Capítulo UHL 1224 - A Dor Mais Profunda 8
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Gold ficou parado por uma respiração que, para qualquer outro ser vivo, seria só um instante de hesitação comum, um tipo de pausa que não muda nada. Para ele, porém, pausas sempre tiveram um preço, porque o universo não tratava alguém como ele como um homem… tratava como um acontecimento. E acontecimentos atraem outros acontecimentos, como se a realidade procurasse equilibrar tudo com um certo tipo de ironia.
O peso daquela explosão no horizonte ainda reverberava no ar, transformando montanhas em poeira e vales em silêncio, e mesmo assim havia um detalhe mais agressivo do que o tremor: a assinatura espiritual por trás daquele ato.
Gold reconheceu a ameaça no mesmo momento em que reconheceu a covardia. Não era um acidente, nem uma disputa local. Aquilo vinha de fora, de coisas que não precisavam estar ali para vencer, mas que estavam ali para esmagar e ir embora, porque podia.
Ele olhou para o horizonte como quem encara um erro do universo e, por um segundo, a dúvida apareceu: ajudar aquele planeta ou voltar para casa. O instante foi curto, mas foi o bastante para se tornar uma sentença, porque enquanto ele ponderava, a verdade já existia em outro lugar e não esperava pela decisão dele.
Amara e Elira já estavam mortas naquele momento.
Não por incapacidade dele. Não por falta de poder. Não por falta de velocidade. Mas, sim, por falta de sua presença no ponto exato do tempo em que algo irreversível acontece.
Gold era poderoso ao ponto de ser tratado como uma entidade, mas não era onisciente, e nunca foi. Ele não tinha olhos em toda parte. Ele não tinha um fio místico preso em cada canto do cosmos.
Ele não podia estar simultaneamente em todas as direções. E o próprio motivo pelo qual ele e sua família estavam ocultos até aquele dia era, ironicamente, o motivo pelo qual ele estava cego agora.
Para manter a técnica que ocultava ele e os seus do olhar dos deuses, Gold sacrificava uma parte significativa da própria concentração, da própria capacidade de percepção e do alcance dessa percepção. Ele não estava apenas “escondido”; ele estava sustentando um escuro ativo, uma estrutura mental e espiritual que funcionava como uma ausência, como se a realidade não tivesse permissão de registrar sua presença em certos níveis.
Manter aquilo exigia constância. Era como segurar uma porta fechada com o próprio corpo, o tempo inteiro, sem deixar a mão relaxar. E quanto mais ele segurava, mais ele se desligava do mundo ao redor, porque qualquer abertura, qualquer distração, qualquer ampliação de alcance virava uma brecha.
Depois de tantos anos sem ver um único deus cruzar seu caminho, Gold baixou a guarda. Não porque se tornou ingênuo, mas porque ninguém vive séculos e milênios em alerta máximo sem, em algum ponto, se permitir respirar.
A ocultação funcionava. A ausência funcionava. E a vida tinha ficado suportável o bastante para que ele acreditasse que se afastar por alguns dias não abriria espaço para uma tragédia.
Ele não esperava que uma guerra daquela escala começasse justamente na sua ausência, e não esperava porque até para alguém que já tinha visto o universo inteiro sangrar, existe um limite para a paranoia.
Só que o universo não se importa com o limite psicológico de ninguém. Ele tem um jeito de fazer com que o que ele quer que aconteça vire realidade, principalmente quando há pessoas grandes demais envolvidas.
Pessoas grandes atraem coincidências grandes. E Gold era grande demais para ser deixado em paz por muito tempo.
Naquele momento, Zhevalk estava atrás dele, colado no espaço onde Gold tinha preservado a vida dele por instinto, e tremia com o rosto sujo de poeira, sem entender por que ainda respirava. A raça daquele planeta não tinha histórico para encaixar “deuses” como uma ameaça cotidiana, e, ainda assim, ali estava o corpo dele reagindo como o corpo de alguém que encontrou um predador que não cabe no seu entendimento.
Ele tentou dizer alguma coisa, talvez uma pergunta, talvez uma maldição, mas o som saiu quebrado, incompleto.
Gold olhou para ele sem dureza, apenas com uma firmeza que não pedia debate, e disse: "Fica atrás."
A voz dele não era mais a de um pai planejando jardim, nem a de um viajante discutindo por flor. Era a de alguém que reconheceu, sem dúvida, o nível do que estava acontecendo e decidiu que, naquele instante, o mundo ao seu redor ainda merecia uma tentativa.
