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Capítulo UHL 1239 - As Consequências

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Tenham uma boa leitura!]


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O grupo demorou alguns instantes para voltar a se lembrar de que ainda estava no presente.


Não foi uma volta limpa. Foi como despertar de um sonho ruim que não some quando você abre os olhos. O relato do Curupira tinha colocado um peso dentro de todos, e esse peso não desaparecia só porque ele tinha parado de falar. A respiração continuava difícil, como se o ar tivesse ficado mais espesso. O silêncio era um tipo de respeito involuntário, uma tentativa coletiva de não profanar aquilo com perguntas pequenas ou com reações apressadas.


Mesmo assim, o corpo sempre procura um jeito de se recompor, nem que seja só para conseguir continuar de pé. Ming Xiao soltou o ar devagar e ajeitou o próprio equilíbrio, como se estivesse reorganizando a própria postura para não parecer frágil. Gu Ren piscou algumas vezes e passou a mão no rosto, tentando tirar a sensação de poeira interna. Kyon ficou imóvel por mais um instante e então finalmente respirou fundo, como quem decide que, se vai carregar aquela verdade, vai carregar acordado.


Singrid ainda estava com os olhos vermelhos, mas o choro dela tinha diminuído para um tremor curto, um ritmo irregular que parecia mais cansaço do que desespero. Ela não tinha encontrado um lugar para pôr aquilo ainda. E ninguém ali fingiu que ela deveria encontrar rápido. Ragnar e Hildeval continuaram perto, como duas presenças fortes que não queriam ocupar a dor dela com frases vazias. Ming Xue permanecia firme ao lado, e o contato dela com Singrid, discreto, tinha o mesmo efeito de um chão sendo oferecido para quem sente que está caindo.


Zao Tian, por sua vez, estava quieto. Quieto de um jeito que parecia uma lâmina ainda dentro da bainha. Os olhos dele estavam mais escuros do que antes. Era como se ele tivesse sido inundado por algo que não tinha como escoar. E, naquele estado, ele não perguntava. Ele só esperava o próximo passo como alguém que já aceitou uma direção e agora só quer se movimentar.


E foi Jaha quem quebrou o silêncio.


Ele segurou a própria curiosidade por tempo suficiente para escolher o tipo certo de pergunta. E essa escolha, nele, já era uma mudança. Porque até a mente mais voraz entende quando está diante de um abismo.


"Curupira…" Jaha disse, e a voz dele tinha o peso de alguém que sabe que está tocando num lugar que ainda machuca: "Depois que Gold sumiu… o que aconteceu com você e com Iara?"


Ele fez uma pausa curta e emendou, como se fosse impossível perguntar uma coisa só sem puxar as outras.


"Qual era o estado da vida no cosmos?"


"E o Salgueiro da Vida… como estava quando vocês voltaram para ver o que aconteceu?"


Aquela era a tentativa de fechar a última lacuna que ainda doía. Era a tentativa de pegar a história e dar a ela um fim palpável, pelo menos naquele trecho. Porque, até então, tudo terminava com uma interrupção, com um silêncio que ninguém entendia, com o universo de pé por algum motivo que ninguém conseguia nomear.


O Curupira ouviu até o fim sem interromper.


O jeito como ele escutava não era o de um inimigo prestes a se irritar. Era o de alguém que reconhecia que aquela pergunta era legítima e que, mais do que isso, era inevitável. A diferença era que, ao contrário de muitos, ele não ia preencher o vazio com versões adaptáveis. Ele já tinha mostrado isso. Ele não parecia interessado em parecer melhor. Parecia interessado em, finalmente, descarregar a verdade do jeito que ela era.


"Eu vou ser honesto." O Curupira disse, antes de continuar: "Depois que tudo parou… eu e Iara não voltamos na hora."


A frase veio simples, e justamente por isso ela soou pesada. O grupo inteiro entendeu o que significava: medo. Não medo de batalha, mas medo do que se encontra quando a batalha termina.


"Nós ficamos parados por um tempo." O Curupira continuou: "Parados no lugar onde o universo nos cuspiu. Sem saber o que fazer com o fato de que o fim tinha chegado e… tinha sido interrompido."


Ele explicou que a interrupção não trouxe alívio. Não trouxe esperança. Trouxe um tipo de suspeita que só nasce quando você sobrevive a algo que não deveria permitir sobreviventes. Era como se a realidade tivesse piscado e, ao abrir os olhos, você não confiasse mais na própria visão.


"Eu não sabia o que estava acontecendo lá atrás." Ele disse: "Eu não sabia se Gold tinha morrido. Eu não sabia se ele tinha desistido. Eu não sabia se ele ainda estava lá..."


