Capítulo UHL 1228 - O Trágico Fim de Um Paraíso
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"Ele atacou Zaki." O Curupira disse isso como quem coloca uma pedra no centro de um lago e assiste as ondas se espalharem sem poder impedir. Não havia satisfação na frase. Havia apenas a certeza de que, a partir dali, qualquer ideia de “confronto” era apenas uma mentira conveniente.
O que aconteceu em seguida não foi uma luta entre dois cultivadores da luz. Foi o desabamento de um homem sobre outro. Foi a realidade, que por um tempo tinha se fingido de um tabuleiro justo, lembrando a todos que existe um tipo de poder que não cabe em nenhuma comparação.
"Zaki era visto como o grande candidato a alcançá-lo." O Curupira continuou: "Aquele que carregava potencial, herança e um reino inteiro atrás. E mesmo assim… naquele dia… ele não passou de uma criança sendo destruída por um monstro."
O Curupira explicou que, para quem viu de longe, a diferença de poder era indiscutível. Ela era visível do primeiro impacto ao último. Por muitas vezes, Zaki tentou se levantar com a postura de quem ainda acredita em redenção, ainda acredita em disciplina, ainda acredita que existe um lugar onde a luz se comporta como obediente às suas ordens. Ele tentou criar distância, tentou impor uma forma ao caos, tentou controlar o campo. Mas Gold não veio com a intenção de deixar isso acontecer. Gold veio com toda a sua presença. E essa presença, naquele nível, era pura violência.
"Gold não estava com as armaduras." O Curupira disse: "Não estava com armas. Não estava com nenhum dos símbolos que vocês associam a ele hoje. E ainda assim… Ele fez o que fez."
Ele disse isso porque, em outra situação, os deuses teriam usado esse detalhe como uma desculpa. Teriam dito que o Profano tinha artefatos. Teriam dito que havia uma vantagem externa. Teriam dito que ele precisava de ferramentas para ser uma ameaça. E não. Naquele dia, o que destruiu Zaki não foi nenhuma arma. Foi o homem. Foi o elemento em estado vivo.
"Os dois eram cultivadores da luz." O Curupira disse: "Mas existe uma diferença que a maioria só entende quando vê. Zaki manipulava a luz. Gold era a luz."
“A luz de Zaki tinha forma. Tinha intenção. Tinha desenho. Ele projetava defesas, criava camadas, tentava envolver o próprio corpo numa estrutura que pudesse absorver impactos. Tentava cortar, tentar explodir... Era a luz sendo usada como uma arma.”
“Quando ele se movia, o céu tremia e a energia dourada se espalhava como uma promessa de que ele tinha alguma chance.”
“Gold, porém, atravessava tudo aquilo como se atravessasse o vento.”
"Os ataques e defesas de Zaki não tiveram efeito algum." O Curupira continuou: "Não podiam ser considerados nem resistência. Eram apenas… irrelevância."
A primeira pancada veio antes de qualquer discurso. Gold não anunciou o nome de Amara. Não disse o nome de Elira. Não gritou nenhuma acusação. Ele apenas bateu, e o som do impacto foi tão bruto que atravessou a atmosfera como um trovão.”
“Zaki foi lançado para baixo como se tivesse sido puxado por uma força maior do que a gravidade. O corpo dele cruzou o céu e atingiu o solo com tanta violência que a terra respondeu como uma carne sendo perfurada.”
"Ele arremessava Zaki contra o planeta." O Curupira disse: "E cada vez que fazia isso, o continente único de Decarius rangia."
“Zaki se ergueu da primeira cratera como alguém tentando manter o próprio orgulho de pé. A luz ao redor dele explodiu em camadas, linhas douradas que subiam como colunas, tentando sustentar a área e impedir a repetição do golpe. Ele ainda tinha a convicção do Reino da Luz. Ainda tinha a crença de que, se ele resistisse o suficiente, poderia haver uma conversa, uma pausa, uma chance de reconstrução.”
“Mas Gold atravessou as colunas e acertou de novo.”
“Ele acertou com mão fechada, com os punhos, com os joelhos, com os cotovelos… Com o tipo de violência que não precisa que só alguém não tem nada a perder ou a provar exerce.”