Gold escolheu ajudar aquele planeta.
Ele escolheu porque podia. Escolheu porque a injustiça daquele ataque era gritante demais para ignorar. Escolheu porque a estrutura dentro dele ainda não tinha se rendido ao cinismo. Mas, por dentro, mesmo antes de se mover, havia algo que não combinava com a escolha: um tipo de vazio que já parecia um presságio, como se o universo estivesse segurando a respiração para entregar a ele uma perda que não tinha relação com o planeta que ele estava salvando.
Contudo, ele empurrou esse pressentimento para baixo, porque pressentimentos não salvam ninguém. As ações salvam. E então, com um gesto simples, quase invisível, ele liberou a técnica de ocultação.
A técnica se desfez como um tecido solto, sem explosão, sem nenhum sinal dramático no céu. O que mudou foi interno. A mente de Gold abriu, e aquele mundo, que até então tinha sido um recorte pequeno e confortável, virou uma esfera inteira dentro do alcance dele.
A percepção dele se expandiu como se uma parede tivesse sido retirada, e de repente o planeta não era mais um lugar composto de montanhas e trilhas; era um corpo vivo com pontos de luz e manchas de agressão espalhadas sobre a superfície.
Ele sentiu presenças como quem sente calor numa pele que estava anestesiada. Protetores e Semideuses, muitos, demais para um mundo pacífico, espalhados em pontos estratégicos.
Gold mapeou sem precisar olhar. Ele contou as assinaturas como quem conta os riscos. Mediu distâncias como quem mede passos. Calculou trajetórias e tempos de deslocamento como quem calcula a respiração.
Cinco segundos. Era isso que ele precisava para eliminar todos os invasores que estavam em campo naquele planeta. Cinco segundos…
E ele se moveu.
Para Gold, o tempo virou uma massa espessa, como se o universo estivesse submerso em algo denso e ele estivesse atravessando aquilo com o corpo. A poeira que caía do impacto anterior ficou suspensa como fragmentos imóveis. As partículas de pedra que ainda flutuavam no ar se transformaram em pequenos corpos lentos, girando sem pressa. O vento, que antes era um chicote constante entre as montanhas, virou uma fita congelada. Até a luz do sol, que se inclinava no horizonte, pareceu parar em um ângulo fixo.
Para os deuses, porém, tudo aconteceu em ritmo normal. Eles riam, atacavam, avançavam, sem perceber que a realidade tinha sido reprogramada ao redor deles. Esse era um tipo de dualidade que só existia quando alguém como Gold decidia agir. Para ele, o universo fornecia tempo demais para ver cada detalhe; para quem estava do outro lado, tudo terminava antes de virar um pensamento.
O primeiro Protetor que ele atingiu estava pousado numa montanha, observando uma vila em chamas como quem observa uma fogueira de acampamento. Ele segurava um corpo sem vida com uma mão, como se a existência alheia fosse uma matéria descartável, e ria enquanto outro Protetor, ao lado, apontava para uma direção qualquer, escolhendo o próximo lugar onde iria “passar”.
O Protetor abriu a boca para dizer alguma coisa, com a mandíbula se movendo como se fosse começar um comentário banal, e então Gold já estava ali.
Não houve aviso. Não houve fala. Houve apenas um soco, e o punho de Gold atravessou o espaço com a velocidade da luz.
Para Gold, o impacto foi um quadro detalhado demais: a pele do Protetor cedeu primeiro, deformando como metal mole; o peito afundou e a energia espiritual tentou reagir, subindo como uma chama instintiva, mas foi esmagada no mesmo instante pela luz condensada do golpe; algo interno se quebrou como vidro, e a ruptura se espalhou do centro para as extremidades. O corpo do Protetor explodiu por dentro, mas não em pedaços grandes, e sim em poeira fina, em partículas que já nasciam desintegradas. O riso morreu antes mesmo de existir. O corpo que ele segurava caiu no chão porque, por um momento, havia gravidade e não havia mais uma mão para segurá-lo.
Para o Protetor ao lado, o companheiro simplesmente desapareceu. Ele virou o rosto com confusão, tentando entender se aquilo tinha sido algum tipo de teletransporte ou falha de percepção, e antes que o pensamento dele terminasse, ele também deixou de existir.
O terceiro Protetor estava no ar, descendo para um grupo de habitantes locais que fugia por um vale estreito. Ele tinha uma lâmina grande demais para qualquer necessidade e movia essa lâmina com prazer, para assustar. Gold surgiu abaixo dele, no ângulo cego, e chutou.