A voz dele baixou um pouco ao dizer isso, porque não era uma admissão fácil. Não era comum ouvir um deus admitir ignorância com tanta clareza.


"E eu não sabia se voltar era seguro."


O Curupira disse isso com a franqueza crua de alguém que já tinha visto o que Gold fazia com qualquer coisa viva naquele dia. O panteão tinha virado poeira. O Pai de Todos tinha morrido na frente deles. A Grande Mãe tinha sido ferida como uma coisa viva. E agora… o mesmo homem que fez tudo isso poderia estar ainda mais enfurecido, ainda mais vazio, ainda mais decidido a encerrar qualquer resto de existência que carregasse o cheiro do panteão.


"Eu pensei que, se eu voltasse cedo demais, eu ia dar de cara com ele." O Curupira disse: "Com um Gold que já tinha atravessado tudo. Um Gold que não teria motivo para hesitar de novo."


Ele contou que Iara também sentia isso. Ela sentia dentro de si, como sentia antes, mas agora sem esconder. Iara estava viva ainda, mas viva de um jeito frágil, como alguém que sobreviveu ao próprio mundo morrer e ainda não entendeu por que está respirando.


"E nós tivemos medo." O Curupira disse: "Medo de voltar e encontrar um universo onde as regras tinham acabado. Medo de voltar e encontrar… nada."


Ele fez uma pausa, porque a palavra nada tinha um peso específico ali. Não era “nada aconteceu”. Era “não existe mais estrutura para existir”. Era “não há mais lugar para estar”.


"E nós ficamos assim por algumas horas." Ele completou.


Jaha não interrompeu. Ninguém interrompeu. O jeito como o Curupira falava não convidava à interrupção. Era como se cada frase fosse uma pedra que ele tirava de dentro e colocava no chão com cuidado para não quebrar mais nada.


"Quando decidimos voltar… foi devagar." O Curupira disse.


Ele explicou que não foi um deslocamento brusco, não foi um salto desesperado de volta para casa. Foi uma viagem com cautela. Uma aproximação lenta, como quem entra numa casa depois de ouvir um barulho estranho e não sabe se tem alguém lá dentro.


"Nós fomos voando pelo espaço." Ele disse: "E observamos."


O Curupira contou que, conforme avançavam, o que eles viam era pior do que qualquer coisa que um deus acostumado a guerra deveria considerar “pior”. Porque não era mais uma frente destruída. Era um universo moribundo.


"Galáxias tinham desaparecido." Ele disse.


Ele falou aquilo como quem recita um inventário de ruína. Galáxias apagadas, buracos onde antes havia espirais inteiras de vida, regiões onde o vazio parecia mais profundo porque faltava até a poeira que normalmente sobra depois de um massacre. O Curupira disse que a destruição não era uniforme. Algumas áreas estavam completamente apagadas. Outras estavam retorcidas, como se tivessem sido puxadas e torcidas por forças que não deveriam ser capazes de tocar aquilo. E, entre essas duas formas, havia o pior: regiões onde ainda existia alguma vida, mas uma vida que parecia já ter aceitado que era um erro continuar existindo.


"Raças inteiras foram extintas." Ele continuou: "Algumas porque foram alvo. Outras porque foram pegas como dano colateral."


Ele disse dano colateral com desprezo, não porque ele tivesse virado bom, mas porque a palavra, naquela escala, ficava absurda. Como chamar de colateral o fim de milhões de mundos? Como chamar de colateral o apagamento de histórias que nunca seriam contadas? Aquele era um termo que só existe quando alguém está tentando manter uma lógica administrativa sobre algo que já deixou de ser administrável.


"A vida no universo estava… moribunda." O Curupira disse.


Ele explicou que não era uma forma de dizer. Era literal. O cosmos, que antes parecia infinito e cheio de movimento, parecia agora um corpo no fim, respirando com dificuldade. Havia menos luz. Era como se a criação inteira tivesse levado um golpe no rosto e agora estivesse tentando se lembrar de como manter os olhos abertos.


"Não havia um único planeta intacto." O Curupira afirmou.


Ele contou que, em alguns lugares, o dano era visível: superfícies queimadas, atmosferas rasgadas, oceanos evaporados, continentes transformados em crateras. Em outros, o dano era mais cruel, porque o planeta ainda estava lá, ainda girava, ainda tinha céu e chão… mas não tinha vida. Ou tinha vida só o suficiente para você ver o sofrimento como um ruído constante.


"E o choro era a voz dos sobreviventes." Ele disse.


