Capítulo UHL 1247 - Apostando Alto
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Enquanto Uhr’Gal mergulhava numa noite relativamente calma, com Zao Tian, Ming Xue e Gu Ren sentados sobre uma montanha vazia, outro lugar do universo permanecia iluminado demais para permitir qualquer ilusão de descanso.
O Reino Divino não conhecia a noite do mesmo jeito que os mundos comuns. Ali, a luz não vinha apenas de estrelas, nem de sóis distantes, nem da reflexão de luas pregadas no vazio. Ela vinha da própria estrutura do lugar, das colunas imensas que sustentavam prédios antigos, dos rios suspensos que corriam sem gravidade, dos jardins impossíveis onde folhas douradas jamais caíam de verdade, e dos fragmentos de autoridade que ainda pareciam presos às pedras mesmo depois de eras de morte, renascimento e esquecimento. O Reino Divino era belo de uma forma quase insultante. Uma beleza que não pedia admiração; ela exigia. Cada ponte, cada degrau, cada arco branco erguido acima das nuvens parecia dizer que tudo aquilo tinha sido construído para ficar acima do resto da criação.
Contudo, naquele momento, havia uma tensão atravessando aquela beleza exuberante.
Aquilo não era o medo barulhento dos deuses jovens, nem a pressa dos mensageiros, nem tropas divinas se organizando em regiões distantes. Era algo mais concentrado. Algo que ocupava uma câmara vasta, cercada por colunas claras e aberta para um céu sem horizonte, onde Krishna permanecia diante de Geb como uma muralha viva.
Geb havia terminado de falar.
O relato dele não tinha a mesma textura ou emoção do relato do Curupira. Não havia a melancolia de quem assistiu a própria raça ruir por dentro e sobreviver por vergonha. Não havia o peso triste de um deus que, apesar de tudo, ainda amava parte da criação que seus irmãos tentaram dominar. Geb contava como quem carregava pedras antigas dentro da garganta. A versão dele era mais seca, mais estratégica, mais presa às engrenagens. Ele não falava de Gold como uma tragédia. Falava como uma ameaça. Não falava de Zaki como uma ferida moral do mundo humano. Falava como uma peça que, por um tempo, pareceu servir ao controle divino. Não falava de Pemma Wangchuck como um tirano em redenção, mas como o homem que se atirou contra ele e o arrastou para uma prisão que deveria ser eterna.
A história que Geb contou foi até aquele ponto.
Até Pemma.
Até o momento em que o Bárbaro da Terra, já transformado por uma vida inteira de penitência, escolheu se sacrificar para selá-lo.
Depois disso, Geb não podia narrar com precisão. Ele deixou isso claro, ainda que a forma como disse tenha soado mais como irritação do que como humildade.
Geb disse que sentiu coisas. Sentiu abalos. Sentiu a guerra continuar em camadas distantes. Sentiu o universo estremecer em lugares onde sua consciência não podia mais tocar de forma plena. Sentiu algo quando Krishna caiu. Sentiu o Reino Divino ser atravessado por uma presença que não deveria conseguir chegar tão longe.
E ele sentiu a morte do Pai de Todos como uma ausência impossível de confundir com qualquer outra coisa. Mas sentir não era o mesmo que ver. E Geb, preso, esmagado pelo selo de Pemma, não sabia exatamente o que tinha acontecido depois.
Ele sabia o suficiente para ter medo, mas não o suficiente para ter certeza.
Krishna permaneceu calado depois do fim do relato. Sua expressão não se alterou muito, porque Krishna não era o tipo de deus que permitia que o rosto se tornasse uma janela fácil de ver através. Ainda assim, havia algo no modo como ele ficou imóvel que revelava a dimensão do que acabara de ouvir. Geb tinha acabado de entregar, de sua própria perspectiva, a origem da Grande Guerra.
E, agora, Krishna tinha diante de si a confirmação de que o passado não era apenas vergonhoso.
Era perigoso.
Perigoso porque se repetia.