O chute foi simples. Não teve um arco bonito. Não teve preparação. Foi apenas o pé de Gold atravessando o ar como uma linha reta.
O impacto pegou a coxa do Protetor. Para Gold, a matéria cedeu em câmera lenta: a articulação se desmontou, a estrutura interna virou pó, a energia ali foi arrancada como fumaça sendo sugada por um buraco. O Protetor perdeu o equilíbrio no ar e tentou corrigir, mas Gold já tinha subido junto, como se o corpo dele não obedecesse à gravidade do planeta. Outro chute veio, agora no tronco, e o torso do Protetor se dobrou de um jeito impossível, partindo como barro seco. A cabeça se soltou por inércia e, antes de qualquer queda, Gold abriu a mão e liberou um pulso curto de luz, concentrado o bastante para evaporar o crânio e o resto do pescoço.
O Protetor não caiu. Ele deixou de existir ainda no ar, e o grupo que fugia lá embaixo sequer entendeu por que, de repente, o céu ficou vazio naquele ponto.
O quarto era um Semideus escondido entre as rochas, usando a altura para lançar ataques sobre uma estrada. Ele acreditava estar seguro por estar longe do caos principal. Gold apareceu atrás dele como uma presença mortal. Para Gold, o Semideus ainda estava virando o rosto quando o golpe veio. Um soco na base da nuca, com luz concentrada no punho, e o pescoço do Semideus não quebrou… ele se apagou. A coluna foi pulverizada, e a energia que sustentava aquela forma foi rompida como um fio. O corpo caiu sem peso, já morto antes de começar a cair.
Gold não olhou para o cadáver, pois já estava indo para o próximo ponto, porque ele não estava ali para sentir satisfação. Estava ali para reduzir a ameaça a zero em um tempo mínimo.
Ele passou por cima de vales, por dentro de trilhas, por entre nuvens baixas, indo de assinatura em assinatura como se estivesse apagando estrelas num mapa astral.
Outro Semideus levantou os braços para esmagar uma aldeia com um golpe amplo. Gold surgiu ao lado, chutou o cotovelo, e o braço não se descolou e se desintegrou, virando poeira luminosa antes mesmo de cair. O Semideus olhou para o vazio onde o braço deveria estar, com o espanto aparecendo na expressão dele por meio segundo, e então a palma de Gold encostou no peito dele. A luz atravessou o centro da forma espiritual e apagou a assinatura como se fosse uma vela soprada.
Não houve grito, porque não houve tempo para isso.
Outro Protetor estava mais perto do centro do ataque, rindo enquanto dois Semideuses incendiavam uma plantação, só para ver o fogo correr. Gold surgiu atrás, segurou a cabeça do Protetor com a mão aberta e girou o corpo com um movimento mínimo, como se estivesse ajustando a posição de algo. A coluna do Protetor se partiu, e antes que o corpo caísse, Gold liberou um pulso de luz pelo contato, e a cabeça do Protetor explodiu em fragmentos que viraram pó antes de tocar o ar ao redor. Os Semideuses olharam para cima ao mesmo tempo, tentando entender por que o Protetor tinha sumido, e Gold, já no próximo quadro, acertando cada um com um soco, um em cada lado, sem sequer precisar escolher um ângulo.
Os torsos colapsaram, as costelas internas se pulverizaram, e a energia que sustentava as formas se dissipou como fumaça sendo arrastada pelo vento.
Gold matou dez Protetores naquele planeta. E matou trinta Semideuses.
Ele matou porque precisava. Porque não havia escolha naquele instante. Mas, ao contrário dos deuses, ele não matou por desprezo. Ele matou como quem remove um câncer, sem nenhum prazer no gesto.
Ainda assim, para quem estivesse vendo de fora, aquilo pareceria uma crueldade absoluta, porque a diferença de nível era tão grande que qualquer tentativa de reação virava humilhação.
Um Semideus tentou fugir, sentindo tarde demais que a caça tinha virado caçador. Ele virou o corpo para disparar para o céu, mas Gold alcançou antes da intenção virar deslocamento. O soco atravessou as costas e saiu pela frente, e junto com o punho saiu tudo que existia dentro: matéria, energia, tudo que fazia aquele ser acreditar que era superior aos mortais.