A frase não veio como poesia. Veio como uma imagem real. Ele disse que, em várias ocasiões, eles passaram por mundos onde o som se espalhava pelo vazio como ondas fracas, e era um som de lamento. Não necessariamente de um povo inteiro, porque às vezes não havia povo. Às vezes havia só uns poucos. Mas o lamento existia. E, quando existe lamento, existe a memória de que algo foi roubado.


"Nós vimos ruínas." O Curupira continuou: "Vimos cidades vazias. Vimos estruturas quebradas flutuando no espaço. Vimos mundos onde a superfície estava rachada como se estivesse ressecada por dentro."


Ele disse que, quanto mais viam aquilo, mais o medo de voltar crescia, porque a mesma ruína podia existir no centro de tudo. Podia existir no Reino Divino. Podia existir na Grande Mãe. E, se isso tivesse acontecido, então não era só uma guerra que tinha acabado. Era a criação inteira que tinha perdido o seu motor.


"Quanto mais eu via o estrago…" O Curupira disse: "Mais eu queria atrasar a volta."


Ele admitiu isso sem vergonha. Porque, naquele ponto, a vergonha era um luxo. Aquilo era só o medo de constatar uma coisa irreversível.


"E nós dizíamos que estava tudo bem." Ele continuou: "Dizíamos que estava tudo no seu devido lugar. Porque… afinal… as coisas estavam destruídas, mas ainda existiam."


Ele explicou que essa frase era uma mentira útil. Uma mentira que você conta para si mesmo para não cair. O universo estava em ruínas, mas ainda obedecia a alguma lógica. Ainda havia “aqui” e “ali”. Ainda havia “antes” e “depois”. Ainda havia “vida” e “morte”. Ainda havia um chão sob o conceito de existir. E eles se agarraram nisso.


"Nós tentávamos esconder até de nós mesmos o medo de encontrar o oposto." O Curupira disse: "De voltar para o Reino Divino e descobrir que a própria realidade não fazia mais sentido."


Jaha escutava com atenção absoluta, mas era o tipo de atenção que entende que, se interromper, quebra a cadência do que está sendo expelido. Zao Tian, do lado, continuava quieto, mas o silêncio dele era menos distante agora. Era como se aquela parte do relato colocasse o horror num lugar mais palpável: o depois. O que sobrou. O que ficou em pé. E o que isso significava para quem vive hoje.


O Curupira então respondeu diretamente a uma parte da pergunta de Jaha, como se soubesse que ela era o centro real de tudo.


"Vocês perguntam do Salgueiro da Vida como se fosse só uma árvore." Ele disse: "E é por isso que eu preciso ser claro. Ela não é só uma árvore que produz deuses como frutos."


"A Grande Mãe é a fonte de tudo." O Curupira continuou: "Da energia espiritual. Da vida. Das almas que nascem e renascem. Do ciclo que vocês chamam de destino sem entender."


Ele disse que tudo vem dela e tudo volta para ela. E que isso não era uma crença religiosa. Era uma logística cósmica. Era uma engrenagem universal tão antiga que o próprio conceito de “antigo” não alcançava.


"Nós usamos a Grande Mãe como casa." Ele disse: "Como garantia. Como arrogância. Porque morrer para nós nunca foi um fim de verdade. Era só um retorno ao tronco. Um retorno ao ventre."


"E eu não sei mensurar o impacto de perder isso." O Curupira afirmou.


Ele deixou claro que essa era uma ignorância legítima, porque ninguém nunca viu aquilo ser ameaçado de verdade. A Grande Mãe sempre esteve lá. Sempre foi uma constante. Era como tentar imaginar o universo sem espaço. Como tentar imaginar o tempo sem tempo.


"Se a Grande Mãe morresse…" Ele disse: "Eu não sei o que acontece com a energia espiritual. Eu não sei o que acontece com a vida. Eu não sei o que acontece com o ciclo das almas. Eu não sei se a criação colapsa ou se ela encontra outra forma de existir."


Ele engoliu em seco, e a frase seguinte veio com uma sinceridade amarga.


"E eu não quero descobrir."


O Curupira disse que, por isso, aproximar-se do Reino Divino foi um ato de coragem involuntária. Mas mesmo apavorado, ele precisa ver com os próprios olhos.


"E nós continuamos." Ele disse: "Devagar. Tensos. Como dois sobreviventes atravessando um cemitério e esperando que o cadáver se mexa."


Ele descreveu a viagem final como relativamente lenta e hesitante. Eles podiam atravessar grandes distâncias com facilidade. Só que acelerar seria reduzir o tempo de negar. E negar, naquela hora, era a única anestesia disponível para eles.


"Quando o Reino Divino finalmente apareceu no horizonte do cosmos…" O Curupira disse: "Eu senti Iara encolher dentro de mim."


