palco principal.


“Depois de ganhar o tempo que precisávamos… Os Protetores, os Semideuses e o Reino da Luz conseguiram sustentar a humanidade em Decarius até o momento em que os Grandes Deuses chegaram.”


O ÚLTIMO HERDEIRO DA LUZ -UHL | NOVEL

© 2020 por Rafael Batista. Orgulhosamente criado com Wix.com

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