“E o corpo de Zaki, mesmo sendo o corpo de um Grande Santo, respondia como qualquer corpo responde quando encontra algo que não pode suportar… Ele quebrava. Cedia. Era lançado de um lado para o outro, esmagado.”
“A segunda queda abriu rachaduras que correram pelos quatro quantos, como veias se abrindo no chão. A terra se partiu em linhas muito longas, e montanhas ao redor se desmancharam como se tivessem sido golpeadas também.”
“O som da crosta rachando ecoou como um gemido profundo do planeta, como se até ele pedisse para que aquilo parasse.”
"Era como se Decarius estivesse apanhando junto." O Curupira disse: "Porque estava. Se você arremessa alguém daquele nível com força suficiente, o chão vira parte da luta."
“Zaki tentou reagir com o que sabia fazer. Ele criou uma muralha de luz tão densa que parecia um sol pequeno comprimido. Tentou destruir Gold com seus ataques, como se pudesse impor a sua própria interpretação do elemento.”
“Mas Gold sempre saía ileso de tudo o que ele tentava, do outro lado, sem pressa.”
“A luz que Zaki convocava se desmanchava ao tocar nele, não como se fosse neutralizada por uma técnica oposta, mas como se fosse absorvida por uma presença maior. Era como despejar água em um mar esperando que o mar se afogue.”
"Eu ouvi deuses dizendo que era impossível." O Curupira disse: "E mesmo assim, aconteceu. Porque naquela hora, Gold não estava operando com nenhum tipo de regra pessoal ou social."
“Zaki foi atingido de novo, e desta vez não foi lançado em arco. Foi arrastado. Gold segurou o rosto dele, prendeu a cabeça com uma mão e bateu a outra no corpo dele repetidas vezes, numa sequência que ninguém conseguiu contar.”
“O som era de ossos e energia colidindo, e cada golpe fazia a luz ao redor tremer como se estivesse sendo ferida.”
"O ódio cegou Gold..." O Curupira disse: "Cegou de verdade. Ele não estava escolhendo o que era necessário. Ele estava escolhendo o que machucava."
“Zaki tentou falar. Tentou gritar. Tentou explicar. Tentou dizer que não sabia. Tentou dizer que tinha sido enganado. Tentou dizer que fez o que acreditava ser o certo. Mas nenhuma palavra atravessava a casca que Gold criou ao redor de sua mente.”
“Gold não queria explicações.”
“Ele queria punir.”
“Zaki foi lançado de novo, e o corpo dele atravessou quilômetros antes de cair. Quando caiu, o continente abriu uma ferida nova. Desta vez a rachadura não ficou em uma linha fina. Ela abriu muito, separando a terra em placas. Uma parte do solo afundou, outra ergueu, e oceanos distantes responderam com deslocamentos como se uma mão invisível tivesse empurrado o planeta de dentro.”
"Cada impacto estava quebrando Decarius." O Curupira disse: "E, naquele ponto, já não importava. Porque a guerra tinha acabado com a ideia de preservar qualquer coisa."
“Zaki se ergueu de novo, tremendo, e por um segundo a luz ao redor dele pareceu pedir. Pareceu implorar por uma forma. Ele tentou vestir a própria dignidade como armadura, mas a dignidade dele estava sendo arrancada, junto com os seus dentes.”
“O rosto dele estava rachado, a energia instável, e ainda assim ele olhou para Gold como se ainda existisse esperança em algum lugar.”
"Entretanto, o que ele viu naquele olhar…" O Curupira disse: "Foi o fim da esperança."
“Gold não parou.”
“Ele espancou Zaki como se estivesse tentando quebrar não só um corpo, mas um passado inteiro. Socos e chutes vinham como chuvas de pedras, e não havia intervalo para respirar. Zaki era jogado para cima e puxado de volta. Era golpeado no ar e no chão. Era arrancado de crateras e enfiado em outras…”
“O corpo dele continuava tentando se regenerar, continuava tentando reunir luz para se recompor, mas cada tentativa era esmagada antes de completar um mísero processo.”
"Então… Zaki começou a chorar." O Curupira disse: "Não por algum tipo de estratégia de convencimento. Por terror e culpa."