O Curupira disse que não havia conversas longas entre os dois naquela aproximação. Havia apenas um silêncio compartilhado. Um silêncio de quem não tem coragem de dizer “e se?” porque dizer “e se” torna isso mais real.


"E então nós chegamos." Ele disse.


O Curupira não descreveu o Reino Divino como um lugar majestoso naquele momento. Ele descreveu como um cenário de dor.


"Antes mesmo de entrar…" Ele continuou: "Nós vimos pedaços da Grande Mãe flutuando."


A frase atravessou o grupo como um choque, mesmo para quem já esperava o pior. Porque “pedaços flutuando” não era um detalhe de destruição. Era um fundamento arrancado. Era como ver os ossos do universo expostos.


"Havia fragmentos de raízes espalhados pelos quatro cantos." O Curupira disse: "Como se alguém tivesse arrancado uma árvore do chão e, no processo, tivesse arrancado junto pedaços do próprio solo da realidade."


Ele contou que, ao se aproximar, esses fragmentos vibravam com uma energia que parecia viva. Mesmo cortadas, as raízes ainda carregavam a função da Grande Mãe. Ainda carregavam o princípio de criação.


"A Grande Mãe sangrava." O Curupira disse.


Ele não usou sangue como uma metáfora humana. Ele explicou o que viu: uma seiva brilhante escapando de cortes profundos, vazando como rios luminosos, se espalhando pelo espaço em filamentos que pareciam tentar voltar para o tronco e falhar. Só que essa seiva não se comportava como um líquido comum. Ela se transformava enquanto vazava.


"O sangue dela virava energia e matéria o tempo inteiro." Ele disse: "Como se cada gota, ao tocar o vazio, tentasse reciclar aquilo em qualquer coisa que pudesse ser útil."


Ele descreveu o espetáculo com uma precisão que doía: partículas se formando, se desfazendo, luz virando poeira, poeira virando formas temporárias, formas virando clarões. Era bonito de um jeito horrível, porque era a beleza de um organismo criando enquanto morre.


"Era um show de luzes." O Curupira disse, e a palavra show, ali, era quase um insulto: "Mas aquilo só ofuscava o que realmente importava: ela estava rachada."


Ele contou que a Grande Mãe estava cortada em vários pontos, como se golpes tivessem aberto sulcos no tronco. Rachaduras profundas atravessavam a estrutura, e algumas eram tão largas que pareciam fendas na própria lógica. Havia regiões escuras, como madeira queimada por dentro, e regiões onde o brilho interno falhava como um coração perdendo ritmo.


"E ela estava… quase morta." O Curupira disse.


A palavra quase foi dita com um peso enorme, porque quase era o único motivo de o universo ainda existir naquele formato. Se fosse “morta”, talvez nem ele estivesse ali para contar.


"A origem de tudo quase encontrou o seu fim." Ele continuou: "Quase."


Ele disse que o Reino Divino inteiro estava diferente. Aquilo não era mais uma casa. Era um corpo ferido. 


"Eu procurei Gold." O Curupira disse.


Ele não falou isso com coragem. Falou como necessidade. E disse que não encontrou. Não sentiu a presença. Não sentiu a aura. Não sentiu a força da tempestade que Gold era. 


O lugar onde Gold deveria estar, se ainda estivesse ali, era um vazio estranho, um vazio que não tinha assinatura.


"Eu procurei o eco da luta." Ele continuou: "Procurei qualquer resíduo. Qualquer rastro. E o que eu encontrei foi só… a consequência."


A consequência era a Grande Mãe ferida. Era o universo moribundo. Era a prova de que o fim tinha chegado perto demais.


Ele disse que Iara também olhava e não conseguia falar. A presença dela, que sempre foi firme perto dele, naquele momento parecia uma criança diante de um cadáver que ainda respira. Havia medo e havia reverência e havia uma pergunta que nenhum dos dois ousava dizer em voz alta: será que o universo vai cair amanhã?


O Curupira então terminou a resposta a Jaha sem oferecer consolo.


"Ela estava de pé." Ele disse: "Ferida. Rachada. Sangrando. Mas de pé."


E ele olhou para o grupo como quem entrega o tipo de verdade que não fecha nada. Apenas abre mais um mistério.


"E quando eu vi isso…" O Curupira concluiu: "Eu entendi que a Grande Guerra não terminou com uma vitória. Terminou com o universo se arrastando para continuar existindo. E nós… nós só estávamos ali, olhando para a origem de tudo, percebendo que a criação tinha chegado perto demais do próprio fim…"




O ÚLTIMO HERDEIRO DA LUZ -UHL | NOVEL

© 2020 por Rafael Batista. Orgulhosamente criado com Wix.com

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