Perigoso porque as mesmas variáveis estavam se movendo outra vez, em outras formas, com outros nomes, mas com a mesma lógica de fundo.
O Pai de Todos tinha visto o Fim dos Tempos.
Ele tentou impedir. Dormiu. Morreu. Os deuses renasceram incompletos. A criação seguiu quebrada. E agora, mais uma vez, alguém surgia carregando luz, ódio, potencial e motivos suficientes para fazer o universo inteiro pagar pela arrogância divina.
Depois de algum tempo, Krishna, por fim, falou: "Como você foi libertado?"
Geb não respondeu de imediato. Foi pouco. Menos de um segundo de atraso. Para qualquer outro, aquilo passaria despercebido, mas para Krishna, não.
A pergunta era simples demais para justificar uma hesitação. O selo que prendia Geb não era uma prisão comum, não era uma algema qualquer, não era uma barreira que se desgasta com séculos de abandono. Pemma Wangchuck havia se sacrificado para selá-lo. E o sacrifício de um cultivador daquele nível, sustentado por um juramento tão profundo quanto a culpa que o criou, não deveria se romper por acidente.
Geb sabia disso.
Krishna também.
"Foi em Decarius." Geb respondeu, depois de medir as palavras com cuidado: "Durante o ataque de Anúbis."
Ao escutar aquilo, Krishna não demonstrou surpresa.
Geb continuou, e a mentira saiu de sua boca com uma estrutura aceitável justamente porque continha verdade suficiente ao redor: "Anúbis criou pontes espirituais para interferir no campo de batalha. E uma dessas conexões tocou resíduos do selo. Não foi algo limpo. Não foi algo intencional. Mas sem querer ele abriu uma brecha."
Depois de dizer aquilo, ele sustentou o olhar de Krishna como se aquela explicação fosse apenas incômoda, não falsa.
"O selo não quebrou de uma vez." Geb acrescentou: "Ele foi tensionado por dentro quando a ponte encostou em algo que ainda restava da ligação de Pemma comigo. Eu aproveitei a fissura e escapei antes que a estrutura se recompusesse."
Era um falso relato, mas a mentira tinha sentido. E era justamente isso que a tornava perigosa.
Anúbis lidava com almas, julgamento, passagens, peso espiritual e conexões que não obedeciam à física comum. Um ataque dele em Decarius poderia, em tese, gerar uma interferência improvável em algo tão poderoso quanto o selamento de Pemma. Não era simples. Não era provável. Mas deuses não descartam improbabilidades quando sabem que o universo já sobreviveu a coisas piores.
Krishna observou Geb em silêncio por alguns instantes.
"Entendo." Ele finalmente disse.
Geb manteve a expressão firme, mas algo dentro dele permaneceu agitado. Não o bastante para ser lido com facilidade, mas o bastante para Krishna sentir que havia mais. O problema era que Geb não podia falar. Não por orgulho. Não por lealdade aos humanos e nem por estratégia própria. Ele não podia falar porque Rachid, Samir e Amin tinham se tornado uma coleira invisível ao redor de sua existência.
A Trindade não o libertou como ato de generosidade. Libertou como investimento. E todo investimento deles vinha com ganchos escondidos.
Geb não sabia quais medidas de segurança os três haviam colocado sobre ele.
Essa era a parte que mais o incomodava, pois, com o panteão, ele podia calcular hierarquia, medo, coerção e obediência. Com humanos comuns, podia calcular ambição, dor, vaidade e instinto. Com a Trindade, o cálculo apodrecia. Eles não eram apenas inteligentes. Eles eram distorcidos de um jeito que fazia qualquer previsão parecer uma provocação. Se Geb mencionasse nomes, se apontasse a ligação, se revelasse que ainda estava sob ameaça, talvez alguma matriz oculta fosse ativada. Talvez sua consciência fosse rasgada. Talvez o selo fosse reconstruído. Talvez nada acontecesse e eles apenas soubessem que ele falou, o que poderia ser pior.