O Curupira disse que, em algum ponto, Zaki tentou pedir desculpas. Tentou falar com a voz quebrada, tentando atravessar aquela fúria com o único recurso humano que ainda lhe restava. Ele implorou por uma segunda chance, como se ainda estivesse falando com um mestre que ensinava, não com um homem que tinha perdido tudo.
"Ele dizia que não sabia." O Curupira continuou: "Dizia que errou. Dizia que faria diferente. Dizia qualquer coisa que pudesse parar aquilo."
“Mas Gold continuou batendo...”
“E quando Zaki já não tinha forças nem para tentar falar de novo, quando a luz ao redor dele já não obedecia mais e o corpo parecia mais um amontoado de carne e energia se desfazendo, Gold o pegou como se fosse uma posse.”
“Ele segurou Zaki como se segura algo que vai ser descartado, e subiu.”
“Gold subiu rápido, atravessando nuvens queimadas e camadas de ar, até que o céu de Decarius ficou pequeno lá embaixo…”
“O Reino da Luz, mesmo ferido, ainda existia como um bloco de ruínas e exércitos tentando se reorganizar, ainda tentando sustentar a ideia de que era um reino, ainda tentando manter a promessa de paraíso que tinha vendido ao planeta inteiro.”
“Gold pairou sobre aquilo… E pela primeira vez desde que começou a punir, ele parou de bater por alguns segundos.”
“Ele se concentrou, e a luz ao redor dele não se reuniu como a luz de Zaki se reunia, em camadas e formas. Ela não vinha de fora para ser controlada. Ela parecia nascer dele. Parecia que o céu estava sendo drenado e devolvido em ouro.”
"Foi uma técnica de destruição em massa." O Curupira disse: "Pura energia dourada."
“Gold segurava Zaki ainda vivo, e o fato de ele estar vivo fazia parte da intenção. Não era só matar. Era fazer o traidor servir de núcleo para o fim do próprio reino.”
“A energia de Gold se condensou até virar uma esfera brilhante demais para ser encarada. O ar ao redor vibrou como se estivesse prestes a incendiar. O planeta, lá embaixo, tremeu antes mesmo do golpe cair, como se já soubesse que aquilo não era um ataque comum.”
"E então… Ele lançou." O Curupira disse, simples.
“Gold atirou a técnica junto com o corpo de Zaki contra o Reino da Luz.”
“O impacto foi como um apagão temporário. A luz engoliu tudo. Engoliu o céu, engoliu o chão, engoliu a distância.”
“Aquele reino, que tinha se vendido como uma promessa de paz, virou apenas brilho e ruínas no mesmo instante. O clarão foi tão grande que do outro lado do planeta muitos pensaram que o sol tinha descido.”
"Foi gigante." O Curupira disse: "Tão grande que o mundo inteiro tremeu."
“Fendas se abriram pelo globo. Não em pontos isolados. Em cadeia. Como se o planeta tivesse sido forçado a admitir que não conseguia mais se manter inteiro.”
“O continente único, que já estava ferido pelas quedas anteriores, finalmente cedeu. Ele se separou em vários pedaços. Placas inteiras se deslocaram como se fossem ilhas recém-nascidas. Linhas de ruptura cortaram a terra como cicatrizes novas. Montanhas desabaram e oceanos se ergueram em ondas que varreram o que ainda estava de pé em costas distantes.”
“E o Reino da Luz…”
“Sumiu.”
“Não sobrou um único castelo destruído para virar um símbolo.”
“Não sobrou uma capital para ser reconstruída.”
“Não sobrou nem a promessa de que sua história teria um lugar no futuro.”
“A nação mais poderosa da humanidade daquela época foi obliterada, apagada do mapa, deixando apenas um vazio onde antes existia a ideia de um paraíso em solo humano.”
O Curupira respirou devagar.
"Esse foi o fim do Reino da Luz." Ele disse: "E esse foi o começo do que veio depois, porque, quando Gold fez aquilo, ele não estava apenas matando um reino. Ele estava declarando que nenhuma coisa construída sobre traição merecia continuar existindo."
"Zaki morreu ali." O Curupira completou: "E com ele morreu a ilusão de que Gold ainda tinha qualquer coisa a perder."