O corpo se dissolveu em partículas claras que se apagaram no ar. Outro Semideus tentou implorar, com a boca abrindo para formar palavras, mas o próprio som morreu quando Gold passou por ele e o golpe, que para os olhos comuns nem existiu, fez o corpo simplesmente se partir ao meio, como se a realidade tivesse dado uma resposta fria de que não há negociação com quem veio para abusar.
Quando o quinto segundo terminou, Gold parou.
O mundo voltou ao ritmo normal como se alguém tivesse soltado uma corda. A poeira voltou a cair de verdade. O vento voltou a soprar com força. O som, que tinha sido abafado no modo como Gold percebia as coisas, voltou como uma onda: O crepitar de fogo distante, o desabamento de pedras, os gritos de gente que ainda estava viva e não entendia por que o céu tinha ficado silencioso de repente.
Zhevalk estava atrás dele, ofegante, com os olhos arregalados, sem compreender direito o que tinha acontecido, porque para ele tudo tinha sido rápido demais para virar uma sequência lógica. Ele só sabia que, um instante antes, deuses estavam destruindo o mundo, e agora não estavam mais. Ele sabia que o chão ao redor tinha sido apagado e, ainda assim, o lugar onde Gold estava ficou intacto. Ele sabia que tinha visto o impossível e que o impossível, estranhamente, tinha acontecido sem alarde.
Gold, por sua vez, não olhava para Zhevalk.
Ele olhava para o vazio ao redor, como se estivesse esperando uma confirmação que não vinha. A mente dele, agora aberta, buscou automaticamente o ponto que sempre estava ali quando ele mantinha a ocultação. Aquele lugar pequeno de calor, a presença dupla que ele carregava como uma bússola.
A esposa.
A filha.
Mesmo quando estava longe, mesmo quando cortava a percepção do mundo externo, havia um fio interno, uma certeza de que elas existiam em algum lugar do universo, que a vida dele ainda tinha um centro que não era a guerra.
Ele buscou esse fio como quem puxa ar para os pulmões.
E não encontrou.
A ausência foi como um buraco surgindo no peito, um buraco que não doía de imediato porque era grande demais para virar uma dor instantânea.
Aquilo foi uma falta estrutural, como se uma parte do universo tivesse sido arrancada e o resto ainda não tivesse percebido que precisava desabar.
Gold piscou devagar. O rosto dele não mudou como o de alguém comum mudaria.
Não houve grito. Não houve desespero. O olhar dele apenas ficou vazio, de um jeito que Zhevalk não soube interpretar, porque Zhevalk nunca tinha visto um olhar que carregasse, ao mesmo tempo, poder absoluto e impotência absoluta.
Naquele momento, Gold entendeu…
Ele entendeu que, enquanto ele esteve ajoelhado em pedras colhendo flores para um jardim, enquanto ele discutia por musgos e por trilhas com um rabugento que só queria ficar rico, o universo inteiro estava sendo incendiado. Ele entendeu que, enquanto ele sustentava a ocultação e se permitia existir como um pai, a máquina divina tinha se movido.
Ele entendeu que a explosão no horizonte não era um ataque isolado, mas um anúncio tardio de uma guerra que já tinha começado em lugares piores, e que a casa dele, por mais escondida que parecesse, não era invisível para sempre.
O silêncio que veio dele não era paz…
Aquilo era a coisa mais cruel que o universo podia oferecer.
Porque naquele instante Gold percebeu que ajudando ou não ajudando aquele planeta, o que importava já tinha sido arrancado dele.
Ele tinha cumprido uma promessa pequena, entregando flores para ladrões porque a filha pediu, e o universo tinha respondido arrancando a própria filha dos seus braços.
A dualidade era obscena. Ele tinha sido capaz de eliminar quarenta invasores em cinco segundos, pulverizando corpos com socos e chutes na velocidade da luz, e ainda assim não tinha sido capaz de estar no lugar certo para impedir a morte das duas pessoas que sustentavam o sentido de tudo.
E, ao perceber isso, a mente dele não correu para a vingança ainda. Não correu para o ódio ainda. Ela ficou presa num vazio simples… um pai procurando a filha no universo e não encontrando nada.
Zhevalk falou alguma coisa atrás dele, uma frase quebrada, um som de medo e confusão, mas Gold não respondeu.
Ele estava escutando a ausência ensurdecedora, uma ausência que era mais alta do que qualquer voz.
E, sem dizer nada, ele entendeu também outra coisa, ainda mais fria.
A ocultação tinha sido desfeita para salvar um planeta que ele não conhecia, mas agora ela não tinha mais uma função, porque o motivo da ocultação já não existia.