Eles podiam selá-lo novamente quando quisessem, e Geb, por mais antigo que fosse, por mais orgulhoso que fosse, tinha medo de voltar para aquele silêncio. Então ele não disse mais nada.
Krishna percebeu a agitação, mas não insistiu de imediato. Não porque tivesse aceitado tudo, mas porque havia problemas maiores e, às vezes, apertar demais uma criatura acuada a faz quebrar antes de revelar o que importa. Geb estava livre, estava útil e estava assustado. Isso bastava por enquanto.
"Permaneça onde está." Krishna ordenou.
Geb inclinou a cabeça, como reconhecimento de que, naquele instante, não era prudente desafiar. O velho deus sentiu, mais uma vez, o peso de estar num mundo que avançou sem ele.
Agora, Krishna não era mais apenas o guardião do Pai de Todos. Na ausência do Pai de Todos, ele era a maior parede que restava entre o panteão e o colapso.
Krishna então virou o rosto para um dos Deuses Protetores que aguardavam ao longe, tensos demais para fingir calma.
"Chame Hefesto." Ele disse.
O Deus Protetor se curvou imediatamente e saiu quase correndo.
O som dos passos dele desapareceu pelos corredores claros da câmara, e o silêncio que ficou depois parecia mais duro.
Geb logo entendeu que quando Krishna chamou Hefesto logo depois de ouvir a origem da Grande Guerra não era para restaurar uma porta ou reforçar uma muralha. Era para pedir algo que mudaria a forma de guerrear.
Hefesto chegou pouco tempo depois.
Ele entrou com o corpo pesado, passos firmes, expressão fria. Mesmo entre os deuses, Hefesto carregava um tipo específico de presença: a presença de alguém que sabia como as coisas eram feitas. Muitos Grandes Deuses entendiam o poder como uma forma de domínio. Hefesto, porém, entendia o poder como um mecanismo. Ele sabia o custo escondido dentro de cada arma, cada armadura, cada matriz, cada estrutura divina que os outros tratavam como uma extensão natural da própria autoridade.
Ao chegar diante de Krishna, ele se inclinou.
"Você me chamou?"
Krishna olhou primeiro para ele. Depois olhou novamente para Geb. Esse olhar breve não passou despercebido por nenhum dos dois. Geb entendeu que sua história tinha acabado de acelerar alguma decisão que Krishna talvez já estivesse considerando. Hefesto entendeu que estava prestes a ouvir uma ordem cujo custo viria escondido em poucas palavras.
Krishna falou sem rodeios: "Você fará mais um Tesouro Divino para cada Grande Deus do panteão."
A reação de Hefesto foi imediata. O rosto dele mudou antes que pudesse controlar. Os olhos se arregalaram um pouco, o corpo ficou rígido, e a primeira resposta não saiu como um desafio, mas como puro espanto.
"Isso é impossível." Ele respondeu, e a câmara pareceu ficar mais fria.
Krishna não levantou a voz quando perguntou de pronto: "Por quê?"
Aquela pergunta foi simples, mas tinha pressão suficiente para esmagar mil desculpas.
Hefesto respirou fundo. Ele não era covarde, mas conhecia a autoridade de Krishna bem o bastante para entender que responder “impossível” não encerrava uma ordem. Apenas obrigava a explicar a impossibilidade em termos que até uma vontade absoluta teria que considerar.
"Tesouros Divinos não são armas comuns." Hefesto começou: "Eles funcionam, em princípio, como as Armas do Espírito da criação. Mas a diferença vital é que os deuses não possuem uma alma compatível com esse tipo de vínculo."
Geb apenas escutou em silêncio, atento, e Krishna não se moveu.
Hefesto continuou, escolhendo palavras que não soassem como uma aula, mas como uma advertência técnica: "As criaturas da criação unem uma Arma do Espírito à própria alma porque a alma delas tem continuidade, forma e aderência. Há sofrimento, há rejeição, há sacrifício, mas existe compatibilidade. Com os deuses é diferente. Nós não nos vinculamos a esse tipo de estrutura da mesma forma. A nossa natureza rejeita esse modelo. Nós simplesmente não somos feitos para unir uma arma à alma como humanos, orcs, gigantes ou outras raças fazem."
Ele então ergueu uma das mãos, como se estivesse visualizando uma matriz invisível, e prosseguiu: "Por isso, quando um Tesouro Divino é criado para um deus, não basta forjar o tesouro. O tesouro em si já nasce de almas coletadas no Rio das Almas. Isso por si só tem um custo. Contudo, a parte mais difícil é o vínculo."
Krishna permaneceu calado, mas o olhar dele exigia o resto.
Hefesto obedeceu: "Como não há compatibilidade direta, usamos uma segunda alma como ponte." Ele disse: "Uma alma que não pertence ao deus, mas que pode ser forçada a sustentar uma corrente de ligação contínua entre o Tesouro Divino e a natureza divina do usuário. Essa alma funciona como intermediária. Ela reduz a rejeição. Reduz, não elimina."
Geb sentiu um desconforto antigo ao ouvir aquilo. Geb não era feito de piedade fácil, mas porque conhecia estruturas. E uma estrutura sustentada por almas forçadas nunca é estável sem um custo constante.
"O vínculo destrói a alma usada como ponte." Hefesto prosseguiu: "Lentamente, mas destrói. A alma é pressionada pela natureza do deus, corroída pela função do tesouro e esticada pela necessidade de manter a ligação. Uma hora ou outra, ela se desfaz. Quando isso acontece, outra precisa assumir a corrente. Depois outra. Depois outra."
Ele encarou Krishna com mais firmeza ao afirmar: "Um único Tesouro Divino já consome muitas almas ao longo do tempo!"
A frase ficou suspensa por um instante.
Hefesto sabia que aquilo, para muitos deuses, não seria argumento moral. Seria apenas um cálculo. Então ele continuou antes que uma resposta fria viesse: "Vincular uma segunda corrente a cada Grande Deus multiplicaria o consumo de uma forma que nem eu consigo prever com segurança. Não é apenas sobre coletar almas suficientes. É sobre estabilidade. Sobre rejeição. Sobre a interferência entre os vínculos."
Krishna perguntou: "Interferência?"
Hefesto respondeu: "Duas almas servindo como pontes ao mesmo tempo, para o mesmo deus, não coexistiriam de forma passiva. Cada Tesouro Divino exigiria uma ponte própria, e cada ponte teria uma alma subjugada, esmagada, mantida em uma corrente contínua. Essas duas almas, além de sofrerem a pressão do deus, também entrariam em resistência uma contra a outra. O vínculo de uma tentaria ocupar o espaço da outra. As rejeições se sobreporiam. A alma divina esmagaria ambas e as almas-ponte reagiriam enquanto os tesouros disputariam aderência, e a estrutura inteira poderia colapsar."
Ele fez uma pausa curta, e a próxima frase saiu mais pesada: "No pior dos casos, não seria uma simples instabilidade. Seria uma rejeição impossível de conter."
Depois de dizer aquilo, Hefesto olhou para as próprias mãos, como se já visse nelas uma forja cheia de almas gritando.
"Se isso fosse tentado sem uma contenção perfeita, o Grande Deus poderia ser dilacerado por dentro. Ou ele poderia perder o controle dos dois tesouros ou fundir os vínculos de forma irreversível e imprevisível. Isso pode até abrir uma ruptura espiritual capaz de devorar tudo ao redor.”
“Existem muitas formas de dar errado. E, sinceramente, nenhuma delas é aceitável."
Geb observou Krishna naquele momento e percebeu que Krishna entendia. Esse era o detalhe mais assustador.
Krishna estava ouvindo, absorvendo e calculando. O olhar dele baixou por alguns instantes, e a câmara pareceu segurar o próprio ar. Mesmo Hefesto, que tinha acabado de explicar a impossibilidade, não ousou interromper aquele silêncio.
Krishna olhou para baixo, e talvez, por um momento, tenha pensado no Pai de Todos. Talvez tenha pensado no relato de Geb. Talvez tenha pensado em Gold matando o Pai de Todos e no antigo Krishna caindo antes disso, em deuses morrendo como crianças diante de uma força que eles deveriam ter contido. Talvez tenha pensado em Zao Tian, no novo manipulador da luz, naquele que surgia como uma repetição ou consequência. Talvez tenha pensado que, se a história estava caminhando para outra Grande Guerra, então os deuses não tinham o conforto de entrar nela com o mesmo nível de preparo de antes, porque, da última vez, eles perderam.
Depois de alguns segundos, Krishna ergueu a cabeça: "Crie os Tesouros Divinos."
Hefesto ficou imóvel. Geb também.
Krishna continuou, e a voz dele não permitia espaço para recuo: "Deixe as medidas de contenção por minha conta."
A ordem não foi gritada. Não precisou.
Ela atravessou a câmara como uma sentença absoluta.
Hefesto abriu a boca, mas não disse nada no primeiro instante. Pela primeira vez desde que chegou, a expressão dele deixou de ser apenas técnica e mostrou algo mais próximo do medo. Não medo por si mesmo. Medo do que aquela ordem significava. Medo do que seria necessário para criar aquelas correntes. Medo do número de almas que seriam sacrificadas. Medo da escala de contenção que Krishna estava dizendo que sustentaria.
Geb, por sua vez, sentiu um frio que nada tinha a ver com temperatura, pois Krishna estava disposto a servir como contenção. Ou, pior, estava disposto a criar contenções novas, barreiras novas, prisões novas, sistemas novos, qualquer coisa capaz de obrigar duas correntes de almas a coexistirem sob o peso de um Grande Deus.
Aquilo que estava sendo discutido não era apenas preparar armas. Era preparar monstruosidades.
Hefesto finalmente conseguiu falar, mas a voz dele veio mais baixa, como um último alerta: "Você entende o que isso exigirá?"
Krishna respondeu sem hesitar: "Entendo."
Hefesto: "Você entende o que será consumido?"
Krishna: "Entendo."
Hefesto: "Você entende que, se isso falhar, podemos destruir Grandes Deuses antes mesmo que a guerra comece?"
Krishna sustentou o olhar dele e cravou: "Então não falhe."
Aquela frase esmagou qualquer tentativa de continuar argumentando e Hefesto ficou em silêncio.
A resposta era cruel porque não negava o risco. Apenas transferia o risco para a competência dele. E Hefesto, como criador, como ferreiro, como arquiteto de armas divinas, entendia esse tipo de condenação melhor do que ninguém. Se aceitasse, carregaria o custo. Se recusasse, enfrentaria Krishna. E Krishna, naquele momento, estava exigindo aquilo pela sobrevivência do panteão.
"Cada Grande Deus?" Hefesto perguntou, ainda tentando encontrar algum espaço de limitação.
"Cada Grande Deus." Krishna confirmou.
Hefesto: "Mesmo os mais instáveis?"
"Principalmente eles." Krishna respondeu.
Hefesto fechou os olhos por um instante e Geb percebeu o peso daquela resposta.
Os mais instáveis eram os que mais precisavam de vantagem e os que mais poderiam colapsar. Dar a eles um segundo Tesouro Divino era como colocar uma segunda lâmina na mão de alguém que já sangra segurando a primeira. Mas Krishna queria exatamente isso: poder adicional onde havia mais risco de derrota. O perigo interno seria tratado depois. Primeiro, eles precisavam sobreviver ao inimigo externo.
Quando Hefesto abriu os olhos novamente, havia uma resignação dura na expressão dele: "Vou precisar do Rio das Almas aberto em escala maior."
Krishna respondeu: "Me diga como e quando, que será providenciado todo o apoio necessário!”
“A partir de agora, todo deus que vive e os que viverão estarão à sua disposição e às suas ordens para cumprir a missão que eu te dei!”
